Terça-feira, 18 de Outubro de 2011
por João Gomes de Almeida

 

Gosto de andar de comboio e sou obrigado a andar de comboio, o que faz de mim um excelente e incondicional cliente da “CP – Comboios de Portugal”. Tenhamos em conta, no entanto, que apenas o faço nos chamados “comboios longos”, ou seja, Alfas e Intercidades - logo, este texto apenas diz respeito aos mesmos. Quem desejar queixar-se de esfaqueamentos de polícias na margem sul, ou dos tipos com rádios altos e aspecto duvidoso na linha de Sintra, pode sempre mandar-me um mail que eu comprometo-me a escrever sobre o assunto mais tarde.

 

Vamos então ao que interessa. Faço várias vezes por mês o trajecto “Lisboa – Espinho” e vice-versa, o que no Alfa Pendular custa 27,55 euros por viagem e no Intercidades é qualquer coisa mais barato. O que me parece dar argumentos suficientes para querer rectificar algumas coisas.

 

Sei que a CP é uma empresa com dificuldades (embora esteja a renovar a frota automóvel dos seus altos dirigentes), no entanto, gostava de fazer algumas sugestões, para não me sentir roubado sempre que viajo de comboio:

 

- Aumento do número de efectivos nas principais bilheteiras, pelo menos nas horas de ponta. É inadmissível que se chegue a esperar mais de 30 minutos para poder comprar um bilhete na Gare do Oriente, por exemplo.

 

- Limitação do tamanho das malas de viagem, tal como acontece nos aviões. Para evitar as pessoas que, principalmente ao fim-de-semana, entopem os passagens entre as carruagens e dentro das próprias carruagens com malas que pesam 40 kg.

 

- Fim dos descontos para militares. Falamos de uma classe profissional bem paga, pelo que não vejo qualquer lógica para esta regalia. Já agora, quem é que nunca viajou à sexta-feira e apanhou o comboio lotado por militares embriagados, a falarem alto e a faltarem ao respeito aos restantes passageiros?

 

- Proibição da venda e consumo de bebidas alcoólicas dentro dos comboios. Para evitar figuras tristes que incomodam os passageiros e que em casos extremos até os colocam em perigo.

 

- Proibição da utilização de telemóveis pela tripulação do comboio. Parece uma proposta parva? Então digam-me, quantos de vocês é que já não viram a senhora do bar vários minutos ao telemóvel, em vez de estar a atender os clientes?

 

- Proibição do consumo de produtos alimentares que não sejam adquiridos dentro do próprio comboio. Quantos de vocês é que já viajaram numa carruagem em que alguém se lembra de sacar de uma marmita que inunda de cheiro a comida todo o comboio?

 

- Multas duras para quem não respeitar o lugar que lhe foi atribuído na compra do bilhete. Quantos de vocês é que já chegaram ao lugar marcado e tiveram que mudar porque estava ocupado por um anormal qualquer que quis ficar perto da sobrinha da prima da mãe, que não via há praticamente duas semanas?


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