Quinta-feira, 6 de Setembro de 2012
por Fernando Moreira de Sá

As eleições americanas (USA). Sempre elas. Depois da convenção dos Republicanos, a dos Democratas. Mesmo sem ainda se conhecer o discurso de Obama, uma coisa é certa, pelo menos em termos de "comunicação política": o discurso de Michelle arrasou e o de Bill Clinton esmagou. No meio, uma surpresa chamada Clint Eastwood.

 

O realizador e o actor Clint Eastwood - confesso não conseguir escolher qual o melhor tal a grandeza de um e outro - consegue estar em dois momentos tão diferentes que marcam estas eleições. Um assumidamente comercial, outro absolutamente comercial. Ambos excepcionais e absolutamente contraditórios. Ele é, a exemplo de tantas outras coisas, uma das inúmeras razões pela minha paixão pelos EUA.

 

Obviamente, sou suspeito. Entre o Clint que o Nuno Gouveia adora e o Eastwood que eu admiro, vai uma grande distância. Eu prefiro o Eastwood assumidamente comercial que deu a voz e a cara por um dos anúncios publicitários mais fantásticos dos últimos anos e que, surpresa, representa um dos principais sucessos da política económica da presidência Obama: a salvação da indústria automóvel americana, a mesma que me acompanha apaixonadamente desde 2000. O Eastwood realizador de filmes tremendos, do bom gosto musical. Este é o Eastwood que eu gosto. 

 

O Clint é outro. Até lhe acho piada na forma como defende o indefensável (a livre venda de armas). Confesso que me fez sorrir naquele momento de actor na convenção democrática a falar para uma cadeira (genial). Só que, entre o achar piada e o admirar vai uma grande diferença. A mesma que distingue o Clint apoiante do aprendiz de Bush júnior do Eastwood que empresta o seu talento à publicidade da indústria automóvel americana.

 

O Nuno, eu sei, adora o Clint e aquilo que ele politicamente defende. Eu, não sei se por força da minha paixão pela Jeep, prefiro de longe este Eastwood:

 


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Quarta-feira, 8 de Fevereiro de 2012
por Rodrigo Saraiva

O Fernando já aqui tinha falado do anúncio da Chrysler/Jeep com Clint Eastwood lançado no Super Bowl. De tudo o que se passou em torno deste evento, entre muita publicidade e uma brutal prestação de Madonna, este vídeo foi o tema de conversa nos dias seguintes.

 

"It's Halftime in America. And our second half is about to begin. All that matters now is looking ahead and finding a way forward." foi a frase marcante dita por Clint Eastwood. No fundo, Clint, este sim, disse aos americanos para não serem piegas.

 


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Domingo, 29 de Janeiro de 2012
por Fernando Moreira de Sá

 

Nos últimos anos evito ir ao cinema e prefiro ficar, calmamente, a ver os meus filmes preferidos em casa. Não tanto pelo ruminante barulho dos comedores de pipocas (eu até gosto de pipocas) - o conceito das salas de cinema em barda dos centros comerciais permitiu dar a conhecer o elevado número de portugueses que comem pipocas de boca aberta!

Não, o problema maior, no meu caso, foi a chegada dos telemóveis. Primeiro com a malta que, educadamente, não desligava o som aos telemóveis. Mais tarde, a grande elevação e respeito pelo vizinho de atenderem as chamadas e agora, tendo a marralha aprendido a colocar os bichos em silêncio, o maravilhoso clarão dos ditos aparelhos sempre que uma sms é trocada com elevado denodo. Enfim.

Mesmo assim, como sou um despistado, por vezes esqueço a realidade e vou ao cinema. O preço dos bilhetes está, vou ser simpático, puxadote. Como a oportunidade e respectiva disponibilidade é rara, procuro escolher filmes de realizadores que aprecio, histórias que me fascinam ou então aqueles cujos efeitos especiais só podem ser devidamente apreciados numa sala de cinema. Fora isso, nem arrisco.

Foi o caso do filme "J. Edgar", de Clint Eastwood. A história de Hoover é fascinante. Os filmes de Clint Eastwood costumam ser fantásticos. Nem hesitei. Após os primeiros 20 minutos fiquei sem palavras. Que enorme balde de água fria. Uma história fantástica e com pano para mangas. Um filme com tudo para dar certo que se transformou, na minha opinião, que vale o que vale, num fiasco. Leonardo DiCaprio nunca conseguiu ser J. Edgar Hoover e apenas Naomi Watts convenceu. Só não me "pirei" no intervalo pelo enorme respeito a Clint Eastwood que tanto admiro. Uma grande história estragada por um actor esforçado que nunca, nem por sombras, nos consegue convencer que é Hoover. Que pena. Que desperdício.


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