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Forte Apache

And the Oscar goes to... Kenya!

jfd, 03.04.13

O drama dos piratas da Somália não é desconhecido do público em geral.

O que aqui me espanta é como vários jornalistas foram enganados por piratas atores! A vida tem destas coisas.

Não é que eu fale mal dos jornalistas, mas ... Por favor... Confirmem as fontes.

Uma coisa é certa -> Viva o empreendedorismo e a capacidade humana de gerar oportunidades de ganhar algum ;)

 

O jornalismo português se não nascesse, tinha de ser inventado

Alexandre Poço, 11.03.13

O fim-de-semana introduziu um novo conceito no léxico político português: "austeridade de esquerda". Até ao momento, nem Boaventura de Sousa Santos, nem Carvalho da Silva ou sequer Mário Soares se vieram pronunciar sobre tal, mas estou em crer que é mais sensível, boazinha e amiga das populações do que a pérfida "austeridade" e, talvez seja a que garante o "crescimento e o emprego". Aguardamos portanto desenvolvimentos nos próximos capítulos. Não obstante este quadro de indefinição (típico das coisas novas), o conceito tem pai e mãe: nasceu no Jornal de Negócios, através da mente do jornalista Hugo Paula, com a seguinte notícia: Hollande equilibra contas com plano de austeridade de esquerda.

Perspectivas & realidades

Pedro Correia, 24.01.13

«A verdade é que o défice, sendo inferior a 5%, face às previsões que eu própria disse aqui, que estava à espera de um défice real de 6%, sabe-se agora que se ficará pelos 5%...»

Constança Cunha e Sá, TVI 24

 

«Eu, que escrevi várias vezes que seria quase impossível que Portugal regressasse aos mercados em 2013, reconheço sem qualquer problema que com estas regras Portugal está em condições de o fazer. Mais relevante, a estratégia negocial de Vítor Gaspar foi a correcta, sobretudo nos prazos em que jogou as suas cartas.»

Ricardo Costa, Expresso on line

Jornalismo????

Fernando Moreira de Sá, 05.01.13

Como é habitual ao sábado, rumei ao quiosque do costume para adquirir os jornais. Pedido o cimbalino da praxe, a leitura começou. Quando chegou a vez do Público, esbarrei numa notícia da página 8. O título é todo um processo: "Menezes apoia-se na RTP para levantar bandeira da defesa da região Norte". Logo no arranque a surpresa: "Depois de muitos silêncios, Luís Filipe Menezes fez um apelo para que a RTP2 fique no Porto". Fiquei espantado. Imediatamente, fui ver a data da publicação. Por alguns segundos pensei, a sério, que me tinham vendido um exemplar antigo do jornal. Mas não. Era mesmo de hoje.

 

Espantado de todo, continuei a ler: "As declarações de Menezes causaram estranheza no seu próprio partido (...)ou mesmo quando a administração da RTP tomou a decisão de produzir em Lisboa o Praça da Alegria...".  Ou seja, a notícia (?) dava a entender que LFMenezes nada tinha dito quanto ao caso "Praça da Alegria". Que coisa mais estranha! Mesmo tendo eu a certeza que não estava doido, dei-me ao trabalho de procurar algumas notícias da altura e verificar qual tinha sido a posição de Luís Filipe Menezes. Ora, vamos por partes:

 

No dia 6 de setembro, reparem, 6 de setembro de 2012 (ainda nem se falava na questão do Praça da Alegria), na apresentação do Porto Wine Fest, Luís Filipe Menezes afirmou à Comunicação Social: "o processo em curso na RTP deve ser uma nova oportunidade para a RTP Porto e os seus estúdios que podem ser o grande centro de produção do serviço público, nomeadamente aquilo que tem a ver comprodução da RTP Internacional, África, serviços de cultura e língua portuguesa", transcrevi da peça da LUSA. Ou seja, logo a 6 de setembro. Pior, a 14 de Dezembro, sexta-feira, o Jornal de Notícias publica a notícia, que caiu que nem uma bomba, da passagem do Praça da Alegria para Lisboa. E o que diz, a dada altura, a referida peça: "Em comunicado desta sexta-feira, a Subcomissão de Trabalhadores da RTP questiona a transferência (...) também os deputados pelo Porto do PS, hoje, criticaram a deslocalização (...) e antes, quinta-feira"...reparem bem neste pormenor, "Antes, quinta-feira, o presidente da Câmara de Gaia e candidato à Câmara do Porto, Luís Filipe Menezes, ameaçou levantar a sua voz com violência para salvaguardar a importância dos estúdios nortenhos da RTP. O autarca, citado por diversos órgãos de comunicação social, considerava que a gota de água seria a concretização da possibilidade do programa Praça da Alegria passar a ser emitido a partir dos estúdios de Lisboa". Reparem nesta notícia do dia 18 de dezembro na RTP...Aqui é de viva voz.

 

Perante semelhante, voltei a pegar na "notícia"(?) do Público. E fui ver quem a escreveu. Posso estar enganado, até posso mas, pela experiência de muitos anos, tenho quase a certeza que esta primeira parte da "notícia"(?) foi escrita pela jornalista Margarida Gomes. É o seu estilo, a sua impressão digital e é sempre assim e desta forma. Só que, desta vez, Margarida Gomes foi longe demais. Isto não é uma notícia. Eu não acredito que a jornalista Margarida Gomes, sempre tão atenta aos meandros da política do Porto, não tenha lido as notícias que de setembro a dezembro foram publicadas no Jornal de Notícias, no Correio da Manhã, enviadas para as redacções pela LUSA, publicadas no semanário Grande Porto, no seu próprio jornal, no Porto24, na RTP, SIC, TVI, Porto Canal, entre tantos outros. Não acredito!

 

Esta primeira parte da "notícia"(?) publicada no público, na sua página 8 da edição de hoje, não é uma notícia. Ora, Margarida Gomes tem todo o  direito de querer ser "Consultora de Comunicação". Todo. Para isso terá de fazer como eu e muitos outros, entregar a carteira profissional e dedicar-se a esta, igualmente nobre, profissão. Estar a debitar umas coisitas, mal amanhadas, sem se dar ao trabalho de verificar se as pretensas fontes não estão a mentir - o que era tão simples, eu demorei meia dúzia de minutos no google - não é sério. Ainda para mais quando se fala que a jornalista em causa até pode estar a caminho de subir dentro do jornal. É com exemplos como este, tão básico, que a credibilidade de um jornal é atingida e, questão fundamental, é colocado em causa o profissionalismo de toda uma equipa que, estou certo, não merece. Neste caso, por me ser próximo, por me ter envolvido na questão RTP Porto, facilmente dei por ela. Agora, no resto, em temas que até nem sou conhecedor, como querem que acredite no que amanhã possa ser publicado no Público? O legado de jornalismo de excepção deste diário não merece. A sério.

 

Que Margarida Gomes não goste de Luís Filipe Menezes, está no seu direito. Agora, que use o jornal onde trabalha para publicitar mentiras descabeladas é que não lembra nem ao careca. Não é jornalismo. É outra coisa. Incompatível com a primeira.

O burro, a vaca e os jornalistas

Dita Dura, 22.12.12

Quando Ratzinger foi eleito Papa, muita gente ficou alarmada, porque vivemos numa sociedade que está habituada a concursos de popularidade para escolher os seus líderes. Mas felizmente não é um concurso de misses, não ganha quem recebe mais chamadas de valor acrescentado, nem votos que resultam de premissas eleitorais com ciclos de quatro ou cinco anos. Antes de ser Papa, tal como João Paulo II, Ratzinger foi um pensador profundo, um dos maiores filósofos do nosso tempo.

 

O Papa lançou o terceiro capítulo de uma trilogia sobre a Santíssima Trindade e os mais atentos iniciaram um longo período de reflexão. Entretanto, os jornalistas nacionais destacados para noticiar o lançamento sublinharam a ausência do burro e da vaca do presépio. No meio da imensidão de introspecções e pensamentos, foi o que lhes chamou mais à atenção. Não sei se foi propositado ou apenas por afinidade para com os animais. Mas foi certamente uma maneira de se exporem ao ridículo e de nos tentarem fazer de idiotas.

 

João Paulo II foi muito criticado no início do seu pontificado pelo seu conservadorismo, mas conseguiu resistir aos ataques enraivecidos da esquerda de lantejoulas e morreu no meio de enorme respeito e popularidade. O contra-ataque não se fez esperar e Bento XVI é agora um alvo muitas vezes demasiado fácil. Este jornalismo é tonto e superficial mas acaba por ser muito útil a certos grupos de interesse que manipulam uma sociedade cada vez mais medíocre. Cabe a cada um de nós pensar um pouco e não deixar que nos façam de parvos. 

E se Medina Carreira processar o estado?

Pedro Correia, 10.12.12

Na passada sexta-feira, as manchetes de dois diários e um semanário que se publicam em Lisboa visavam dois cidadãos que estariam a ser investigados pela justiça devido a suspeitas de fraude fiscal e branqueamento de capitais. Os nomes desses cidadãos vinham estampados com todas as letras nessas manchetes, associadas às caras deles, não fosse algum leitor duvidar.

Um desses cidadãos, Henrique Medina Carreira, tem acesso instantâneo aos órgãos de informação, começando pelo canal televisivo onde é comentador regular, e pôde assim dar sem demora a sua versão dos factos, contrariando em toda a linha as notícias que terão resultado da estreita cumplicidade entre investigadores criminais e jornais.

Desmentiu tudo. Sabe-se agora que o seu nome terá sido usado apenas como código da verdadeira rede de fraude fiscal e branqueamento, numa tentativa de baralhar a investigação.

Mas Medina Carreira pode ir mais longe. Pode processar o estado português por danos irreparáveis ao seu bom nome e à sua honorabilidade pessoal. Devia até seguir este caminho por motivos de pedagogia social. Para evitar que outros, depois dele e com muito mais dificuldade de acesso aos órgãos de informação, caiam também nestas kafkianas malhas tecidas por certos agentes do Ministério Público que aparentemente se permitem ter cumplicidades demasiado estreitas com certos jornalistas: uns e outros ridicularizam o segredo de justiça, tornando-o letra morta, e perpretam assassínios de carácter. Que podem liquidar sem remissão os nomes de inocentes.

Diz Marcelo Rebelo de Sousa que a Procuradoria-Geral da República devia pedir desculpa a Medina Carreira. Eu acho que as desculpas devem ser pedidas aos portugueses no seu conjunto. Porque não é de hoje nem de ontem que estas práticas sucedem, para vergonha das instituições judiciais.

Sim, este país assusta. E um certo jornalismo leviano também.

Sensacionalismo

Rui C Pinto, 19.11.12

O Público já não me surpreende, é certo. Tão certo quanto a apatia que me merece muito do mau jornalismo que publica. Mas, uma vez por outra, há uma ou outra notícia que superam o limite da minha tolerância ao sensacionalismo. Sobretudo quando uma peça jornalística se resume a uma tentativa bacoca de demagogia.

 

O Público online dá-nos conta do crescimento no número de pedidos de naturalização, nos países de destino, por emigrantes portugueses. O artigo, assinado por Natália Faria, intitula-se Emigrantes portugueses estão a "desistir" do país.

 

A notícia dá conta de que, em 2010, quase 5000 portugueses pediram nacionalidade francesa (não refere quantos terão concretizado a pretensão), 2200 naturalizaram-se na Suíça e 1345 no Luxemburgo. Perante estes números, que não são comparados com quaisquer outros números e portanto não esclarecem quanto a tendências ou padrões, a jornalista cita Pedro Góis, investigador do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, que "sem mais elementos quanto às características destes emigrantes" retira uma série de ilações. 

 

O investigador admite que, a tratar-se de emigrantes mais velhos e antigos, “pode querer dizer que entendem que os sistemas de saúde portugueses estão a perder eficácia ou que as zonas de onde saíram, por exemplo, estão desertificadas; logo, não vale a pena regressar”. Isto é, ainda que não possua elementos concretos sobre os ditos emigrantes, o investigador elabora um cenário e extrapola quanto à avaliação que os ditos emigrantes fazem da eficácia do sistema de saúde português e da desertificação das suas zonas de origem. Perante o seu exercício de extrapolação a partir de cenários mal sustentados, o investigador pede mesmo ao governo que retire ilações (depreende-se que as mesmas que ele) por forma a impedir que o mesmo se repita com a nova vaga migratória. 

 

Por outro lado, a notícia dá conta de 21.800 pedidos de nacionalidade portuguesa por parte de imigrantes residentes, maioritariamente brasileiros e cabo-verdianos. Infelizmente, a leitura que o investigador faz deste número não conclui quanto às melhores condições do sistema de saúde português por comparação ao brasileiro ou cabo-verdiano mas antes que tem “escondida” uma aspiração de obtenção da cidadania europeia. Infelizmente, a notícia não nos elucida quanto ao número de emigrantes brasileiros e cabo-verdianos que, uma vez naturalizados portugueses, abandonam o país beneficiando da liberdade de circulação na Europa e USA. 

 

Perante a claríssima falta de rigor de toda a peça fico na dúvida se o mau trabalho da jornalista comprometeu injustamente o investigador ou se alimentaram mutuamente na demagogia da mensagem que transmitem ao leitor.

Novo Presidente de um novo Governo dos Açores - zero X Protesto de uma pessoa - muitos

Carlos Faria, 07.11.12

Os Açores, uma região autónoma com cerca de 250 mil habitantes e responsável pela grande área económica marítima de Portugal, assistiu ontem à cerimónia de posse de um novo Governo Regional, presidido por um novo Presidente eleito pelo povo do Arquipélago: Vasco Cordeiro.

Durante a cerimónia houve o discurso de circunstância de Vasco Cordeiro na sua nova qualidade, bem como o discurso da primeira mulher eleita Presidente da Assembleia Legislativa Regional dos Açores: Ana Luís.

Em paralelo, na mesma hora um cidadão isolado, vindo do exterior da região, livremente exibia um cartaz contra o ministro Relvas que representava o Governo de Portugal na cerimónia de posse, à noite, o mesmo cidadão isolado, parece que jornalista, é suspeito de tentar invadir o quarto do hotel do ministro.

Ouvindo os noticiários e lendo as parangonas dos jornais dos OCS no continente, o conteúdo da cerimónia parece que se eclipsou, praticamente nada se sabe do seu conteúdo, nem as ideias mais fortes destes recém-eleitos. Em contrapartida, praticamente todos abordam o protesto isolado de um cidadão que seria anónimo, não Açoriano mas que no fim há quem diga tratar-se de um jornalista a escrever sobre um percurso a pé ao País...

Isto não retrata o jornalista, mas sim a generalidade do jornalismo que temos em Portugal, a sua falta de isenção conjuntural e de prioridade das notícias nacionais...

Desinformação

Rui C Pinto, 05.11.12

Acabei de ouvir Clara de Sousa interpelar Miguel Sousa Tavares, no habitual comentário do Jornal da Sic, a comentar o facto de não se ter ouvido falar da Europa na campanha presidencial norte-americana. Miguel Sousa Tavares, que joga a ponta de lança nisto do comentário político, isto é, vai a todas e remata sempre à baliza, tomou balanço na ignorância da jornalista e, sem pestanejar quanto à veracidade do facto, debitou meia dúzia de frases que disseram absolutamente nada de substantivo.

 

Ora, eu não sei se Miguel Sousa Tavares viu, ou não, os debates televisivos entre os candidatos à Casa Branca. Sei que, das duas uma, ou não viu e faz um péssimo trabalho ao debitar comentário desinformado, traduzindo em português escorreito, ao mandar postas de pescada sem fazer puto do que está a dizer; ou viu e está-se nas tintas porque está lá para ganhar o dele que a vida está má para todos e o Shis não facilita fiado.