Domingo, 5 de Maio de 2013
por Fernando Moreira de Sá

É verdade, depois de ler esta notícia, estou mais optimista e descansado. Obrigado Jean-Luc....

 

 

Milhares de militantes de esquerda desfilam, em Paris, esta tarde, contra a austeridade imposta pelo Presidente François Hollande e "contra a infame troika". "Não deixaremos que matem Portugal nem nenhum outro país", diz ao Expresso o líder, Jean-Luc Mélenchon.




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Terça-feira, 22 de Novembro de 2011
por Ricardo Vicente

Um dos atributos da esquerda portuguesa é as críticas à ciência económica, aos economistas, ao economicismo e ao economês. Um dos patriarcas da esquerda, Mário Soares, exibe até com orgulho a sua total ignorância daquela ciência e o seu desprezo pelos economistas. No caso da RTP e do "serviço público", essas críticas podem ter, porém, alguma razão. Não digo muita, mas alguma. É certo que a televisão é um serviço para o qual existe ou pode existir um ou vários mercados; ou seja, é um tema económico. Mas a televisão é antes de mais um assunto político e, até, ideológico.

A primeira questão quanto ao serviço público e à RTP é política e ideológica. A reestruturação, privatização, demolição ou expansão (?) da RTP deve ser pensada desta maneira: paternalismo versus liberdade.

 

As pessoas precisam que o Estado lhes forneça os meios para a sua educação política, desde os mais básicos (os factos e a informação) até aos mais elevados (as opiniões sobre opiniões sobre factos e et cetera)? É função do Estado não apenas financiar mas também produzir esse tipo de educação? É também (ou apenas) função do Estado fornecer entretenimento popular sob a forma televisiva? Se sim, então, televisão pública.

As pessoas têm iniciativa e interesse próprios e suficientes para procurar por si os meios da sua educação política, que são cada vez mais numerosos (a oferta na internet é, na prática, infinita) e cada vez mais baratos (a oferta na internet é, na sua grande maioria, gratuita) e, por outro lado, não estão interessadas em que o Estado, em nome do "interesse público", desperdice rios de dinheiro e ainda manipule os indivíduos tratados como massa? As pessoas têm gostos próprios e definidos e não precisam que o Estado as entretenha ainda mais para além das misérias e telenovelas da costumeira politiqueirice diária, com o seu permanente desfile de boçalidade, fracasso, quantas vezes mau português, ordinarice e, até, crimes e processos? Então, não à televisão pública.

No caso dos que são pelo sim, e no caso dos que são pelo não mas que, contrariados, têm de tolerar uma televisão pública, a segunda questão é então a financeira: quanta televisão estamos dispostos a pagar (isto é, quantos milhões) por ano, assumindo que ela é para manter e funcionar?

A televisão pública é pois e em boa verdade um tópico muito adequado para ser sujeito a referendo. Não trata de assuntos íntimos nem morais nem de filosofia difícil, antes pelo contrário: é uma questão política clara, uma divisão ideológica clássica e tem uma componente financeira acessível (pouco ou nada técnica).

Aqui fica a proposta: seja referendada a televisão pública e o seu orçamento.


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Segunda-feira, 10 de Outubro de 2011
por Ricardo Vicente

Segundo o Expresso, o bastonário dos médicos afirmou que "Esta crise é uma oportunidade para a criação de novos impostos seletivos que contribuam para melhorar a saúde dos portugueses e evitar o consumo de medicamentos" e que "deve ser instituído um imposto sobre a fast food e outros alimentos não saudáveis como o sal, os hambúrgueres, os venenosos pacotes de batatas fritas e as embalagens de dezenas de variedades de lixo alimentar" (o bold é meu; cfr. tb. o DN que traz um artigo mais longo).

 

O referido bastonário já terá pensado no efeito redistributivo óbvio deste imposto? Saberá ele que a obesidade está relacionada com a pobreza pecuniária e educativa? "Fast food" é sobretudo comida de pobre. E o que dizer da importância do pão e da manteiga para os mais desfavorecidos? Que passem a comer croissants light?

 


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por Ricardo Vicente

Segundo o Expresso, o bastonário dos médicos quer que as pessoas com gripes e enxaquecas assinem um papel em que declaram pela sua honra estarem doentes. Porque é que o referido bastonário não propõe antes que sejam os médicos, de cada vez que passam um atestado, a declararem pela sua honra e a assinar por baixo que não estão a mentir ao diagnosticarem a enxaqueca dos outros? E que aponham também um daqueles autocolantezinhos com código-de-barras com a inscrição "isto não é um embuste".

 

Se a presunção de honestidade não serve para as pessoas em geral e é necessário obrigá-las a assinar declarações de honra, porque é que essa presunção há-de servir para os médicos?


"O bastonário (...) defende que os cidadãos devem ser responsabilizados e que os falsos atestados podem mesmo ser condição suficiente para o despedimento" (mesma ligação, o bold é meu).

E que tal responsabilizar os médicos pelos atestados fraudulentos? E que tal os falsos atestados serem condição suficiente para que um médico seja demitido e não possa mais trabalhar no sector público e fique proibido de exercer no privado durante um ano?

O bastonário dos médicos deveria preocupar-se isso sim com a responsabilização dos médicos perante a sociedade. É para isso que o cargo existe. Não é para se preocupar pela responsabilização das pessoas em geral perante os seus empregadores. Para isso já as pessoas têm patrões, têm precariedade e, claro está, têm sentido ético próprio.


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