O amigo intrometido
É normal que um país que tem partes do seu território onde se aplica a pena de morte, um sistema penal bárbaro, prisões que são rotineiramente retratadas via livros, documentários, ficção, testemunhos, como antros de sodomia e violência; em que uma estrutura burocrática e secreta decide assassinatos selectivos via drones sem outro escrutínio que não seja a benção de Santo Obama:
Faça anualmente relatórios sobre direitos humanos em que o Ministro dos Negócios Estrangeiros (que os locais designam como Secretário de Estado) verbera comportamentos das instituições de países aliados e amigos?
E nos quais "aponta a Portugal a existência de abuso de força policial, prisões preventivas demasiado longas, violência contra mulheres e crianças e más condições nos estabelecimentos prisionais"?
Sem nenhuma reacção das autoridades, jornalistas, opinião pública, que encaram como normal esta ingerência?
É.