Sexta-feira, 13 de Janeiro de 2012
por CAA

O “registo de interesses” existe para se poderem verificar as incompatibilidades e impedimentos dos titulares de cargos políticos e criar transparência quanto às possíveis situações capazes de condicionar a sua vontade nas matérias em que só o interesse público deveria servir de referência. Hoje, esse registo contém excessos que roçam o ridículo: por exemplo, há deputados que têm de “declarar” as dezenas de agremiações culturais e desportivas cujos órgãos integram, ranchos folclóricos e afins, como se tais actividades fossem aptas a condicionar fatalmente o seu exercício político…
Sendo assim, será justo e coerente que quem, legitimamente, participa em entidades em que existe o dever de “entreajuda” e de “lealdade” entre os seus membros (maçonaria) ou, inclusivamente, o “dever de obediência” às hierarquias (Opus) não tenha o mesmíssimo dever de registar essa participação no “registo de interesses”?


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Domingo, 8 de Janeiro de 2012
por Constança Martins da Cunha

Não se percebe muito bem que guerra é esta a propósito de haver políticos que fazem parte da Maçonaria.

Até parece que isso não é do conhecimento geral há mais de 100 anos.

 

Numa sociedade democrática cada um tem de ter a liberdade de pertencer a uma Loja Maçónica, ao Opus Dei ou à organização cívica ou religiosa que entender, sem ter que andar com um compasso, uma cruz ou uma estrela amarela colocada na lapela.

Sendo isso em Portugal totalmente pacífico desde há décadas, não se percebe qual o propósito desta recente polémica.

 

Quem é que afinal se quer atingir ou “fazer sair da toca”?


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por Fernando Moreira de Sá

Um dos fundadores do Forte Apache numa entrevista a não perder. O Prof. Adelino Maltez no blog Alunos do Liberalismo. Sobretudo, numa altura em que tanto se fala de maçonaria e tantos sobre ela falam:

As coisas humanas, mesmo as que procuram o sagrado, tanto degeneram como se aperfeiçoam, tal como cada um de nós cai e se levanta. A perfeição apenas reconhece que cada um deve reconhecer a respectiva imperfeição para que possa procurar a perfeição. Segundo uma alegoria maçónica, chama-se a isso trabalhar a pedra bruta, para depois a polir e permitir a construção do templo interior.


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