Domingo, 10 de Fevereiro de 2013
por José Meireles Graça

Épá, numeros impressionantes. Este meu colega, se posso dizer assim, analisa a coisa: muitos zeros, nem cabem na calculadora da loja do Chinês, e um gráfico de meridiana clareza.

 

Espera: mas não foi sempre assim, receptores líquidos? E essa merda serviu exactamente para quê, ainda que mal pergunte?

 

Eu digo para que serviu e há-de servir, utilizando as percentagens que figuram no gráfico, adaptadas à realidade local: 6% para agências governamentais, com o intuito de analisar estudos e administrar os fundos; 11% para financiamento da concorrência desleal, dado que uns candidatos terão apoios, outros não, e outros ainda, mesmo que o merecessem, nem candidatos serão; 37% para desequilibrar ainda mais Lisboa em relação ao resto do País; 27% para corrigir parte dos malefícios dos 27% do programa anterior; 7% para fingir que Portugal tem uma palavra a dizer nos destinos da Europa e do Mundo; 2% para adquirir veículos rápidos para as autoridades circularem depressa e com segurança nas auto-estradas, controlando quem circula, com grande perigo, à mesma velocidade; e 10% para fins indeterminados, mas de grande interesse público, na opinião desinteressada de quem a tem.

 

Já eu acharia que não era pior abater este montante à dívida pública, sem sustentar agências governamentais, nem gabinetes de tráfico de influências, nem investimentos delirantes, nem empresários habilidosos, nem políticos que imaginam saber, com dinheiro público, ser os empresários que não seriam capazes de ser com crédito e dinheiro privado.

 

Exagero retórico meu? Claro que sim. É um mau resultado para o Governo, e podiam as coisas ser feitas de outra maneira? Claro que não.

 

Viva a Europa, e viva mais esta vitória.


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