Terça-feira, 23 de Julho de 2013
por Alexandre Poço

"Vem, a propósito, de um "comentador" que insiste em ser sociólogo, economista, politólogo e doutrinário, qual Mikail Suslov, junto dos socráticos socialistas. Diz esta alminha que o corte dos 4,7 mil milhões de euros é "economicamente estúpido" e invoca como testemunho um qualquer estudo para garantir que, em 2014, este corte provocará uma queda de 9,4 mil milhões de euros no PIB.
Bem, vamos ao que existe. Entre 2010 e 2012 a despesa orçamental foi cortada em mais de 11 mil milhões de euros. Dou de barato e ofereço mais um ano, o de 2013. Nestes anos, o PIB (ou seja, pela "óptica do rendimento" o somatório anual dos salários, lucros, rendas, juros ganhos, etc) não cairá 9 mil milhões de euros... Espanto?


Então, vejam: o PIB já cai desde meados de 2010, tendo a economia entrado em recessão no início de 2011, ainda com Sócrates em São Bento! Ou seja, mesmo com os 11 mil milhões de euros "em circulação" - agora "sugados ao consumo" - o PIB já estava a estatelar-se... e assim continuaria! O País falia, os cofres do IGCP estavam à míngua e tiveram de chamar a troika para pagar salários, pensões e reformas!
É isto que os socráticos nunca entenderão: injectavam gasolina e o motor... gripava. Descontrolados, bateram na parede.
Agora anuncia-se que no II trimestre deste ano a economia terá dado a volta, interrompendo dez trimestre recessivos (inicados por Sócrates, repito).
Os socráticos estão atarantados! Isto é demais. Então corta-se na despesa e a economia cresce? Mau...


Pois. Não digo que o corte da despesa não possua efeitos recessivos no imediato. A alteração do modelo estrutural da economia, com base em sectores exportadores ou de substituição de importações, é algo que demora a dar resultados. Mas, ao mesmo tempo, a despesa não reprodutiva que é subtraída à economia não gera mais défice orçamental e mais dívida pública do Estado, para além de ter efeitos benéficos nas contas externas. Ora, é isso que se está a assistir, com sacrifícios, diga-se."


Rudolfo Rebelo no seu perfil no Facebook


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Sábado, 9 de Fevereiro de 2013
por jfd

"Parlamento manda cortar nos carros do Estado. Aprovado com os votos favoráveis do PSD e CDS-PP e a abstenção do PS, PCP, BE e PEV".


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Terça-feira, 15 de Janeiro de 2013
por Alexandre Poço

"A maioria dos funcionários públicos são eleitores do PS."

José Lello, deputado do PS

 

Este comentário devia entrar para os registos da arte da síntese. Numa pequena frase é dada a justificação para as posições do PS sobre cortes na despesa pública, nomeadamente, sobre o despedimento de funcionários públicos, corte de subsídios, ADSE, etc, etc. Obrigado José Lello por esta excelente súmula!


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Quarta-feira, 24 de Outubro de 2012
por Rui C Pinto

Miguel Relvas diz hoje que só "em última linha" haverá despedimentos na Lusa. Ora, dito isto no mesmo dia em que é noticiado o hipotético corte de 10% no valor mínimo do subsídio de desemprego, dá-nos mesmo que pensar... 

 

É chegado o momento de debater, na sociedade portuguesa, o que é, de facto, prioritário no que toca às despesas do Estado. É moralmente inaceitável que se corte 1 cêntimo no subsídio de desemprego de quem vive no limiar de pobreza, por cada 100 euros que não se cortem na RTP, Lusa, Carris, Metro, CP, etc., etc., etc. 


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Quinta-feira, 2 de Agosto de 2012
por José Meireles Graça

 

 

Já não conto as excepções aos cortes aplicados aos vencimentos dos trabalhadores do Estado.


Entendamo-nos: se não houvesse excepção nenhuma, nem por isso as contas do Estado ficariam significativamente melhores - estamos a falar, em relação à dimensão do problema das contas públicas, de peanuts; em alguns casos haverá gestores que poderiam ser tentados a pegar nas malas e passar-se para a concorrência ou sair da função pública. E até pode ser que a concorrência queira um ou outro, e que a saída deste ou daquele causasse um dano de valor muito superior ao da poupança; há, já agora, quem tenha recusado funções públicas por não aceitar o que o Estado paga, e isto ainda antes das reduções.

 

Mas: i) Suspeita-se que as empresas públicas (e as privadas, quando vivam em conúbio com o Estado) estão inçadas de gestores e consultores de aviário, e tais suspeitas são legítimas face aos casos que se conhecem e ao peso absurdo que o Estado tem na vida económica; ii) Os brilhantes gestores pagos a peso de ouro no banco público (nos privados também, mas isso só é da nossa conta porque somos chamados a empréstimos e garantias forçadas a que os restantes sectores da economia não têm acesso) deram com os burros na água de uma forma de tal modo gritante que conceder-lhes qualquer benefício da dúvida já é muito; iii) A política é a arte do possível, e não é possível esperar compreensão de quem sofreu reduções e assiste pávido às excepções de que são objecto alguns ungidos cujo principal mérito é terem passado e números de telefone. Para já não falar do Banco de Portugal, que, parece, vive em regime de extraterritorialidade para efeitos de nos vir ao bolso.

 

O passado, em muitos casos, não se recomenda; e fora melhor que toda esta gente se limitasse a ter os números de telefone de fornecedores e clientes.

 

Deve haver quem no Governo ache que ganha com isto; e que zangar-se com quem conhece é muito pior do que zangar-se com quem não conhece. Faz mal: quem conhece são meia dúzia de gatos de fatos às riscas e com egos do tamanho da estupidez; e quem não conhece é o resto. São milhões. E nem a paciência é tão grande como se imagina, nem a memória tão curta como se supõe.

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Terça-feira, 18 de Outubro de 2011
por Fernando Moreira de Sá

Algumas almas querem sempre aparecer a dar as boas notícias. As mesmas que se fingem de mortas na hora das más...

Mesmo quando essas notícias nem são boas, nem más, nem novas. O rídiculo é nem conseguirem disfarçar. E darem palpites como se não fosse nada com eles...


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Quinta-feira, 15 de Setembro de 2011
por Fernando Moreira de Sá
•Integração do Instituto da Água IP, da Agência Portuguesa do Ambiente e de dois órgãos consultivos para as alterações climáticas na Agência Portuguesa para o Ambiente, Água e Acção Climática (DG)
•Extinção dos Controladores Financeiros
•Extinção de seis Caixas de Previdência
•Integração da Inspecção Geral da Administração Local na Inspeção Geral de Finanças
•Fusão da Inspecção Geral da Agricultura e Pescas com a Inspecção Geral do Ambiente e do Ordenamento do Território
•Fusão da Inspecção Geral da Educação com a Inspecção Geral da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.
E ainda:

Situação inicial

Situação Final

Variação global

Dirigentes Superiores

Dirigentes Intermédios

Dirigentes Superiores

Dirigentes Intermédios

Dirigentes Superiores

Dirigentes Intermédios

715

5571

441

4133

-274

-1438

6286

4574

-1712

       

-38%

-26%

       

-27%

E por fim:

 

O Compromisso Eficiência no domínio do sector público assumido por este Governo, terá continuidade em outras acções concretas, a desenvolver no curto/médio prazo, com referência especial para:

 

•Reestruturação do Sector Empresarial do Estado;
•Reforma da Administração Local Autárquica;
•Realização de censo e análise detalhada do custo/benefício de todas as Fundações;
•Reorganização dos serviços desconcentrados da Administração Central;
•Reforço da utilização de serviços partilhados na Administração Pública.


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por Fernando Moreira de Sá


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por Fernando Moreira de Sá

 

 

Olha, olha, o João Galamba – que lidera a lista dos citados pelo corporações logo seguido, de perto, pelos “bloggers do passismo” – começou com a velha estratégia da medição de tamanhos.

 

Afinal, o anterior governo é que cortou “forte e feio” na Administração Pública e coisa e tal. Uns ingratos, os portugueses, que nem repararam nesta suposta proeza de Sócrates. Uma maldade sem perdão. Os portugueses não notaram esse esforço hercúleo dos amigos do João em reduzir as gorduras do Estado e premiaram o PS com uma derrota copiosa nas últimas legislativas. Uma injustiça.

 

Agora, anunciados os cortes, surgem as comparações. “O meu corte é maior do que o teu”, afirma o blogger preferido do corporações. Tragam as réguas que a temporada ainda agora começou…


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Quarta-feira, 14 de Setembro de 2011
por Fernando Moreira de Sá

O primeiro-ministro anunciou hoje os primeiros cortes: 1712 lugares de dirigentes e 137 entidades públicas extintas.

 

É um primeiro passo, significativo. Uma medida fundamental.

 

O corte nos lugares dirigentes significam 27% do total - o compromisso do Governo (PREMAC) apontava para os 15% de redução das estruturas orgânicas de cada ministério e de cargos dirigentes. O Governo decidiu ir mais longe. É um sinal importante. Não se pode continuar a exigir sacrifícios aos portugueses, às empresas, sem o Estado dar o devido exemplo. Este é o caminho.


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