"As long as Europe's élites remain determined to keep the euro, the economic situation will deteriorate. And the worse things get, the likelier people are to demand the high-tax, high-spend policies which caused the mess. The eurozone is now in a vicious circle."
Daniel apenas tem parcialmente razão, porque, conforme ficou demonstrado nas eleições gregas, não é apenas esta - e já seria muito - a consequência da teimosia das "élites". É também o crescimento das louçãnias* que espreitam, vendendo soluções simples para problemas complicados: não pagamos, ou pagamos quando e como quisermos.
E como, não pagando, o crédito acaba, mergulha-se fatalmente em autarcia económica, o que quer dizer ruptura dos stocks, paralisia das empresas e falta de combustíveis e alimentos.
Esse é o chão em que a Revolução medra. E o herdeiro natural entre nós seria o PCP, ainda que não fosse o principal iniciador da agitação.
A seguir viria, ou não, a Contra-Revolução.
Em ambos os casos, seria também a Democracia que estaria em risco - nós não a temos, como têm os ingleses, enxertada no código genético.
Provável? Talvez não. Impossível? É de impossíveis e equívocos que se fazem os desastres históricos.
* Deveria grafar "louçania", mas achei que, por bom entendedor, o erro de ortografia seria perdoado.