Há esperança
Se este for o caminho, há esperança:
O presidente da Hearst Corp garante ter 800 mil assinantes digitais (assinaturas pagas) entre aplicações para iPads, Kindle, Android, Nooks.
Mais: 80% desses assinantes são novos no grupo Hearst e o número único de visitantes aos sites da Hearst cresceram 30% em 2012 (impressionante). Conde Nast, uma das maiores rivais da Hearst, tem 500 mil assinantes e 1,5 milhões de clientes que optam por uma combinação digital/impressa. O «The New York Times» tem 592 mil assinantes digitais em outubro de 2012.
Os números nunca serão comparáveis com Portugal. Mas o movimento/comportamento dos leitores é: claro que estamos atrasados uns anos.
Aquilo que acontece lá nos media - e no campo do digital isso é notório - acontece cá com um «delay» de vários anos (mas a distância têm sido encurtada).
Portanto, há esperança, enquanto por cá os números de vendas de jornais caem em quase todos os generalistas («Correio da Manhã» é exceção).
PS: eu não faço resoluções de ano novo. Houve um autor na faculdade que acabou de vez com festejos entusiásticos em relação a passagens de ano, datas redondas ou capicuas, eliminando simbolismo ou superstição. Só não dispenso o champanhe. Mas isso é porque gosto... bom, voltando às resoluções - não as faço, não penso em mudar nada porque vira o calendário. Mas vou quebrar essa regra: esforçar-me-ei para escrever com regularidade no Forte. Tenho sido um cowboy fraquíssimo e, aos companheiros de figas e pistolas, as minhas desculpas. Mas foi a única resolução que me passou pela cabeça ao primeiro dia de janeiro, e espero cumprir.