Sexta-feira, 3 de Fevereiro de 2012
por jfd

Ontem a senhora deputada Inês Medeiros exigia a presença do senhor ministro Miguel Relvas no Parlamento.

Porquê? Porque os jornalistas exigiram consequências claras e a Direcção de Informação da RDP demitiu-se. Censura politicamente orientada, ouviu-se ontem no Parlamento via João Semedo. Para mim isto tudo tem uma graça imensa. Pois de censura não se tratará. Caso fosse não teria graça nenhuma.

Mas estes arautos da transparência, verdade e liberdade dir-me-ão como reagiram num passado recente de asfixia que tanto foi por nós condenado. Mas podemos até esquecer o passado, que já lá vai.

Agora estamos noutra realidade. A realidade da transparência. Um Governo que diz ao que vem, que é consequente e que, pasmem-se!, publica quem nomeia em site público. É chato ver agora acontecer aquilo que se pediu no passado, e toca então de arranjar mais faits divers.

Estariam estes senhores incomodados com a tal falta de assunto para atacar este Governo, interessados também em publicar quanto custam as direcções e as redacções ao erário público?

Estariam estes senhores, quiça, ensombrados com a privatização no horizonte, interessados em falar ao povo qual é o ROI* que trazem ao investidor Estado e que mais-valia servem para uma audiência que claramente não os tem como preferência?

Não tinham assunto? Agora já têm!

 

*return on investment

sinto-me:

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