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Forte Apache

Sentido de Estado

Alexandre Poço, 03.07.13

2 de Julho de 2013

jfd, 02.07.13

Este dia ficará para a história. Pela loucura de comentadores, jornalistas e políticos. Pelo povo de boca aberta.

Amanhã continuaremos com a troika, com a necessidade de recuperação económica e financeira e a vital reforma do Estado.

De todos os atores de hoje destaco a hombridade, lealdade e seriedade para com Portugal e a sua missão como chefe do Governo de Pedro Passos Coelho. Conta comigo, eu acredito.

 

Pela negativa, e com muito asco, lamento o jornalismo e o ruído de fundo que temos neste Portugal.

 

Portugal está primeiro!

Espero que se tenha lembrado disso hoje.

Pormenores

Alexandre Poço, 15.05.13

Passos em económica e Sócrates em executiva

 

"Tão perto e tão longe, o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho viajou em classe económica, obrigado pela regra que impôs a todo o governo no início do mandato. Livre de tais constrangimentos, o ex-primeiro-ministro e comentador dominical da RTP, José Sócrates, viajou em executiva. Onde, aliás, era o único passageiro."

Perceber os sinais III

Fernando Moreira de Sá, 03.03.13

Ontem Portugal gritou.

 

Desta vez não foi um silêncio ensurdecedor.

Ontem, no Porto, em Braga, em Vila Real, em Coimbra, em Faro, Portimão, Castelo Branco, Évora, Lisboa e outras mais, os portugueses e as portuguesas desceram ruas e juntaram-se nas suas praças.

Para muitos comentadores e outros tantos desconhecedores da realidade em que Portugal e os portugueses mergulharam, foi uma manifestação contra a troika, o Governo e o Presidente da República.  Não foi tão redutor.

 

Os portugueses foram para a rua pelo desespero em que estão mergulhados. Vidas interrompidas. Os mais velhos por se verem espoliados de parte substancial da sua reforma a que tinham e continuam a ter direito. Os mais jovens por se terem apercebido de que não passou de uma miragem a oportunidade que lhes foi vendida pelo canudo obtido. A geração da minha irmã pela angústia de não saberem que futuro dar aos filhos e como sustentar o dia a dia. As crianças pelo desespero que sentem nos olhares dos seus progenitores. Os pequenos e médios empresários por estarem em pânico perante o esbulho fiscal que lhes retira qualquer esperança de recuperação. A minha geração por não saber, na realidade, se fica ou parte.

 

Todos estes portugueses, a esmagadora maioria dos portugueses, olha para a realidade quotidiana e ficam mudos de espanto: o ministro das finanças, na sua frieza imperturbável, não acerta numa previsão, num número que seja. Várias vozes o avisaram, publicamente, que quanto mais se sobe os impostos, mais diminuiu a receita. Nada. O resultado está à vista.  O completo desastre.

Gaspar faz-me recordar aqueles professores universitários, apelidados de génios deste mundo e do outro que, quando numa sala de aulas, falam para os alunos do alto da sua soberba e os estudantes, atónitos, não percebem palavra do que o homem diz. Metade desiste e a outra metade faz um enorme esforço. No final, a taxa de reprovação é esmagadora e a culpa, obviamente, não é do génio. São os alunos que não se esforçaram por aprender. O problema é que Portugal não é uma cadeira de uma qualquer licenciatura nem os portugueses uma mera turma de universitários.

 

Ao princípio pensei que o problema do Governo era a comunicação. Hoje, sinceramente e sem meias palavras, percebo o erro. A questão é outra. Temos um Governo, legitimamente eleito pela maioria dos portugueses que expressaram a sua vontade votando no PSD e no CDS, completamente refém de um ministro das finanças e sua “tropa de elite técnica” desfasados da realidade. Não conhecem o país, não conhecem os portugueses e do pouco que não ignoram, detestam profundamente. No fundo, no fundo, nós metemos-lhes asco. Para eles, somos nós que estamos mal, que estamos errados, que somos umas nulidades.

 

A maioria dos portugueses acreditou em Pedro Passos Coelho. Na suas ideias, na sua forma de estar e na esperança que transmitia. Foi nele que os portugueses votaram. Não foi em nenhum Gaspar. Foi nele que depositámos o nosso futuro. A esmagadora maioria dos portugueses sabia, perfeitamente, quem foram os culpados da situação em que Portugal se encontrava em 2010 e disso deram a devida nota nessas eleições. Os portugueses sabiam, que ninguém se iluda, que a situação que Pedro Passos Coelho iria encontrar seria bem pior do que aquilo que nos fora contado. Sabiam, não façam dos portugueses nem burros nem tolos. Até podem aparentar, fruto de cedo terem aprendido que, em relação a certas espécies, é conveniente alguma dose de manha. A Pedro Passos Coelho só se pedia seriedade e competência. Não era pouco. Era o necessário para salvar os dedos.

 

Por isso mesmo, a maioria dos portugueses que ontem foi para a rua, fizeram-no como um aviso. Um último aviso. A quem? À troika? Não, essa é menor nesta equação. Ao Governo? Não, esse não conta para este campeonato. Ao Presidente da República? Não, esse, para mal de todos nós, deixou de existir no dia em que se lamentou da sua reforma. Não, a maioria dos portugueses foi para a rua dar um último aviso a quem pode, ainda, resolver: Pedro Passos Coelho.

 

Os portugueses, a maioria, não quer eleições. Não acredita que Seguro seja solução e teme soluções radicais. Estamos mal, muito mal mas, felizmente, ainda estamos vivos.

 

Desta vez, foram pacificamente para a rua por ainda lhes restar um mínimo de esperança. A esperança de que Pedro Passos Coelho assuma que é ele o Primeiro-ministro de Portugal, que é ele que comanda a Nação e é dele a responsabilidade primeira. A ele cabe escolher ministros políticos para fazer política e técnicos competentes para auxiliar os políticos a executar as medidas necessárias para recuperar a economia e, com ela, a criação de postos de trabalho, de riqueza. Só dessa forma se pagam dívidas. E só dessa forma, quem nos emprestou volta a ter esperança de receber. O pior para os credores é o incumprimentos ou os perdões de dívida...

 

Caso contrário está tudo perdido. O Governo irá cair, Portugal mergulhará numa das piores crises políticas e económicas da sua história. Os portugueses não iriam perdoar nem ao PSD nem ao CDS e o castigo nas urnas, já em outubro, seria exemplar. Será o princípio do fim. Sem perdão.

 

 

 

Humildade

Francisco Castelo Branco, 21.09.12

Uma das qualidades que mais admiro em Passos Coelho é a sua honestidade. Tanto a nível pessoal como político. Às vezes é dificil despir o fato de Primeiro-Ministro e não mostrar o homem por detrás do político. No entanto, este PM tem revelado enorme autenticidade. Isso tem a ver não só com as suas origens mas sobretudo com o facto de acreditar em valores e princípios. O facto de o Governo estar a ir para além da troika pode ser perigoso, visto que ainda vivemos num país onde os brandos costumes socialistas perduram. 

Ao contrário do que acontecia com Socrates, Passos Coelho não tem uma atitude arrogante. É bom que se bata pelo que é melhor para o país, mas é igualmente importante que oiça os vários sectores da sociedade. Esta frase proferida no debate quinzenal de hoje é a prova que Passos Coelho está aberto ao diálogo. Penso mesmo que esta questão da TSU será resolvida em concertação social e de modo a proteger aqueles que têm menos rendimentos. Apesar de algumas medidas excessivas, é verdade que o Governo tem adoptado uma postura de preocupação relativamente aos mais fracos. O problema é que muitas iniciativas passam ao lado e não são sequer notícia. Por exemplo, não me lembro da esquerda ter dito uma palavra que fosse sobre os impostos sobre os grandes rendimentos e bens de luxo.

O Rubicão de Passos Coelho

Filipe Miranda Ferreira, 10.09.12
 
O anúncio da última sexta-feira protagonizado por Pedro Passos Coelho foi um verdadeiro game changer político em Portugal. Se até aqui a Coligação PSD/CDS estava dependente apenas de si, a nível interno, e dos avanços e recuos europeus, a nível externo, desde sexta-feira que me parece que estamos perante uma nova realidade.
De uma só vez, afastou-se o PS do consenso necessário para que a aplicação do memorando da troika tenha sucesso, deu-se o pretexto para que a futura aproximação PS/BE seja uma realidade, conseguiu-se colocar contra o Governo a sua base eleitoral de apoio, abriu-se a porta para mais um parecer negativo do Tribunal Constitucional, aumentou-se a importância estratégica do PCP como última barreira à formação de uma maioria de esquerda e, last but not the least, deu-se um forte golpe na esperança dos portugueses, a quem se tem dito que o pior da tempestade já tinha passado e que estávamos a caminho de um porto de abrigo.
Continuo a acreditar que apesar das dificuldades este é o caminho que deve ser trilhado. A coragem de Passos Coelho de dar a cara a falar verdade aos portugueses deve ser louvada e é uma importante distinção dos anos de ilusionismo que todos queremos ver pelas costas. Importa agora esclarecer os portugueses sobre tudo aquilo que não foi falado com mais profundidade na intervenção de sexta-feira e acima de tudo, colocar o Governo, todo o Governo, a explicar aos portugueses o porque destas mudanças. Não pode existir espaço para hesitações. O momento é agora.

Eu digo as Más, Tu dizes as Boas ou Alguém Aqui é Imberbe

Maurício Barra, 07.09.12

A opção de Passos Coelho de ser ele "que dará as más notícias aos portugueses" começa a ter efeito.

Imediatamente após o BCE anunciar as novas disposições sobre a compra de dívida pública que, no caso de Portugal, poderão ser claramente vantajosas porque Portugal tem cumprido escrupulosamente o acordo com a troika - e só será elegível se o continuar a cumprir -, eis que aparece a dar a boa notícia... António José Seguro.

O PS que nos colocou na bancarrota tem a lata de "esquecer o passado" e aparecer como o informador de benefícios que são consequência da gestão do actual Governo. O Primeiro Ministro, esse, continua a dar-nos as más notícias das medidas que foi obrigado a impor aos portugueses para resolver que o PS nos deixou.

No Governo ainda ninguém reparou que não há percepção eficaz de uma política sem gestão eficaz de comunicação dessa política? 

Manta Rota

José Meireles Graça, 03.08.12

Com perdão da snobeira, não me passaria pela cabeça passar férias na Manta Rota. Nem aliás em nenhum outro sítio onde seja preciso disputar cinco metros quadrados para estender uma tolha para nela frigir em grande desconforto, com sérios riscos de aumentar as probabilidades de cancro da pele, e com prováveis infiltrações de areia nas partes pudibundas. Isto enquanto as crianças gritam, os banhistas espadanam água alacremente e não se dá dez passos sem ter que evitar a inevitável bola dos inevitáveis desportistas.

 

Mas isto sou eu. Passos Coelho sempre foi, parece, para a Manta Rota em gozo de férias, pelo que presumo gosta. E pelos vistos gosta o suficiente para acrescentar ao incómodo que eu teria e ele não tem a curiosidade pública, os guarda-costas, as fotografias e filmagens indiscretas, e as reportagens tolas.

 

Numa destas reportagens, na Sic-N, uma popular insurgia-se contra a guarda policial, dizendo irada: Quem julga ele que é? Não é mais ca nós!

 

Olha, ó minha concidadã regateira: o teu "nós", pela aragem, deve ser o "nós" do BE ou do PCP. Porque confundes o teu direito de voto, que é como deve ser igual ao de Passos e ao meu ou qualquer outro, com o tratamento igual de situações desiguais: ninguém te quer agredir, ou insultar, ou atacar, ao contrário do que acontece ao PM.

 

Ignoro se Passos quis marcar um ponto político, dizendo ao eleitor comum: não sou diferente de ti. Ou insistir no seu direito a não alterar os hábitos por causa da sua nova condição.

 

Espero que não seja o primeiro caso, ainda que tivesse a minha admiração pelo sacrifício; no segundo tê-la-ia pela teimosia.