Terça-feira, 26 de Junho de 2012
por Fernando Moreira de Sá

A Torá da nossa Sinistra foi o artigo de opinião que escrevi para a defunta revista "The Printed Blog Portugal" e numa espécie de desafio a outro artigo, do Renato Teixeira (5Dias). O Renato já me tinha desafiado a publicar no blogue este artigo. Confesso que lhe tinha, ao artigo, perdido o rasto. Hoje, nem sei bem porquê, decidi procurar com mais afinco e encontrei. Caro amigo Renato, com um enorme atraso (de quase um ano), aqui vai:



A nossa esquerda é a mais religiosa da Europa. Um dos principais mandamentos da sua bíblia de bolso é o anti-semitismo.


É essa sua raiz anti-semita que a conduz a um amor ardente pelo povo palestiniano. A mesma paixão que a leva a condenar exultantemente os bombardeamentos israelitas e a ignorar olimpicamente os atentados terroristas da OLP no passado e dos radicais do Hamas no presente. Qual é a razão amorosa da nossa esquerda, sobretudo a chamada “esquerda-lacoste”, para com o povo árabe da Palestina? O seu estranho anti-semitismo.


Sinceramente, nunca percebi esta espécie de braço dado contra natura entre a nossa esquerda mais radical e o nacional-socialismo alemão, o mesmo da “Noite dos Cristais”. Se fosse apenas e só a defesa do povo palestiniano, eu até poderia compreender e, certamente, teria tido o privilégio de a ver condenar, de igual forma, os atentados terroristas realizados em nome do povo palestiniano que vitimaram crianças inocentes, desportistas, políticos pacifistas ou mulheres israelitas cujo único pecado cometido foi a visita a um supermercado ou uma pausa de lazer no cinema. Porém, a realidade é outra. 


O seu ódio a Israel deriva de crença religiosa. Foi bebida, da mesma forma, na “União do Povo Russo” e nos “Protocolos dos Sábios de Sião”. Parte de um velho complexo que considera os judeus “o demónio causador da decadência humana” ou, nestes tempos modernos, o lado negro do capitalismo e os poderosos senhores donos de toda a banca (e arredores).


A questão que não colocam, não querem colocar, é uma só: terá o povo judeu direito a uma Pátria? E esse território, outrora apelidado de “ terra sem povo para um povo sem terra” pode ser a Palestina? Entendo que só pode. Só pode regressar, em paz, às terras de Josué.


Oui, je défendrai le sable d'Israël,
La terre d'Israël, les enfants d'Israël;
Quitte à mourir pour le sable d'Israël,
La terre d'Israël, les enfants d'Israël;
Je défendrai contre tout ennemi,
Le sable et la terre, qui m'étaient promis
Quitte à mourir pour le sable d'Israël,
Les villes d'Israël, le pays d'Israël;
Tous les Goliaths venus des pyramides,
Reculeront devant l'étoile de David.

 

Letra e música de Serge Gainsbourg.

 


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