«Para-me agora», senão eu não consigo
Ornatos Violeta, ontem, no Coliseu de Lisboa, foi tudo o que os fãs podiam esperar. E muito mais.
O CM escreveu na edição de hoje que foi uma «eucarista do rock»; de facto, a unanimidade dos fiéis que se juntaram para ouvir uma banda que acabou há mais de dez anos vai para além da geração que ainda cresceu com o Manel dos Ornatos e sempre ficou com um 'sabe-me a pouco', apenas com dois álbuns gravados e pouca hipótese de os ver ao vivo. Muitos nesse rebanho começaram a ouvir a banda já ela tinha acabado.
Mais de dez anos de interregno ajudam a agigantar a banda. Mas não é só isso. Eles entregaram a alma ali em palco, sem artifícios, como a Rita Leça, neste texto, descreve com exatidão. (as fotos, como a usada neste post, são do Nuno Miguel Silva)
Para mim, o gosto de ouvir Ornatos, um rock com sotaque do Porto - com aquela garra que tantas bandas nascidas na Invicta mostraram à partida, e que esta ainda conserva quando se junta em palco -, é um bâlsamo nos dias que correm.