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Forte Apache

O crescimento do lado da oferta por Joana Nave

jfd, 02.07.12
No passado dia 20 de Junho decorreu mais um Fim de Tarde na Ordem com Daniel Bessa, que abordou o tema “Crescer, sim; o problema é como.”.


Seguindo a abordagem do modelo keynesiano, a curto prazo faz sentido aumentar a despesa, estimulando o consumo. No caso de Portugal, e na actual situação do país, não é possível fazer crescer a economia pelo lado da despesa, porque não há financiamento. No entanto, esta via não está esgotada num contexto global europeu. Tem surgido esta ideia com as eleições em França e a mudança de opinião na Alemanha, onde se pensa que faria sentido aumentar a despesa e a inflação. Porém, Daniel Bessa não pensa que esse caminho seja viável e, por isso, prefere não contar com ele.


Para quem vende no mercado externo as quotas são próximas de zero, ou seja, o aumento da procura não é relevante. Temos de olhar para o lado da oferta, tornar os nossos produtos mais competitivos para ganhar quota de mercado, e apostar nas supply sales, onde empresas, empresários, tecnologia e meios de produção são as variáveis que estão em causa.


Será que o crescimento económico em Portugal é atingível através da austeridade e das reformas estruturais? Por um lado, a redução dos custos de trabalho só funcionou do lado do sector público e traduziu-se em encargos para a segurança social e aumento do IVA; por outro, as reformas estruturais só têm efeito no longo prazo.