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Forte Apache

Medalha de ouro nos tiros nos pés

José Meireles Graça, 02.08.12

 

 

Já não conto as excepções aos cortes aplicados aos vencimentos dos trabalhadores do Estado.


Entendamo-nos: se não houvesse excepção nenhuma, nem por isso as contas do Estado ficariam significativamente melhores - estamos a falar, em relação à dimensão do problema das contas públicas, de peanuts; em alguns casos haverá gestores que poderiam ser tentados a pegar nas malas e passar-se para a concorrência ou sair da função pública. E até pode ser que a concorrência queira um ou outro, e que a saída deste ou daquele causasse um dano de valor muito superior ao da poupança; há, já agora, quem tenha recusado funções públicas por não aceitar o que o Estado paga, e isto ainda antes das reduções.

 

Mas: i) Suspeita-se que as empresas públicas (e as privadas, quando vivam em conúbio com o Estado) estão inçadas de gestores e consultores de aviário, e tais suspeitas são legítimas face aos casos que se conhecem e ao peso absurdo que o Estado tem na vida económica; ii) Os brilhantes gestores pagos a peso de ouro no banco público (nos privados também, mas isso só é da nossa conta porque somos chamados a empréstimos e garantias forçadas a que os restantes sectores da economia não têm acesso) deram com os burros na água de uma forma de tal modo gritante que conceder-lhes qualquer benefício da dúvida já é muito; iii) A política é a arte do possível, e não é possível esperar compreensão de quem sofreu reduções e assiste pávido às excepções de que são objecto alguns ungidos cujo principal mérito é terem passado e números de telefone. Para já não falar do Banco de Portugal, que, parece, vive em regime de extraterritorialidade para efeitos de nos vir ao bolso.

 

O passado, em muitos casos, não se recomenda; e fora melhor que toda esta gente se limitasse a ter os números de telefone de fornecedores e clientes.

 

Deve haver quem no Governo ache que ganha com isto; e que zangar-se com quem conhece é muito pior do que zangar-se com quem não conhece. Faz mal: quem conhece são meia dúzia de gatos de fatos às riscas e com egos do tamanho da estupidez; e quem não conhece é o resto. São milhões. E nem a paciência é tão grande como se imagina, nem a memória tão curta como se supõe.

Luxos...

Fernando Moreira de Sá, 01.11.11

A nova campanha publicitária da CGD é estranha.

 

Durante alguns dias pensei que seria uma nova campanha da TMN ou da MEO. Ontei, para surpresa minha, descobri que era da CGD. Não imagino quanto custou. Contudo, na minha opinião, é um valente flop. Sem piada, sem originalidade e de uma ostentação nada recomendável nos tempos que correm, sobretudo para uma empresa pública.

 

É estranho, mesmo estranho, o tempo e o modo.