Quarta-feira, 6 de Fevereiro de 2013
por José Meireles Graça

Sabia, não sabia, denunciou, não denunciou, fez parte da quadrilha, não fez... é extraordinário. Mas quem, justos Céus, se lembrou de ir buscar para uma pasta que na melhor das hipóteses é irrelevante, e na pior daninha, um indivíduo de cuja honestidade se pode legitimamente duvidar?

 

O CDS não foi, de certeza: Nuno Melo - ele que foi tenaz na Comissão de Inquérito ao BPN - quando soube do nome, viu-se aflito para fingir concordância. Santos Pereira, pobre homem, diz que foi ele o responsável pela nomeação, que defende com veemência. Mas por que carga de água um estrangeirado como Álvaro haveria de conhecer um Franquelim qualquer de pouco mediática, até agora, carreira? Alguém sugeriu. E quem o fez, se conhecia o perfil, não ignorava a passagem pela ominosa SLN.

 

O próprio Franquelim diz que está de consciência tranquila, que é o que dizem os que o estão e os que o não estão.

 

A Oposição derrete-se de satisfação e fará render o peixe até à náusea ou ao próximo escândalo. A Situação, para não evidenciar fraqueza, defende o indefensável: não se escolhe para Secretário de Estado quem tenha um passado com sombras, mesmo que injustas. Enfim, dúvidas. E como estamos em Portugal, dúvidas que nunca serão esclarecidas.

 

Funesto caso: o Governo precisa de apoiantes e o País precisa deste Governo. Que faz o que pode para os desgostar e para o País descrer. 


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