Quinta-feira, 27 de Setembro de 2012
por José Meireles Graça

"Em relação à Fundação Nadir Afonso, a responsável, Laura Afonso, disse, também à agência Lusa, que não chegou a ser avaliada “porque nunca recebeu apoios públicos. “O dinheiro investido no empreendimento para a sede vem do município [de Chaves], mas através de fundos comunitários", sustentou Laura Afonso sobre o projecto, que ascende a nove milhões de euros de investimento."

 

Não sei, nem tenho que saber, absolutamente nada sobre Laura Afonso, mas não me custa admitir que seja uma excelente pessoa a todos os títulos. Mas tem a noção discutível de que o Município de Chaves não é público, e que os fundos comunitários são gerados espontâneamente num lugar mítico, possivelmente os céus por cima de Bruxelas.

 

Sucede que o Município de Chaves gera as suas receitas com a produção de alvarás de licença, destinados a uma clientela cativa, e com transferências de impostos; e as instâncias europeias, essas, têm uma punçãozinha no IVA, da qual se fala pouco.

 

Estas receitas são públicas e bem públicas, Afonso que me desculpe. E como votei no Governo que está para, entre outras coisas, acabar com o imenso espatifar do meu dinheiro; e como nesse particular tenho tido muitas desilusões, não me levará a mal que eu veja com bons olhos este tímido esforço para acabar com a rebaldaria, e com maus as reacções.

 

Mas agora que desabafei com Laura, que se terá exprimido mal, ou será ingénua, já não posso dar o benefício da dúvida ao sátrapa da Madeira. Olha, Bertinho, há décadas que fazes o mesmo negócio dúbio: compras votos com benefícios para os teus eleitores, e divides as contas entre eles e os outros, que são os do contenente.

 

Insistes que o contenente não tem nada a dizer. Eu acho que tem. E espero que, desta vez, os cubanos de Lesboa não se deixem impressionar com o teu cansado número de tigre de papel.


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Sexta-feira, 10 de Agosto de 2012
por Diogo Agostinho

Se não tens pais ricos, a solução já não é o banco de verde, abre uma Fundação!


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Quinta-feira, 2 de Agosto de 2012
por Alexandre Poço

Estado corta metade dos apoios a fundações

 

Uma notícia há muito esperada e muito bem-vinda. Este corte nas fundações é a concretização de uma proposta eleitoral dos partidos da coligação, que mais tarde passou para o programa de governo. É de relembrar que era igualmente uma exigência da troika. Mais sentido faz quando ficamos a saber que "entre 2008 e 2010, o Estado concedeu perto de 1 500 milhões de euros - pouco menos de 1% do PIB - em apoios públicos a estas entidades."


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