Terça-feira, 6 de Novembro de 2012
por José Meireles Graça

O processo eleitoral nos EUA e no Reino Unido é arcaico e anti-democrático, sem dúvida porque os locais não se inspiram na Venezuela; hoje eleger-se-á "o último imperador que se curvará perante um chinês escolhido com igual mestria"; "Aliás, em matéria de comparações se somarmos os votos dos dois únicos partidos de alterne, somada a impossibilidade de um não milionário se meter de permeio, também temos a Coreia do Norte".

 

Isto é forte, é muito forte - um paisano fica emudecido perante tanta lucidez. E atenção: convém não se deixar embevecer com estes espectáculos mediáticos do Primeiro Mundo, que é para não ser tachado de "mentiroso, pobre de espírito e idiota."


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Terça-feira, 7 de Agosto de 2012
por José Meireles Graça

Não ouvi a musiqueta até ao fim: ele é pides, e reaças, e não sei quê, mas de música nicles - não há paciência.

 

Também, só fui movido pela inveja. Quando li que manifestações já iam em 15 (aqui a última), e eu calado, logo vi que tinha que me pôr em bicos de pés. Comunistas a taxarem outros de reaccionários e para mim nada? Não pode ser.

 

Apanho o comboio em má altura, porque logo vejo a lista das malfeitorias do Grande Satã Americano, e para as desmontar precisava de escrever uma nova Bíblia, tarefa blasfema e de toda a maneira fora do meu alcance.

 

Do lado a que pertenço, e que é, na linguagem da seita, a democracia burguesa, já foi dito muito, não adianta abundar. Daria assim para o peditório nada se não tivesse tropeçado nesta frase do meu estimado adversário (ia dizer inimigo, mas ele abespinha-se e eu, que o aprecio, não quero dar o flanco): "A pertença a essa fascinante escola de futuros quadros do actual regime que é a Juventude do CDS já me chegava para mais uma vez esclarecer que se BE e PCP são classificados como de extrema-esquerda por um mínimo de decência geométrica o CDS será de extrema-direita, e desta não saio nem dela ninguém me tira (enfim, se vierem armados não terei outro remédio)."

 

Sucede que o PCP, se pudesse, acabava com o arranjo de coisas que faz com que o CDS desde 1975 concorra às eleições e, ocasionalmente, chegue ao Poder. E o CDS, mesmo que pudesse, não faria nada para acabar com o estado de coisas que faz com que, desde 1975, o PCP tenha a representação que o voto lhe dá.

 

Não elaboro, não argumento, não enumero factos, ofereço a afirmação como uma evidência. E quem a aceite pelo seu óbvio valor facial não pode vir dizer que o CDS é geometricamente de extrema-direita, porque que à esquerda dos comunistas não há nada; e à direita do CDS há a direita anti-democrática.

Que me desculpe o ebuliente JJC por vir armado - de lógica.


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Quinta-feira, 31 de Maio de 2012
por José Meireles Graça

João José Cardoso, um dos meus inimigos de estimação, não diz em geral coisa que preste.

 

Mas hoje saiu-se com uma daquelas verdades como punhos:

 

A SIC estará para Passos Coelho como a TVI esteve para Sócrates.

E se privatizarem a RTP estarão as duas.


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Domingo, 29 de Abril de 2012
por José Meireles Graça

João José Cardoso descreve Fernanda Câncio como pertencendo a "alguma direita", Ricardo Lima como encaixando em algo a que chama "anarco-direita" e a mim como pertencendo à "extrema-direita".

Acho isto injusto: Se Fernanda Câncio pertence a alguma direita, eu devo ser pelo menos um terrorista nazi.

E como se dá o caso de subscrever quase por inteiro o que F. Câncio escreveu (o que não implica necessariamente reciprocidade - tratei da mesma realidade vista por um ângulo diferente), então, se a lógica não for uma batata, devo ser um socialista de extrema-direita democrática terrorista nazi.

Tenho a fraqueza de gostar de João José, aprecio-lhe o estilo sincero e excessivo. Até, se vivêssemos na mesma cidade, não desdenharia beber um copo com ele, dando-lhe a prévia e necessária garantia de que não levaria sob o anoraque uma bomba caseira.

Quanto ao fundo da questão, quem seguir os links do post fica habilitado a construir a sua própria opinião - já há argumentos avonde, de um lado e outro. Ainda que o que afirmei sobre as taxas de crescimento de Portugal nos anos 60, e que Cardoso desmente por me basear num "mito tantas vezes desmontado", esteja na realidade bem montado na literatura económica disponível: "No período de 1960 a 1973...o ritmo de crescimento médio do PIB atingiu 6,9% ao ano. E como, entretanto, a população não aumentou (tendo mesmo descido 3% por causa da emigração) a capitação do PIB subiu praticamente à mesma taxa." (A Economia Portuguesa desde 1960, José da Silva Lopes, 2.1, 1996, Gradiva).


PS: Também sou taxado de ignorante, a propósito do pós-modernismo. E como na realidade sou - ignorante - não contesto: por exemplo, ignorava o que fosse "ucronia". Agora já sei - mesmo com J.J. Cardoso pode-se aprender alguma coisa.


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