Segunda-feira, 11 de Março de 2013
por Alexandre Guerra

Com é hábito na imprensa portuguesa e nalguns comentadores desta praça, vai-se muito por “modas”. Há uns dias ficou a saber-se que o Presidente americano nomeou o professor Ernest Moniz para o importante cargo de secretário de Energia.

Naquele hábito um pouco bacoco e provinciano lá vieram os jornais e os “marcelos” desta vida sublinhar entusiasticamente que a Casa Branca tinha nas suas fileiras mais um lusodescendente, e desta vez num cargo executivo.  

Para muitos, esse factor será certamente um motivo de enorme satisfação (para este arregimentado não é mais do que uma curiosidade), com os jornais nacionais a darem eco desse “feito”, traçando de imediato a árvore genealógica de Moniz até São Miguel, Açores, de onde eram os seus pais.

O que é sintomático nesta história é que poucos notaram que a ligação de Moniz a Portugal é mais relevante por outros motivos do que pelo facto de ser lusodescendente.

Na verdade, de alguns anos a esta parte que Moniz tem tido uma ligação estreita a Portugal no âmbito Programa MIT Portugal, a maior parceria entre universidades portuguesas e estrangeiras.

E durante esses anos, Moniz chegou a estar em Portugal mais do que uma vez, mas passou bastante despercebido à imprensa e comentadores, tendo dado apenas uma ou outra entrevista. E note-se que Moniz já tinha sido subsecretário de Energia no tempo de Bill Clinton e era até há dias conselheiro de Obama para aquela área.

Moniz, que o autor destas linhas conheceu precisamente em Lisboa há três ou quatro anos, foi ainda um dos principais responsáveis pelo Green Islands, um projecto pioneiro na área da sustentabilidade energética levado a cabo nos Açores.  


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