Sábado, 9 de Março de 2013
por jfd

by Eduardo Pitta


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Quarta-feira, 6 de Fevereiro de 2013
por Alexandre Poço

1 - "Não lhe reconheço a si nem a ninguém o monopólio da sensibilidade social ou da propriedade da verdade. Isso revela da sua parte um espirito da Inquisição em que as pessoas eram condenadas por crime de opinião. E portanto eu vou continuar a usufruir da liberdade de que beneficio e a sra. Deputada também."


2 - "E não sei porque se emociona tanto com a minha remuneração e não com a de um treinador do Benfica que ganha não sei quantas vezes mais do que eu? Se calhar porque isso afectaria os seus votos. Mas eu, como não sou de nenhum partido, sou um alvo fácil."


3 - "Ao contrário da senhora deputada, eu tenho alguma experiência na criação de postos de trabalho. Não pense que é só com medidas macro económicas que vamos conseguir reduzir o desemprego. Não são só as PME que vão reduzir desemprego. Para criar emprego não é preciso ter só dinheiro: é preciso ter organização e capacidade para criar projectos para as pessoas. E o BPI tem essa capacidade. Tal como a PT, ou a Zon ou tantas outras grandes empresas."


Fernando Ulrich, Presidente do BPI na Comissão Parlamentar de Orçamento e Finanças, dia 5 de Fevereiro de 2013.


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Segunda-feira, 19 de Novembro de 2012
por Rui C Pinto

O Público já não me surpreende, é certo. Tão certo quanto a apatia que me merece muito do mau jornalismo que publica. Mas, uma vez por outra, há uma ou outra notícia que superam o limite da minha tolerância ao sensacionalismo. Sobretudo quando uma peça jornalística se resume a uma tentativa bacoca de demagogia.

 

O Público online dá-nos conta do crescimento no número de pedidos de naturalização, nos países de destino, por emigrantes portugueses. O artigo, assinado por Natália Faria, intitula-se Emigrantes portugueses estão a "desistir" do país.

 

A notícia dá conta de que, em 2010, quase 5000 portugueses pediram nacionalidade francesa (não refere quantos terão concretizado a pretensão), 2200 naturalizaram-se na Suíça e 1345 no Luxemburgo. Perante estes números, que não são comparados com quaisquer outros números e portanto não esclarecem quanto a tendências ou padrões, a jornalista cita Pedro Góis, investigador do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, que "sem mais elementos quanto às características destes emigrantes" retira uma série de ilações. 

 

O investigador admite que, a tratar-se de emigrantes mais velhos e antigos, “pode querer dizer que entendem que os sistemas de saúde portugueses estão a perder eficácia ou que as zonas de onde saíram, por exemplo, estão desertificadas; logo, não vale a pena regressar”. Isto é, ainda que não possua elementos concretos sobre os ditos emigrantes, o investigador elabora um cenário e extrapola quanto à avaliação que os ditos emigrantes fazem da eficácia do sistema de saúde português e da desertificação das suas zonas de origem. Perante o seu exercício de extrapolação a partir de cenários mal sustentados, o investigador pede mesmo ao governo que retire ilações (depreende-se que as mesmas que ele) por forma a impedir que o mesmo se repita com a nova vaga migratória. 

 

Por outro lado, a notícia dá conta de 21.800 pedidos de nacionalidade portuguesa por parte de imigrantes residentes, maioritariamente brasileiros e cabo-verdianos. Infelizmente, a leitura que o investigador faz deste número não conclui quanto às melhores condições do sistema de saúde português por comparação ao brasileiro ou cabo-verdiano mas antes que tem “escondida” uma aspiração de obtenção da cidadania europeia. Infelizmente, a notícia não nos elucida quanto ao número de emigrantes brasileiros e cabo-verdianos que, uma vez naturalizados portugueses, abandonam o país beneficiando da liberdade de circulação na Europa e USA. 

 

Perante a claríssima falta de rigor de toda a peça fico na dúvida se o mau trabalho da jornalista comprometeu injustamente o investigador ou se alimentaram mutuamente na demagogia da mensagem que transmitem ao leitor.


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Sexta-feira, 19 de Outubro de 2012
por Alexandre Poço

É normal existirem diferenças dentro de uma coligação governamental, pois cada partido tem os seus valores, propostas e eleitorados - veja-se o caso inglês, onde ainda há uns meses, o primeiro-ministro (Conservador) e o vice-primeiro-ministro (Liberal-Democrata) estiveram em lados diferentes num referendo sobre o sistema eleitoral. É certo que há muita mentira na comunicação social sobre o que se passa dentro da coligação, é exemplo disso a notícia que esse pasquim denominado jornal i publicou sobre uma putativa conversa entre Passos Coelho e Paulo Portas. Porém, uma coisa é notória, para lá do exagero mediático, o CDS anda numa crise existencial, já todos demos conta disso e as declarações de deputados e dirigentes, quer no facebook, quer à imprensa, demonstram o tal mal-estar centrista. Provavelmente, o CDS não sabia ao que vinha - como???? - ou então, esperava que se ficasse com determinados ministérios - Agricultura e Segurança Social - daria para alimentar e fazer boa figura junto das clientelas, ou ainda, não contava com tanta contestação após um ano e pouco de governo. E não querendo abordar a demagogia sobre os impostos e a despesa, passo para a fase em que me interrogo sobre se o partido de Portas já sabe o que vai acontecer se precipitar a queda do governo: será que o CDS sabe de antemão que tem lugar garantido num governo-sopa com PS e PSD, patrocinado pelo Presidente da República e com o apoio do Conselho de (pensionistas que trouxeram o país à falência) Estado e dos comentadores de serviço? Ou será que o CDS pensa que se for a eleições hoje escapará à tareia mais do que provável que o PSD levará, por ser o parceiro "bonzinho" da coligação? Ou será que o CDS vai desistir de vez de ser bengala dos dois maiores partidos e está-se nas tintas para o resultado das eleições, desejando apenas eleger deputados para se juntar ao Bloco e ao PCP no eterno espaço de contestação? Não sei se Portas e seus correligionários têm os poderes da Maya, mas tanto tacticismo parece sugerir que há uma "bola de cristal" no Largo do Caldas.


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Domingo, 30 de Setembro de 2012
por Rui C Pinto

"Os baixos salários não resolvem situação nenhuma e as pessoas não têm vontade nenhuma para ir trabalhar para receber menos de 500 euros depois dos impostos"

 

Haverá algum trabalhador do império de Alexandre Soares dos Santos, o homem mais rico do país, nestas condições de desmotivação? Suponho que não... 

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Quinta-feira, 6 de Setembro de 2012
por Miguel Félix António

Sou e tenho-o escrito por diversas ocasiões, seja na imprensa, seja neste blog, fortemente favorável a uma redução de impostos que seja aplicada de forma sustentada, porque acho que na generalidade o dinheiro é melhor gerido por privados do que pelo Estado. Porque entendo que as pessoas devem ser livres de aplicar o seu dinheiro, sem que o Estado nos diga o que fazer com ele. Mas não sou a favor da eliminação dos impostos, entre outras razões, porque sou a favor de que exista um Estado que se concentre nas funções soberanas, que assegure que haja estradas, portos, ferrovia e aeroportos, e que atenda aos cidadãos que por diversos motivos estão no limiar da pobreza. Para isso é necessário dinheiro e ele como se sabe vem dos impostos. Mas não posso deixar de ficar indignado com a demagogia sem limites dos dirigentes bloquistas, comunistas e socialistas, entre os quais avulta o responsável e sereno Seguro que exigem reduções de impostos, sem aceitar uma alteração radical da arquitectura do Estado e dos seus compromissos. Como é possivel pretender reduções de impostos e querer ao mesmo tempo que tudo se mantenha na mesma: Autarquias, Universidades, Administração Central, Saúde e Educação gratuita para todos. À mínima tentativa de reforma, ainda que por vezes tímidas, que o actual Governo encena, cai o Carmo e a Trindade porque - dizem esses políticos acantonados à esquerda - se quer acabar com o Estado Social, com direitos adquiridos, etc, etc., etc.,. Mas logo a seguir proclamam a imprescindibilidade de reduzir os impostos... Se a demagogia pagasse a taxa máxima de IRS tínhamos o problema resolvido!


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Quinta-feira, 19 de Julho de 2012
por Rodrigo Saraiva

Ontem ouvi Carlos Zorrinho falar do “caso Relvas” e considerá-lo uma “entorse de carácter”. Sim, Carlos Zorrinho, ex membro do governo de José Sócrates.


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Quinta-feira, 15 de Dezembro de 2011
por jfd

* ou Da demagogia de ocasião

 "Um país é feito de símbolos e datas como o 1º de Dezembro ou o 5 de Outubro fazem parte da nossa identidade.

Nem Salazar se atreveu a tocar no 5 de Outubro"

Lusa

sinto-me:

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Sábado, 19 de Novembro de 2011
por jfd

Sem ter ido sequer ao casting, Duarte Lima tornou-se desde hoje no poster boy da Pensão Vitalícia.

Todos os politicos que, sem vergonha nenhuma, não a rejeitarem serão submetidos a comparações com o mesmo até ao final dos seus dias.

Há males que vêm por bem. Vivam o povo, a comunicação social e a pura demagogia!

 


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