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Forte Apache

O massacre que o Islão nunca esqueceu

Alexandre Guerra, 18.09.11

 

Há uns tempos, o autor destas linhas comprou um daqueles pequenos livros da Penguin, de sensivelmente 60 páginas, em que se podem ler extractos da extensa obra “A History of the Crusades” (Cambridge University Press, 1951) do conceituado historiador britânico “Sir” Steven Runciman, falecido em 2000, com 97 anos.

 

Tendo dedicado parte da sua vida ao estudo da Idade Média, Runciman teve em “A History of the Crusades” a sua grande criação, que ainda hoje é um farol para aqueles que pretendem debruçar-se sobre o conhecimento das incursões cristãs no Médio Oriente.

 

O tal pequeno livro da Penguin, de forma muito sucinta e clara, versa sobre os preparativos da Primeira Cruzada e o “assalto” a Jerusalém, sem esquecer os conturbados acontecimentos que se verificaram em Constantinopla e noutras cidades durante a jornada.  

 

Começa por ler-se sobre o entusiasmo e o apelo às armas do Papa Urbano II, no final do Verão, início de Outono de 1095, altura em que começa o movimento inspirador das Cruzadas.

 

Da mobilização ao envio dos primeiros cruzados passaram poucos meses, para que se iniciasse um processo de violência desenfreada numa lógica da Cristandade contra todos (judeus, turcos, muçulmanos), incluindo contra os "irmãos" cristãos espalhados pelo Império Bizantino.