Quinta-feira, 18 de Abril de 2013
por José Meireles Graça

Guilherme Silva é um político prudente que não diz normalmente nada que não seja previsível. E já o ouvi reiteradas vezes defender a democracia mitigada da Madeira e as tropelias do sátrapa soft local. Fosse eu um indignado anti-políticos, e verberaria este perfil como um exemplo acabado daquilo de que o nosso País não precisa.

 

Mas não, o País e a Democracia precisam, a meu ver, de políticos previsíveis e "normais". Políticos de excepção, como a baronesa Thatcher, Gandhi, Salazar ou Stalin, distinguem-se pela marca que deixam na vida de contemporâneos e vindouros, mas nem há abundância deles nem essa marca é sempre recomendável. E está por inventar o sistema que garanta que a classe política é constituída por intelectuais brilhantes, desprendidos dos bens materiais e portadores de uma lucidez que falha aos outros cidadãos, a que juntam um par de asas nas costas.

 

Pois o bom do dr. Guilherme Silva lembrou ontem na Sic-N, a respeito da austeridade, dos cortes brutais que aí vêm, do encontro entre o PM e o dr. Seguro, e do que este último declarou na sequência desse encontro, que o Sr. Hollande está adoptando para a França não apenas o contrário do que na campanha eleitoral prometeu, mas também algo que já está a ter efeitos recessivos, que se vão presumivelmente aprofundar.

 

Isto disse, ou coisa parecida com isto - cito de cor. E eu, que confesso envergonhado não me ter lembrado do argumento, fiquei habilitado a esgrimi-lo contra os ingénuos que imaginam que o PS é alternativa à Situação.

 

Não é. É como dizia aquele meu amigo que já por aqui citei, a outro propósito, e que tinha um dialecto próprio: É a puta realidá.


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