Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Forte Apache

Ética: Estudantes que prejudicam estudantes

Carlos Faria, 18.06.13

Na greve de professores, como em quase todas as greves, houve pessoas inocentes prejudicadas, neste caso estudantes. A injustiça não é ter havido alunos que não foram prejudicados, mas sim ter havido alguns prejudicados, mas não é ético que estes últimos prejudiquem colegas e ajam contra os primeiros.

Falta ética em muitos na classe política, é verdade infelizmente... tal como cada vez há menos ética nesta sociedade e eu por norma digo que os políticos em democracia são um espelho do seu povo. Insisto, jovens que prejudicam colegas também não agem com ética, mesmo assim, se vi quem agiu deste modo justificar-se nos OCS, não vi críticas a tal comportamento e isto espelha a nossa sociedade.

Este jovens são uma imagem do que será o futuro de Portugal: um País cada vez com menos ética, onde até a indignação e outros comportamentos serão feitos acriticamente sem ética, quiçá impunemente... depois não se admirem de monstruosidades que venham a surgir numa sociedade assim.

Ainda que mal pergunte... (II)

Fernando Moreira de Sá, 27.02.12

... o Senhor Presidente da República fez um roteiro pela Juventude, certo? Andou pelo Norte do país, certo? Falou sobre empreendedorismo, certo? Visitou exemplos de jovens empreendedores, certo? A iniciativa não teve nada a ver com aquela coisa dos jovens numa escola, certo? Aliás, a Presidência fez saber que já estavam a preparar o dito roteiro e que não foi uma coisa à pressão, certo?

 

Então, como se explica que estando o Presidente no Norte, dedicando uns dias à Juventude, não visitou a Capital Europeia da Juventude? Não sendo coisa organizada à pressão, caso contrário até se aceitava o esquecimento, o lapso, podemos ser levados a concluir que foi propositado. Sendo-o, qual o motivo? É que olha-se para o roteiro e compara-se com a Capital Europeia da Juventude e está lá tudo: empreendedores, empreendedorismo, debate de ideias sobre o futuro, casos de sucesso, incubadoras de empresas de e para jovens, Universidades, etc.

 

Eu não quero acreditar. Por isso, só estou a perguntar... 

Marcelo foi de Mestre...

Fernando Moreira de Sá, 18.11.11

O Secretário de Estado do Desporto e Juventude, Alexandre Mestre, entende que os jovens portugueses que estão no desemprego devem procurar ir à luta, "sair da sua zona de conforto" e tentar a sua sorte fora de Portugal.

 

Foi o bom e o bonito! Numa espécie de "tiro ao alvo", tudo quanto é comentador viu nestas palavras um ataque aos jovens portugueses. Ora, a realidade é bem diferente. Com o projecto universitário europeu "Erasmus" inúmeros jovens portugueses tiveram a oportunidade de conhecer outros países, outros povos e culturas, diferentes realidades. Muitos, após o término das suas licenciaturas, nem pensaram duas vezes e partiram. A taxa de sucesso é esmagadora. Obviamente, eu preferia que o seu sucesso fosse conseguido aqui. Era bom sinal. Porém, a realidade é outra. Tal como no passado os portugueses (e Portugal) tiveram de aventurar-se pelos mares desconhecidos em busca de uma vida melhor e de um novo rumo. 

 

Até posso conceder que o SEJ não foi feliz na forma como se expressou. Contudo, o fundo daquilo que afirmou não é descabido. Tive a felicidade de regressar à Universidade já com trinta anos e com família constituída. Tive o privilégio de lidar com jovens com 20 anos fantásticos. Na altura devida procurei incentivar alguns a experimentar o programa "Erasmus". Nenhum o fez. No fundo, nunca é fácil e cómodo "sair da sua zona de conforto". Foi pena. Hoje, olho e o que vejo? Mais de 60% desses meus colegas estão no desemprego. Os outros 40% apenas quatro estão a trabalhar na sua área de formação, contando comigo...

 

A verdade é só uma: a licenciatura que obtiveram com esforço, Jornalismo e Comunicação, não abriu as portas do mercado de trabalho à esmagadora maioria. Temos o mercado que temos. Cada vez menos portugueses compram jornais, ouvem rádio e mesmo a televisão está a perder espectadores. Sem leitores, ouvintes, etc., não temos como resolver o problema. A solução passa por procurar fora de Portugal. O SEJ apenas afirmou aquilo que todos sabem e não querem ver.

 

O Prof. Marcelo Rebelo de Sousa criticou duramente o SEJ. É fácil, muito fácil e popular. Porém, estranhei. O Prof. Marcelo Rebelo de Sousa sabe, como poucos, o que pretendeu dizer Alexandre Mestre. O saber de quem viu o seu filho rumar ao Brasil, deixar a sua "zona de conforto" e partir para São Paulo dando assim razão - ironia - ao Secretário de Estado...