Quarta-feira, 19 de Outubro de 2011
por Ricardo Vicente

A propósito deste post de Marta Elias...

Na Estónia, os livros são emprestados pela escola aos alunos, a custo zero, durante um ano. Desde a primeira classe até ao décimo segundo ano. Não gosto da ideia de que um aluno não possa apropriar-se dos seus livros de estudo. Para estudar bem, essa apropriação parece-me importante: poder escrever, sublinhar, marcar, anotar à margem, etc.. Penso também que a apropriação de um livro tem um efeito emocional que beneficia o estudo. De qualquer forma, a verdade é que a Estónia é sempre um dos países europeus mais bem qualificados nos estudos PISA da OCDE. Talvez que a apropriação dos livros não seja tão importante assim.

Já uma coisa que não me causa quaisquer dúvidas é o efeito no orçamento das famílias (e do Estado) daquela política: receber os livros emprestados (em vez de os comprar) e utilizar os mesmos livros por um número razoável de anos (em vez de comprar livros novos todos os anos) representa uma poupança para todos, sobretudo para as famílias. Mas, é claro, Portugal é um país rico, riquíssimo: pode dar-se ao luxo de mudar as formas e os conteúdos dos manuais todos os anos, pode dar-se ao luxo de reformas educativas ano sim, ano não e pode ainda dar-se ao luxo de exigir que as famílias comprem a cada ano dez livros novos ou mais por aluno.


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