Terça-feira, 21 de Maio de 2013
por Alexandre Poço

Uma singela resposta de um rapaz de 16 anos, Martim Neves de seu nome, chegou para o discurso de cassete da "investigadora" Raquel Varela. Um verdaderio "Over it". Parabéns Martim pelo exemplo e pela esperança que o teu exemplo consubstancia. Boa sorte com as camisolas!


tiro de Alexandre Poço
tiro único | comentar | ver comentários (3) | gosto pois!

por jfd


tiro de jfd
tiro único | comentar | ver comentários (9) | gosto pois!

Domingo, 30 de Setembro de 2012
por José Meireles Graça

Há uns bons anos, Cavaco aconselhou os empresários portugueses a virarem-se para Espanha. E para sustentar o conselho chamou com sagacidade a atenção para a circunstância de a Espanha ter um mercado muito maior, com um muito maior poder de compra, e ficar mesmo aqui ao lado. Isto foi para muitos quase uma epifania, dado que até à revelação nunca se tinham apercebido daqueles factos. Não obstante, com a característica curteza de vistas do empresariado nacional, não houve uma corrida para Espanha. Pior, dos que já lá estavam, e dos poucos que para lá foram, boa parte começou recentemente a dar à sola: lá como cá o que neste momento está a progredir é o retrocesso.

 

Quando algum Chefe de Estado, ou Primeiro-Ministro, vai ao Brasil, faz parte da tradição querer incentivar muito, incentivar intensamente, incentivar convulsivamente, as trocas bilaterais e o investimento. As trocas e o investimento em questão revelam-se teimosamente impermeáveis a incentivos por via de discursos, mas nem por isso os políticos de consequência desistem de tentar puxar a carroça do empreendedorismo.

 

O empresariado é que não acompanha.

 

Sem dúvida para remediar esta congénita deficiência, o actual Governo conta com um Secretário de Estado do Empreendedorismo. A tarefa deste político é ciclópica: tem que vencer o atávico atraso e falta de formação do empresariado português, constituído na sua esmagadora maioria por broncos quase irrecuperáveis, e isto baseando-se em pouco mais do que a pregação do Evangelho da Gestão Fortemente Lúcida, dado que dinheiro para distribuir não há - o tempo de torrar arame do contribuinte nas Qimondas da vida já lá vai. Nem dinheiro nem gestores, visto que as fornadas de técnicos altamente qualificados que as Faculdades de Economia e Gestão despejam anualmente no mercado vão trabalhar para o Estado, a Banca, e, mais recentemente, o estrangeiro. Agora, empresas é que não fazem, possivelmente por não quererem ombrear com o empreendedor tradicional, com vergonha da companhia.

 

Não há, graças a Deus, dinheiro para distribuir, mas também não há para emprestar. E aqui revela-se em todo o seu esplendor a utilidade de um Secretário de Estado do Empreendedorismo: não é preciso haver dinheiro para emprestar, informa o próprio, em pessoa ele mesmo. Em sendo preciso financiamento, reforçam-se os capitais próprios e pronto. Fallait y penser, a coisa é luminosamente simples.

 

Quer dizer que se alguém quer investir - reforça os capitais próprios; tem encomendas com pagamentos a prazo mais longo do que o que pode obter junto de fornecedores, a somar a um ciclo de produção também longo - reforça os capitais próprios; quer inovar, expandir, procurar novos mercados - reforça os capitais próprios; o Estado não restitui o IVA nos prazos, na mesma altura em que há um incumprimento de um cliente - reforça os capitais próprios; arderam-lhe as instalações, e a companhia de seguros arrasta os pés, porque a Lei e a supervisão o permitem - reforça os capitais próprios; e sucedem-lhe os mil e um imponderáveis da vida das empresas, o tempo penoso do início, a infelicidade imprevisível à qual é possível sobreviver, a oportunidade inesperada que é preciso agarrar - reforça os capitais próprios.

 

Este Secretário de Estado é um grande estadista. Mas Sancho Pança - era maior.*

 

* Frase de fecho pilhada de um clássico português, quem não conhecer tem a minha autorização para googlar.


tiro de José Meireles Graça
tiro único | comentar | ver comentários (3) | gosto pois!

Domingo, 24 de Junho de 2012
por Rui C Pinto

Em conversa entre amigos perguntavam-me, há alguns dias, porque é que não há, em Portugal, uma relação estreita entre o meio académico e o meio empresarial por comparação aos Estados Unidos. A conversa fluiu. Da investigação de ponta e desenvolvimento de tecnologias ao desenvolvimento de spin-offs alimentadas em crédito. Abordei resumidamente, para não aborrecer, a necessidade de financiamento directo das Universidades que permitam sustentar continuamente esse desenvolvimento científico e tecnológico através, naturalmente, das propinas.

 

A rejeição da minha tese foi uníssona. "As propinas já são muito caras". "Os professores estão lá é para ensinar". "As propinas já são muito caras para o serviço prestado". Os portugueses, vítimas tantas vezes da sua periferia, olham embevecidos para a dinâmica empresarial que rodeia o MIT, a Carnegie Mellon ou Berkeley. Admiram a sua capacidade criativa e empreendedora. A sua íntima relação com a indústria. Mas certamente não lhes gabam os valores das propinas dos cursos de 1º ciclo: $22,492 no College of Engineering de Berkeley, $44,880 na Carnegie Mellon ou $40,732 (em média) no MIT. 

 

Continuamos, por isso, a pretender o Sol na eira e a chuva no nabal. 


tiro de Rui C Pinto
tiro único | comentar | ver comentários (4) | gosto pois!


Regimento
outras cavalarias
tiros recentes
tiros mais comentados
cofre
tags
Arregimentados
Subscrever feeds