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Forte Apache

Porque não fiz greve...

Carlos Faria, 27.06.13

Compreendo a irritação de quem adere a esta greve, solidarizo-me com aqueles que votaram na reforma do Estado para pôr fim ao aumento continuado dos impostos e na não desvalorização do trabalho e agora veem que tal não veio a acontecer. Mas tenho de reconhecer que estes motivos, que são a razão do meu principal descontentamento, só seriam compensados mediante propostas alternativas credíveis sustentáveis que me justificassem lutar por elas, se estas não estão em cima da mesa, aderir a uma greve apenas para protestar e sem ser por nenhuma solução em vista para mim é pouco.

Se não resolve a sério o que gostaria que ficasse resolvido: a sustentabilidade económica de Portugal feita de um modo minimamente justo…; não contem comigo!

Ética: Estudantes que prejudicam estudantes

Carlos Faria, 18.06.13

Na greve de professores, como em quase todas as greves, houve pessoas inocentes prejudicadas, neste caso estudantes. A injustiça não é ter havido alunos que não foram prejudicados, mas sim ter havido alguns prejudicados, mas não é ético que estes últimos prejudiquem colegas e ajam contra os primeiros.

Falta ética em muitos na classe política, é verdade infelizmente... tal como cada vez há menos ética nesta sociedade e eu por norma digo que os políticos em democracia são um espelho do seu povo. Insisto, jovens que prejudicam colegas também não agem com ética, mesmo assim, se vi quem agiu deste modo justificar-se nos OCS, não vi críticas a tal comportamento e isto espelha a nossa sociedade.

Este jovens são uma imagem do que será o futuro de Portugal: um País cada vez com menos ética, onde até a indignação e outros comportamentos serão feitos acriticamente sem ética, quiçá impunemente... depois não se admirem de monstruosidades que venham a surgir numa sociedade assim.

Os tiros dos outros

Alexandre Poço, 15.06.13

"Há, no caso vertente dos professores, quem julgue normal que 10.000 professores do secundário continuem a vencer com horário zero, ou seja, sem darem aulas. Para proteger o indefensável, o pieguismo, variante manhosa de estupidez, quer convencer os portugueses da justeza das reivindicações de quem não tem funções, mas quer continuar sentado à mesa do orçamento. A questão dos professores é muito simples. Em 1974, a taxa de natalidade em Portugal era de 3,01, em 1980 de 2,19, em 1990 de 1,43 e em 2010 de 1,35. O boom do ensino universitário escondia, afinal, a lenta inversão da pirâmide, o envelhecimento da população, o fim anunciado da população escolar do básico e secundário. Em 2010 nasceram 94 mil crianças, o que quer dizer que em 2021 só haverá 94 mil alunos a entrar no no ensino secundário. Com os duzentos mil que lá estarão, a população do primário e secundário nunca chegará aos 300 mil.


Cegos, indiferentes à catástrofe que se aproximava, governos sucessivos continuaram a contratar dezenas de milhares de novos docentes. Actualmente, entre os 100 mil docentes, há 35 mil professores considerados a mais no ensino. Em 2021, persistindo na defesa desses postos de vencimento, haverá três alunos por professor. Aqui está, sem florentinismos, a verdade a que os defensores do indefensável continuam agarrados."


In Combustões

Metropolitano de Lisboa

jfd, 28.01.13

Amanha não tenho Metro pela manhã. O prejuízo no meu local de trabalho é enorme. Estamos todos a correr para os objetivos. Mas os senhores do Metro nem estão aí para isso. É gente que precisa de os cumprir para poder comer, colocar os filhos na escola e ter algo para poder comprar medicamentos. Mas os senhores do Metro nem estão aí para isso. São portugueses que há anos vivem de duodécimos e não compreendem o histerismo na FP nem no meu setor. Mas os senhores do Metro nem estão aí para isso. Não sei mais quem insultar, que mais pragas rogar nem o que fazer. Certo é que não desejo mal a ninguém... Mas os senhores do Metro nem estão aí para isso. Agora ando de comboio... Nada melhor para ir de Alcântara para o centro de Lisboa. O que me irá acontecer quando os senhores do Metro nem estão aí para isso e nem os da CP? Enfim... Ser Lisboeta e Português é complicado nestas alturas... Principalmente quando os privilegiados empregados cospem na nossa cara. Mas os senhores do Metro nem estão aí para isso... Respeito = zero. Para vocês é interessante, como de novo, vos dedico uma canção de amor!

Também em www.pensarlisboa.com

Metro II

jfd, 21.05.12

Infelizmente amanhã, encontros como o descrito anteriormente pelo João Gomes de Almeida, só bem depois das 10 da manhã.

Estes trabalhadores continuam fixados nas suas greves paralisadoras de uma cidade e de trabalhadores que, ao contrário deles, nada puderam fazer contra os tais cortes brutais de que se queixam.

Gostaria muito de ter acesso às condições do antes e do depois destes trabalhadores, mas não tendo leitura fidedigna dos dados não me arrisco a utilizar o que vejo em caixas de comentários.

Não vejo o que se ganha com este tipo de luta, com a confrontação e com a limitação da utilização de serviços básicos e essenciais a cidadãos que os pagam. Ainda por cima quando as ondas de choque destas acções atingem muito mais que a cidade de Lisboa fazendo Portugal inteiro pagar pelas questões destes senhores.

Auto-europa, meus caros, Auto-europa...

Desacatos

jfd, 23.03.12

Irrita-me o politicamente correcto. Irrita-me a má formação de alguns elementos da PSP. Irritam-me os sedentos de sangue e de desgraça que procuram nas imagens de ontem o início do declínio de uma sociedade que está a viver sacrifícios com responsabilidade e que ontem demonstrou que se está maioritariamente e literalmente a #$%"! para manifestantes com teias de aranha.

Respeitem os desempregados. Respeitem quem quer trabalhar. Respeitem os protestos legítimos e encaixados neste século.

Esses senhores e senhoras que decidiram pegar em pedras e cadeiras no Chiado já de manhã tinham feito das suas aqui pelas minhas bandas.

Não foram nem pacíficos nem bem vindos. Fizeram-se convidados, fizeram-se ouvir e entraram onde não foram chamados nem desejados.

Depois, mais tarde, fizeram o favor de encenar o palco para as fotos e imagens da discórdia. Afinal é preciso vender e ampliar junto da irresponsável comunicação social, não fosse esse o veículo de minorias. Legítimas e ilegítimas. É a pérfida comunicação social que temos. Não é de agora.

Eu, sempre que vi desacatos, afastei-me. Não é a minha natureza, não é a minha forma de lutar, não é meio para fim nenhum.

Irritam-me os mártires.

Irritam-me as averiguações e os pedidos de explicação. Quem fez levou. Quem não devia ter dado que seja castigado. Que se tirem ilações. Que se aprenda para o futuro. Que não se repita!

Deixem os revoltados revoltarem-se. Mas estes que deixem quem quer viver e trabalhar fazê-lo sem ter de levar com a sua ladainha sem fim, propósito ou ponta por onde se lhe pegue, interferindo com a sua liberdade de não ver perturbada a sua normal vivência social.

 

Foi este lindo cenário que estes senhores fizeram o favor de exportar para o mundo, totalmente descaracterizado, no dia em que somos destaque na BBC Travel.

Obrigado por nada.

Se os barcos não aderiram à greve....

Francisco Castelo Branco, 22.03.12

Se duvidas houvesse em relação ao fiasco da greve, esta notícia diz tudo.

Se nem a Soflusa ou a Transtejo aderiram à greve, é porque esta foi mal planeada e surge num momento inoportuno. Concordo com o que aqui foi dito. Esta greve foi uma forma de Arménio Carlos dizer presente e marcar a diferença logo no início do seu mandato. Em termos políticos, é errado convocar duas greves num espaço de seis meses. Normalmente, elas aparecem no espaço de um ano, e quando a situação do país é dificil estando o governo em queda, na opinião pública e nas sondagens. Neste momento, o governo ainda tem uma margem de manobra tanto na população como nas sondagens.

No entanto, a grande questão tem a ver com o facto das pessoas terem percebido que o facto de trabalharem lhes garante um sustento. Seja ele pouco ou quase nada. Assim, numa altura destas ninguém arrisca ficar em casa e protestar contra medidas de austeridade inevitáveis.

A luta do secretário-geral é política. A dos trabalhadores é a própria sobrevivência e das respectivas familías.

Esta greve vai ficar na história pelo seu fracasso.

Chamar fascista ao bófia é agressão verbal ou ofensa à honra?

Judite França, 22.03.12

Aos especialistas em direito, uma ajuda, sff: chamar fascista aos bófias e aos motoristas é agressão verbal ou ofensa à honra? Uma das duas o STAL quer demonstrar nestas imagens que intitula de «intervenção policial da PSP em Oeiras» e publica hoje no seu site?
Das imagens, o que eu vejo é que, enquanto alguns querem ir trabalhar - e os sindicalistas querem impedi-los à força, como se fosse legal -, os agentes tentam cumprir a lei de mansinho: abraçam o grupo de manifestantes com cuidado, para os afastar da porta, ao mesmo tempo que vão ouvindo impropérios e insultos.