Quinta-feira, 28 de Junho de 2012
por José Meireles Graça

 

 

Ele é militares de Abril avonde, o paizinho do SNS, professores, sociólogos, actores, cineastas, deputados, jornalistas - o who's who da Esquerda alfacinha, mesmo quando não vive em Lisboa. Há pelo menos um cantautor, seja lá isso o que for, e vários politotólogos, com perdão à minha amiga que cunhou o termo.

 

São a gente das Alternativas. Daí não vem mal ao mundo - nos intervalos do Congresso, o dever cumprido, vão beber umas imperiais, a televisão entrevista e os entrevistados, olhando para o infinito, espumam a sua indignação contra a Merkel, o mercado e a realidade, após o que se dirigem aos mictórios.

 

Vejo porém, semeados lá pelo meio, uns quantos próceres do establishment, não da Alternativa mas da Alternância, os Galambas da economia vudu: se queres pagar o que deves, começa por te endividar ainda mais, que ele há muita desigualdade. E isto, confesso, não aprecio, para o peditório dos engenheiros do progresso a golpes de calote já demos.

 

Não vi empresários (nem sequer dos falsos, que todavia também têm interesse no Estado que tudo regula, que investe, dirige a economia, e faz a chuva e o bom tempo).

 

Boaventura há-de fazer um discurso seminal, não sabemos se trajando uma camisa às flores ou o fato e gravata de académico práfrentex fortemente de esquerda. E é esta a única dúvida sobre o que se vai passar.

 


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