Terça-feira, 14 de Maio de 2013
por Maurício Barra

Rodrigo Moita de Deus, no blogue 31 da Armada, afirma que:

«O grande obstáculo às reformas no estado são os reformados do estado.»

A sério ?

Estava convencido ( e continuo a estar )  que eram as reformas do próprio Estado ( que continua sobredimensionado ) e a gestão pública calamitosa ( dolo, rendas excessivas, protecção oligopólios, etc ) que nos conduziu à bancarrota.

 

 


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Segunda-feira, 13 de Maio de 2013
por Maurício Barra

Eu tenho a impressão que ainda há muito boa gente que não percebeu que a fronteira que Paulo Portas assumiu em relação aos pensionistas e reformados não é dele, já foi assumida há muito tempo pelos portugueses. E devia ter sido assumida com mais convicção pelo PSD.

Como iremos verificar nas próximas eleições, com 41% do eleitorado do PSD e 9% do eleitorado do CDS ( dados de  inquérito do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa ) a dizerem da sua justiça.


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Quarta-feira, 17 de Abril de 2013
por Maurício Barra

O Portugal de 2013, em muitos aspectos, está em condições idênticas àquelas que Tatcher encontrou em 1979 quando chegou à chefia do Governo no Reino Unido.

Controlo sindical sobre grandes áreas que afectam o quotidiano dos cidadãos ( lá como cá sobretudo no sector público, e no UK o sector mineiro ), país intervencionado pelo FMI, um Estado sobredimensionado e ineficaz, uma economia disfuncional, retrógrada, dependendo dos grandes contratos com o Estado, o sector laboral defendido com legislação leonina que sustentava uma baixa produtividade. E com um partido trabalhista controlado pela sua ala esquerda, ideologicamente marxista, sobrepondo a luta de classes aos interesses comuns nacionais.

Era um país rico que, após perder um Império, estava então a perder o seu poder económico.

A Senhora Thatcher cortou a direito.

Defendendo a iniciativa e os direitos individuais dos britânicos, restaurou a responsabilidade individual em detrimento da dependência do Estado, alterou o sistema burocrático e administrativo que impedia a iniciativa privada dos seus cidadãos, enfrentou os grandes interesses económico/sindicais que usavam o Estado britânico, e, nas Falkland, defendeu uma comunidade que uma ditadura tinha decidido eliminar. Assim como, assumindo as circunstâncias do seu tempo, ajudou a partir os dentes ao controlo soviético na Rússia e nos países do leste europeu.

Passados vinte e três anos compreendemos o ódio que a esquerda não democrática ainda vota à Senhora.

Passados vinte e três anos ainda sofremos em Portugal as consequências da influência que o mesmo tipo de esquerda não democrática tem na Constituição Portuguesa ( da qual fez uma trincheira, onde os direitos individuais dos portugueses não são defendidos) e no controlo ideológico de parte do PS, impedindo-o de negociar com os partidos democráticos um pacto de regime representando 80% dos cidadãos portugueses, no qual se estabeleça uma plataforma política nacional que nos salve de uma forma pragmática e auto-sustentada desta situação de emergência económica e financeira  em que estamos atolados.

É esta a minha Margaret Thatcher.

É aquela que lembro no dia do seu funeral. Em 2013, a viver em Portugal.                                                                                                                   

 

 


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Quinta-feira, 4 de Abril de 2013
por Maurício Barra

A demissão organizada de Miguel Relvas, a reunião extraordinária do Conselho de Ministros nos próximos dias, a breve deliberação do Tribunal Constitucional, são os primeiros sinais exteriores que vão enquadrar o novo programa de objectivos políticos que o Governo nos irá apresentar e quer liderar nos próximos dois anos.

Aguardemos placidamente.

Entretanto, gozemos ver estenderem-se ao comprido os comentadores do costume e o frenesim dos controladores de políticas editoriais.


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Quarta-feira, 20 de Março de 2013
por Maurício Barra

Faço notar que a dificuldade de encerrar a sétima avaliação foi devido à negociação política que a “praeter et supra” o nosso Governo acordou em Bruxelas e no Ecofin. Os “troikas de trazer por casa” tiveram de engolir a decisão política, mas, e há sempre um mas, só libertam o cheque lá mais pr’á frente. Depois de saberem o que vai decidir o Tribunal Constitucional.

. . .  tanto mais porque a Alemanha suspendeu projectar políticas de crescimento quando anunciou que, primeiro, ela própria, vai pôr o seu deficit a zero.

. . .  pelo que, antes das eleições alemãs, só há “ até às eleições alemãs “.

. . . o que confirma que, até às ditas eleições, só vamos ter uma Europa a 50% : por enquanto só há pau, depois começa-se a discutir a cor da cenoura.

 

. . . e a coisa sem contexto

Aproveitando o vazio de indecisão, os néscios começam a exibir-se nesta silly season que este ano foi antecipada : toda a Europa tomou conhecimento da mais estúpida medida financeira que alguma vez tivemos conhecimento : “multar”, ou, mais apropriadamente, “assaltar” os depósitos bancários dos coitados dos cipriotas, numa versão bruxelense do “corralito” argentino.


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Sexta-feira, 7 de Dezembro de 2012
por Maurício Barra

Mais tempo ( de intervenção ) e mais dinheiro ( da troika ) significa mais dívida e falhar o regresso aos mercados a médio prazo, prolongando a austeridade sem políticas de crescimento económico.

Aqui, o Governo está certo.

Alargar o pagamento da dívida e reduzir as comissões pagas por Portugal ao empréstimo europeu, significa diminuir o valor marginal e a pressão temporal do serviço da dívida, permitindo um melhor regresso aos mercados e a geração de condições mais favoráveis ao crescimento e à criação de emprego.

Nisto, o Presidente da República e Paulo Portas têm razão.  

E, convém esclarecer, as duas posições são perfeitamente compatíveis.


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Quarta-feira, 17 de Outubro de 2012
por Maurício Barra

Uma das situações que recordo com mais constrangimento quando fiz uma incursão pela política, era o que eu mais tarde chamava “ ataques de tremeliqueira”. Consistiam estes ataques em revoadas de frenesins de ditos, estados de alma, defesas da honra e tomadas de posição definitivas ( que duravam alguns minutos ), num acesso colectivo de falta de tino que a mim pareciam uma cacofonia de gritinhos de virgens ofendidas por descobrirem que afinal não o são.

Eu, vindo do sector privado, estava culturalmente preparado para que, quando houvesse momentos de crise, mais frio deveria ser o meu raciocínio, tanto mais que um dos mantras da gestão é “ para cada problema uma solução “.

Recordo isto para me reportar ao momento que atravessamos. E digo atravessamos porque efectivamente temos de “atravessar” os momentos difíceis que enfrentamos.

O momento é aprovar um orçamento que evite um segundo resgate a Portugal.

O momento é gerir as circunstâncias para que se encontrem caminhos que prejudiquem menos os portugueses.

O momento é da agir.

Quem não tiver “nuatl tomatl” para a situação vai ficar uma boa dezena de anos fora de qualquer situação governativa. Como ficou o PS de Sócrates. E como ficará o PS de Seguro se a única coisa que oferecer aos portugueses é a espiral do “não”.

Assim, meus caros senhores, assumam as suas responsabilidades. Não façam o papel de quem, na rua, quer destruir a democracia portuguesa.

 

(*) recorro à versão inca para não repetir os tomates do Fernando Moreira de Sá.


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Segunda-feira, 20 de Agosto de 2012
por Maurício Barra

Não está fácil!

♦ O PS, sem estratégia alternativa para a actual situação económica, ficou calado todo o Verão. Subiu 0,5 % nas sondagens.

♦ O BE, no exercício anti-democrático que o define, em vez de proceder a eleições para novos dirigentes, "nomeia" os sucessores. A isto, a imprensa, acéfala, não diz nada (ou antes diz, mas ao contrário, como SJA no Público, o tal jornal que agora "emite" editoriais socialistas ).

♦ O historiador (?) Loff quer rever a História coordenada por Rui Ramos. Está certo. Os comunistas sempre foram conhecidos por serem revisionistas.

♦ Hollande bate recordes de impopularidade. Se Sarkozy transformou o ridículo em falta de credibilidade, agora Hollande está a transformar a falta de credibilidade em ridículo.

♦ Os "três grandes" empataram: estamos todos de "trombas".


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Terça-feira, 10 de Julho de 2012
por Maurício Barra

Enquanto Michael Porter diz o óbvio - “ o sistema de saúde deve estar centrado nos doentes e não nos serviços “- , alguns médicos, os que estão centrados nos serviços e não nos doentes, vão fazer greve.

Ou seja, vão fazer greve os médicos do sector público.

Uma greve típica dos funcionários de Estado: fazem greve exclusivamente por motivos corporativos a toque de argumentos políticos (1). A qual, substancialmente, só abrangerá aqueles que trabalham exclusivamente no sector público. Porque a maioria dos médicos "públicos", avisadamente, trabalham no sector público e . . . . .  no sector privado.

Sendo assim, podem aproveitar a greve de "um lado" para trabalhar mais "do outro".

À custa dos tais doentes que não fazem parte do centro dos seus interesses públicos.

 

NOTA :  mas - há sempre um mas - os médicos e os enfermeiros têm razão numa matéria : os concursos públicos baseados no menor preço pela prestação de serviços. A falta de cautela na criação de normas para os referidos conteúdos originou o aparecimento de "empresas de trabalho temporário" que consubstanciavam  a sua oferta no pagamento leonino das horas de trabalho aos médicos e enfermeiros, pagando-lhes 50% ou menos do valor auferido no contracto com o Estado. Isto chama-se exploração básica: constituir empresas para explorar o trabalho de outros ( já o mesmo se verificara no transporte de doentes : o ministro tem de controlar os "putos e as meninas nazis" que põe a negociar estas matérias, gente sem experiência que confunde objectivos económicos com radicalismos anti-sociais )

 

(1) aparentemente, baixando ao nível dos motivos profanos, fazem a greve para defender o SNS porque, nomeadamente, se recusam a receber menos de 80 € por hora extraordinária !!! 

 

 

 

 


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Quinta-feira, 7 de Junho de 2012
por Maurício Barra

«A selecção nacional de futebol vai de autocarro com o povo assistindo da mesma maneira que Vasco da Gama partiu da Praia do Restelo, mas agora pela televisão.»

João Gonçalves in Portugal dos Pequeninos.

«Enquanto isso a selecção alemã, que não abre noticiários, nem cultiva o vedetismo, visitou, longe das câmaras e das objectivas, o campo de concentração de Auschwitz e tem-se multiplicado em criticas ao regime ucraniano e à forma como Julia Timochenko tem sido tratada na prisão.»

 Helena Ferro Gouveia in Domadora de Camaleões


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