Segunda-feira, 9 de Abril de 2012
por Maurício Barra

Não havia necessidade de o Primeiro-Ministro e o Ministro das Finanças (e Miguel Relvas, e Maria Luís Albuquerque) transmitirem coisas diferentes sobre a data em que terminará o corte parcial do décimo terceiro e décimo quarto mês  da função pública;

Não havia necessidade de sabermos por Francisco Louçã que a Maternidade Alfredo da Costa vai encerrar ( ? );

Não havia necessidade de ouvirmos, de membros do Governo, datas diferentes sobre o regresso de Portugal aos mercados financeiros.

Há sim, a necessidade de o Governo não se desgastar em assuntos colaterais que se transformam em problemas políticos, simplesmente porque não tem uma estratégia de comunicação.

Não se ganham jogos na bancada.

Com a máquina comunicacional e mediática que Sócrates andou pacientemente a construir durante três anos e está ainda parcialmente instalada no terreno, o que Passos Coelho deve fazer é garantir uma "imagem segura" - mostrar aos portugueses que sabe o que quer, que sabe como o fazer e que tem determinação para o fazer – liderando a comunicação dos actos do seu Governo.

Se bom senso e determinação são as duas condições necessárias e suficientes, as duas, sem a comunicação adequada... não valem nada.


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