Segunda-feira, 19 de Dezembro de 2011
por Luís Naves

A Coreia do Norte é certamente o país mais estranho do mundo e uma cruel ditadura comunista, mas também um regime dinástico, ultra-militarizado, com tecnologia nuclear, onde as populações estão isoladas do exterior, como se vivessem em Marte. O desaparecimento do segundo ditador da dinastia, Kim Jong-il, e a sua mais que provável substituição pelo filho, Kim Jong-un, anuncia tempos perigosos. Entretanto, já existe um título para o novo líder, “O Grande Sucessor” (os monarcas não têm apenas o nome, mas sobretudo o título, à maneira chinesa).
A imagem em cima é da minha autoria e foi obtida num momento de sorte, quando visitei a Coreia do Norte em 1989. O grupo que se vê a fazer a vénia era de coreanos emigrados no Japão. Na realidade, limitei-me a enquadrar e esperei pelo momento certo, que durou alguns segundos. A fotografia ficou ligeiramente sobreexposta no céu, o que é pena, mas podemos apreciar a dimensão da estátua do fundador do regime, o primeiro Kim, o “Grande Líder” Kim Il-sung. Um jornalista que conheci na altura e que estava baseado no Japão disse-me que estes emigrantes se dividem entre sul e norte exactamente na proporção da população de origem: em cada quatro, três mantêm a lealdade ao sul, um ao norte. Era assim em 1989, ainda o primeiro Kim vivia.

 


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