Sexta-feira, 17 de Fevereiro de 2012
por José Meireles Graça

Um grupo de ciclistas de várias gerações, encabeçado por um antigo camisola-amarela, vem propôr-nos a solidariedade com o povo Grego porque "se sabe que a crise não é só grega mas europeia".


Também sou solidário com o povo Grego. Mas estes desportistas sabem coisas que ignoro. Porque a crise grega é grega, a nossa é nossa, e as da Finlândia ou Holanda seriam, respectivamente, finlandesa ou holandesa - se existissem.


Mas não existem. E nós, os Finlandeses, os Holandeses e os Gregos, todos somos Europeus. Logo, a crise grega só pode ser descrita como europeia porque estes senhores promoveram a ideia de que a Europa é uma bicicleta que não pode parar, mesmo quando à pedaleira faltam dentes, a cremalheira encravou e o pinhão está podre.


São, caracteristicamente, socialistas: o problema que criaram há-de ser resolvido pelos outros e a realidade não tem razão - a engenharia social e de pátrias sim.


Mas não, o problema não vai ser resolvido pelos outros, será quando muito adiado. E os apelos de velhas e novas glórias do ciclismo doméstico estão desacreditados.


Querem um atleta moderno com as ideias no lugar? Está aqui, mas não é ciclista.


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Domingo, 12 de Fevereiro de 2012
por José Meireles Graça

Ainda não votaram, os parlamentares gregos.


José Gomes Ferreira fala na SicN: e diz que na América do Sul, para atravessar riachos infestados de piranhas, se considera razoável sacrificar uma rês; que os "Americanos" e os "Ingleses", se a Grécia não aceitar o programa da troika, apostarão na queda da peça seguinte do dominó (nós) porque aos Americanos não interessa um euro forte; e que as instâncias europeias já "descontaram" a saída da Grécia.

Isto diz ele, de improviso. Eu digo, igualmente de improviso, que a Grécia (e nós) nunca teria chegado à situação a que chegou se não tivesse aderido ao euro, porque a moeda própria ajuda a corrigir, com o sinal de alarme da desvalorização, os erros de política económica; que a Europa Federal (a meu ver impossível e, se fosse possível, indesejável) sem a Grécia seria (será) uma construção ainda mais descaradamente imperial e burocrática do que já é.


Os sacrifícios valem a pena para nós na medida em que de toda a maneira o Estado precisa de ser reformado, quer haja quer não haja reescalonamento da dívida.

O Estado grego precisa igualmente de reforma, mas muitos Gregos (a maioria?) assim não o entendem.

Por mim, Portugal é Portugal e a Grécia é a Grécia. Dois povos muito diferentes entre si e dos outros, partilhando embora a condição de Europeus que são e de nórdicos que não são.


Como se verá, quer no Parlamento em Atenas se vote assim como assado.


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