Segunda-feira, 18 de Junho de 2012
por Francisca Prieto

 

 

Um dia destes, quando entrei no supermercado para comprar iguarias tão prosaicas como batatas e cebolas, dei de caras com este livro.

Ora, na altura em que eu tinha uma carreira nas andanças dos marketings e das publicidades, uma das tarefas pela qual era remunerada era a de tentar descobrir um argumento irrefutável que fosse capaz de vender uma catrefada de unidades de um produto.

De maneira que, perante o título “Marketing da Mulher - como conquistar o que precisa para ser feliz”, não resisti a abrir o livro ao acaso para ver se dava de caras com um qualquer conselho que me atirasse para a categoria de mercadorias que se esgotam nas prateleiras.

 

O único parágrafo que li (e não foi preciso avançar mais porque me deu logo material para gargalhar toda uma tarde) dizia qualquer coisa do tipo “quando sair pela primeira vez com um homem que lhe interesse, esqueça o seu passado. Você não tem mãe, nem pai, nem primos, nem vizinhos. Seja só você mesma no presente”.

 

Isto deixou-me na dúvida se, no meu caso específico, no hipotético cenário de um dia ter de voltar a sair para ir jantar com “homens que me interessem”, é melhor seguir o conselho à risca (omitir com todo o fervor que tenho quatro filhos e que uma tem Síndrome de Down – nem digo que é mongolóide, que é para não piorar a situação), ou atirar logo com toda a informação de chofre, que é para não me ver em futuros apuros.

Supondo que é o Colin Firth quem me convida para jantar, não tenho qualquer dúvida de que o melhor é quedar-me que nem túmulo, não vá o senhor dar corda aos sapatos antes da chegada da Vichyssoise. Com um Colin Firth não se arrisca, mente-se com quantos dentes se tem na boca.

 

Já em qualquer outro caso, se coloca o incómodo de podermos vir a ter um segundo, terceiro ou quarto encontro. E aí começo a ficar na situação da mãe da minha amiga Maria, que usava dentadura postiça quando se casou e que o marido só descobriu uma data de tempo depois. “Nunca me perguntaste” foi o argumento que ela utilizou, acrescentando que nunca há um momento certo para se comunicar a um futuro marido que se usa dentadura.

 

Bem vistas as coisas, talvez o melhor seja ir por aí. Esperar que a outra parte pergunte “porventura tens quatro filhos e uma é mongolóide?” para eventualmente abrir o jogo e esclarecer a questão. Até lá, vou ser só eu no presente, que isso sim, é Marketing.


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Terça-feira, 3 de Abril de 2012
por Francisca Prieto

 

Mrs Moneypenney, imperdível colunista do lençol salmão Life & Arts do Financial Times, discorria esta semana sobre a intrincada problemática de saber “how many is too many”, aplicando a questão a temas tão prosaicos como peças de roupa, litros de combustível num avião ou dias de viagem num país distante.

 

Aqui do meu lado, deu-me para cogitar ao lado. Fui invadida pelo espírito da Duquesa de Windsor que proferiu as sábias palavras “a women can never be too thin or too rich”, um comentário incisivo, que não deixa margem para dúvidas, e que não se perde por considerações filosóficas.

No fundo, uma simples frase com carácter de aforismo que, depois de proferida, sabemos que só não saiu da boca de La Palisse porque o senhor, lá está, era homem.

 

Fiquei depois para aqui a pensar que, para além de uma mulher nunca poder ser demasiadamente rica e magra, também não pode atingir o estatuto para lá de gira, que isso é coisa que não existe. Há magras feias que nem a noite dos trovões, toda a gente sabe, agora giras a rebentar a escala é coisa de que nunca se ouviu falar.

Outra coisa que não rompe a barreira é o sentido de humor. Nunca ouvi ninguém dizer que não voltava a sair com fulana porque tinha sentido de humor a mais, que aquilo era uma galhofa que não se aguentava, que era só o que faltava voltar a rebolar a rir daquela maneira.

Vá que se possa achar uma seca beber três copos de vinho com uma tipa com uma carola de Einestein que só quer dissertar sobre as especificidades dos produtos derivados ou a problemática do médio oriente. Admito que não seja para todos.

Mas, meus amigos, uma coisa é certa: antes rica, podre de boa e cheia de sentido de humor do que pobre, um coirão e chata comó raio. Era o que diria La Palisse. Se fosse mulher, claro.

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Quinta-feira, 8 de Março de 2012
por Marta Elias
Somos mães, esposas, filhas, irmãs, amigas, empregadas, baby sitters, psicólogas, secretárias, enfermeiras, professoras, motoristas, costureiras. Fazemos compras, limpamos, arrumamos, cozinhamos. Lavamos, pintamos e cortamos o cabelo, fazemos depilação, calçamos saltos altos, encolhemos a barriga, pomos baton, blush e rimel. Arrancamos sobrancelhas, fazemos manicure e pedicure. Dormimos pouco, falamos muito, choramos às vezes. Temos uma infinita capacidade de dar e de amar. Temos fibra e principalmente, temos orgulho. Orgulho em tudo o que conseguimos. Orgulho em sermos mulheres. Infelizmente e ainda, orgulho em tudo o que conseguimos APESAR de sermos mulheres.

A todas as mulheres de fibra (passo o pleonasmo) BOM DIA DA MULHER!

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Segunda-feira, 2 de Janeiro de 2012
por Fernando Moreira de Sá

Eu quero um destes para colocar no carro de uma senhora que conheço. Não, de duas. Nã...de três!

(as coisas que um tipo encontra na net...e todos temos direito a uns segundos de machismo puro e duro)


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