Terça-feira, 5 de Fevereiro de 2013
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Domingo, 3 de Fevereiro de 2013
por Fernando Moreira de Sá

 

 

O presidente do BPI, Fernando Ulrich até pode estar a ser mal interpretado. Pode.

 

O presidente do BPI não pode, pelo cargo de enorme responsabilidade que ocupa, dar-se ao luxo de comunicar mal. Pior, não aprendeu com o primeiro erro de comunicação e teima em repetir. Eu posso fazer um esforço e procurar compreender o que Ulrich pretendeu dizer. Até posso. O que não posso é deixar de censurar estes constantes erros de comunicação do presidente do BPI. O problema de Ulrich é ainda não ter compreendido que cada vez que abre a boca, é o banco a que preside que fica na fotografia.

 

O Banco BPI deve ter, de certeza, contrato com uma empresa de comunicação. Como estou no ramo e sei como estas coisas são, acredito que a empresa seja alheia a estes disparates. O mais certo é terem aconselhado o presidente do BPI a evitar este tipo de situações. As empresas de comunicação não servem apenas para enviar "notas informativas" e convocar/avisar os OCS para estas conferências de imprensa. O problema é outro. A maioria das pessoas está convencida que sabe comunicar, que sabe lidar com os jornalistas e, pior, que sabe expressar correctamente as suas opiniões e ideias. Não sabe. É para isso, entre outras coisas, que servem as empresas de comunicação. Não dar uso aos serviços que se contrata é deitar dinheiro fora.

 

No dia em que o BPI apresentou excelentes resultados, o seu presidente resolveu explicar o tiro anteriormente dado. Foi pior a emenda. Por manifesta falta, quero crer, de capacidade para o domínio da língua portuguesa e da comunicação. Certamente, o presidente do BPI é entendido em gestão bancária. Em comunicação, como mais uma vez se viu, é um desastre. É caso para perguntar: não existe um porta-voz mais adequado no banco?

 

Não falta muito e quem não aguenta é a imagem institucional do BPI.


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Terça-feira, 30 de Outubro de 2012
por Constança Martins da Cunha

 

“Não gostamos, mas [Portugal] aguenta, e choca-me como há tanta gente tão empenhada, normalmente com ignorância com o que está a dizer ou das consequências das recomendações que faz, a querer nos empurrar para a situação da Grécia”.


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por José Meireles Graça

 

Se os milhares de empresas que têm caído como tordos tivessem acesso a financiamento das instâncias europeias garantido pelo Estado (quer dizer, por nós), para reforço do seu capital; se tivessem um fornecedor incansável de matéria-prima (o BCE) para revenda a cliente certo e seguro (nós - a compra de dívida pública pelos bancos não é outra coisa); se a falência não fosse possível por a comunidade achar isso uma grande desgraça, evitável a todo o transe; e se comercializassem um bem que, por representar todos os bens, tem uma procura só limitada pela capacidade dos clientes para pagarem:

 

Haveria tantas falências?

 

Não, não haveria, a lógica não é uma batata. Mas os administradores, gerentes, sócios dessas empresas, pertencentes a uma casta privilegiada, andariam por aí de peito estufado, a produzir opiniões pesporrentas, dislates sortidos, e insolências várias, esfregando no focinho da turba miserável a sua suficiência de falidos inimputáveis?

 

Claro que não andariam. Porque não são bancários.


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Quinta-feira, 18 de Outubro de 2012
por José Meireles Graça

"O presidente do BPI defendeu que essa é uma pergunta que deve ser feita às grandes empresas, aquelas que, segundo o próprio, têm capacidade para 'absorver pessoas' e de as 'utilizar de forma útil'. Para Fernando Ulrich, 'com voluntarismo', é possível criar emprego no País."


Um paisano lê isto e fica pasmado: Como?! O Presidente do BPI nunca foi consultado "por nenhum responsável" sobre a forma de criar empregos? Como é possível?


Realmente as associações empresariais, os sindicatos, os governos que temos tido, e o actual não é nisto diferente, são completamente refractários ao aproveitamento de muito contributo positivo do que de melhor temos por aí em gestão, criação de valor, espírito empresarial e assim. É verdade que Ulrich nunca se deu à maçada de concorrer a nenhuma eleição, para aplicar directamente as suas luzes, mas também nunca quis. Nem seria aliás necessário: em os eleitos fazendo o que Ulrich diz, o céu despejava sobre esta atribulada terra assinaláveis benefícios, ao menos em matéria de emprego.


É certo que Ulrich, se o contribuinte não lhe tivesse posto a mão por baixo via troika, estaria possivelmente a perorar num jornal, sem o prestígio que lhe dá o ser um dispensador de empréstimos e criador de emprego, e com a pecha de ter levado um banco à falência ou à integração noutro mais sólido, o que não é exactamente a melhor das recomendações. Mas isso são detalhes, o mérito objectivo das sugestões de Ulrich fala por si. Só no BPI, imagine-se, admitia aí uns 500 desempregados, desde que (supõe-se) comprassem um fato e aprendessem a digitar um teclado, levar papéis de um lado para o outro e dizer inanidades.


E isto só no BPI. Porque se se acrescentasse a SONAE, a Portugal Telecom, a EDP e a Jerónimo Martins, ai!, a taxa de desemprego vinha por aí abaixo. E com grandes benefícios para o consumidor, que uma só funcionária duma caixa no Continente a pegar no cartão, passá-lo na máquina, e fazer deslizar os produtos, é realmente pouco: três seria a conta que Deus fez.


Bom, a coisa está-se a compôr, afinal há soluções. Agora, o que é preciso é falar com os outros leviatãs do empresariado e tratar da logística. Com sorte, a taxa de desemprego ainda pode baixar em mais de 1%.


Algumas dúvidas porém me assaltam: se somos nós que continuamos a pagar aos desempregados, o que é que ganhamos com a manobra? Se estas empresas não estão a admitir pessoal, porque hão-de os desempregados que já não são mas que continuam a ser acreditar que terão lugar daqui a dois anos? E se a ideia é boa, porque não para as PMEs, já que são elas, e não as grandes, as responsáveis pela maior parte do emprego?


Ulrich, Ulrich, és um grande ratão. Vou-te dizer em Francês, que eu não gosto de expressões popularuchas: pour nous, tu viens en petite voiture


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Sábado, 13 de Outubro de 2012
por José Meireles Graça

Ponhamos de lado o Lehman Brothers, as dezenas de pequenos bancos deixados falir, as condenações americanas nos casos de polícia, a crise do sub-prime e o que ela desencadeou. Tudo chegou cá, e ajudou a fazer os estragos que ainda não reparámos.

 

Mas os nossos bancos, se não andaram embrulhados na organização de pacotes de lixo imobiliário e de futuros, nem por isso deixaram alegremente de embarcar no crédito à habitação e ao consumo, além do financiamento da dívida pública, dos concessionários das PPPs e quanto delírio desenvolvimentista nos trouxe onde estamos. E ainda que os incentivos do Estado e da taxa de juro associada ao Euro recomendassem a prática, no caso da habitação e do consumo; e que o poder de coerção do Estado, nos restantes, desse garantias de alguma segurança:

 

Não era difícil perceber que tarde ou cedo emprestar dinheiro aos empregados das empresas para comprarem apartamentos e plasmas, ao mesmo tempo que o crédito era negado a quem lhes pagava os ordenados, não podia acabar bem; e só muita desatenção, tráfico de influências e ignorância da História, justificavam as compras de dívida pública, tanto da nossa como, pasme-se, a de outros, inclusive gregos.

 

Cabe perguntar então como é possível que tanta gente de fato às riscas, bom corte de cabelo e economês emproado, assessorada por tanto académico albardado de diplomas, pôde ser tão inacreditavelmente estúpida.

 

Haverá decerto muitas explicações. A principal, para mim, é que todo o banqueiro sabe, entre nós, que não pagará o pato: entre garantias e avales do Estado, favores de intermediação com o BCE, extorsões várias com a bênção do Banco de Portugal, e abundância da procura, sempre o prémiozinho à gestão será confortável. E com a certeza de que o pavor do risco sistémico levará a que de uma forma ou outra o Estado ponha a mão por baixo, fica completo o quadro da irresponsabilidade que recomenda o comportamento aventureiro, privilegiando o curto-prazo.

 

Numa PME, as regras são simples: Falhas? Então tens bandeiras pretas à porta, os trabalhadores a chamarem-te ladrão, os sindicalistas a darem entrevistas e os intelectuais da gestão e da economia confirmados no seu desprezo dos empresários de vão-de-escada.

 

No banco tens, na pior das hipóteses, um pára-quedas dourado. Podes ser cooptado para um conselho de administração, ir fazer consultadoria, ser requestado para entrevistas, fundar empresas, ou simplesmente gozar a vida.

 

Se, para não dar o triste pio, aceitares apoio público, nem precisas de estar grato: basta que te queixes do preço, substancialmente inferior ao que cobras à inesgotável clientela. E podes, com segurança e pesporrência, vir para a praça pública abundar em considerações sobre sacrifícios, inevitabilidades e medidas.

 

Não há o risco de falta de aplausos: os banqueiros costumam falar apenas onde o aplauso esteja garantido. E não há o risco de pessoas como eu estarem na plateia - as pessoas como eu não vão ouvir discursos de banqueiros, a menos que lhes convenha fingir que ignoram que farinha é aquela.

 

Mas, pelos vistos,  o risco de, por acaso, estar na plateia quem, porventura não pensando o que eu penso, nem por isso tenha paciência para aturar vaidosos, inconscientes e arrogantes. E não hesite em dizê-lo.


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