Domingo, 17 de Fevereiro de 2013
por Fernando Moreira de Sá

 

Imaginem um blogger que escreve um artigo crítico sobre um banco português. O seu blogue, pessoal, conta com poucos mas bons leitores. O director de comunicação (???) do banco em causa, fica irritado com o texto e resolve telefonar ao blogger, ameaçando-o. Como não fez o trabalho de casa, não sabia que o blogger em causa escrevia, igualmente, num outro blogue. Um blogue de forte audiência nacional (juntamente com o Educação no meu Umbigo e o Arrastão, lidera a blogosfera política nacional). Comprou uma guerra desnecessária e estúpida. 

 

Esta breve história aconteceu, recentemente, em Portugal. Da blogosfera passou para as páginas dos jornais (e só não passou de forma mais intensa porque o blogger em causa não está para isso). Do nada, o director de comunicação do BES, criou uma tempestade. Foi de um amadorismo inacreditável.

 

Não faço, confesso, a mínima ideia quem é o director de comunicação do BPI. É que, pelo menos no que toca ao Forte Apache, o BPI foi severamente criticado nas páginas deste blogue e ninguém recebeu um telefonema ameaçador. É a diferença. E que diferença. Ao contrário, Paulo Padrão (que também não conheço), director de comunicação do BES, fez asneira e da grossa. O Expresso (ver foto) refere o episódio e compara com o que se passa no jornalismo. Na minha profissão, farto-me de sublinhar aos meus clientes, que esse tipo de procedimento é um erro e terá sempre, hoje ou amanhã, um efeito boomerang. Mesmo assim, existe sempre um ou outro que faz ouvidos moucos. Não sei se foi o caso no BES. Se foi, está explicado o erro de Paulo Padrão. Se não foi, então este foi mais papista que o Papa e só lhe resta um caminho: mudar de profissão.

 

Quanto ao BES, é caso para dizer que, por estes dias, tudo lhes acontece...


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