Terça-feira, 23 de Outubro de 2012
por José Meireles Graça

Nós somos um país pequeno mas com uma dimensão à escala planetária, daí que não se possa privatizar a TAP - ouvi há pouco a Vítor Ramalho, na Sic-N.

 

Agora que foi despedido do INATEL, é de supôr que Vítor tenha mais tempo para opinar. Pela amostra, será para os espectadores um grande benefício - Ramalho tem uma voz envolvente, uma presença digna e opiniões profundas. Sobre a crise, acha que eleições não; mas um Governo de Salvação Nacional, sob a égide do Senhor Presidente da República, sim. Programa desse governo, devidamente aprovado pela Assembleia da República: renegociar a dívida.

 

Também eu, também eu, meu bom Ramalho, acho que a dívida tem que ser renegociada, e não vi com bons olhos a tua substituição por um tal dr. Ribeiro. Mas só em parte estamos de acordo, porque quem eu acho que devia ser despedido era o INATEL - todo.

 

Bem sei, o INATEL é a FNAT do dr. Salazar com um aggiornamento para a Democracia, tem a patine da idade. Mas no descalabro geral até as jóias de família vão. E se tivesse que escolher entre a TAP e o INATEL para pôr no prego, queres saber de uma bem boa? Punha primeiro o INATEL.


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