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Forte Apache

O PS e a privatização dos CTT

Alexandre Poço, 25.07.13

No governo, em 2011, o PS negociou e colocou no memorando de entendimento a privatização dos CTT (ponto 3.31 do memorando). Hoje, ao fim de dois anos, o governo aprovou, em Conselho de Ministros, o processo de privatização dos CTT. De imediato, o Partido Socialista manifestou-se contra a privatização, afirmando que esta "lesa os interesses nacionais". Se o discurso é inovador, parece vindo do PCP ou da CGTP, a atitude é coerente. Coerente com o comportamento que o PS adoptou nos últimos 2 anos nas relações com a troika - que chamou - e com o memorando - que negociou, assinou e ainda, propagandeou. 

I wonder why, senhores pilotos...

jfd, 19.09.12

Os mais recentes desenvolvimentos na privatização da TAP estão a deixar os pilotos preocupados. Para estes trabalhadores, que reclamam ter direito a uma participação no capital da transportadora aérea, as desistências do grupo IAG e da colombiana Avianca Taoa mostram que a companhia nacional "tem mais problemas do que aqueles que são dados a conhecer aos portugueses". Restam três investidores na corrida à compra da TAP, que o Governo quer fechar este ano.

De braços abertos!

jfd, 03.08.12
E foi aprovada em CM a privatização da nossa empresa de aviação de bandeira:

O Conselho de Ministros aprovou a operação de reprivatização da TAP Transportes Aéreos Portugueses, S.A., (TAP) através da reprivatização do capital social da TAP - Transportes Aéreos Portugueses, SGPS, S.A. (TAP - SGPS, S.A.).

Neste processo de reprivatização está em causa uma empresa que apresenta forte ligação ao país, ligação essa que importa manter, afigurando-se por isso relevante privilegiar a manutenção do seu pendor característico enquanto "companhia bandeira".
Esta operação, ao incidir sobre o capital social da própria sociedade gestora de participações sociais do Grupo TAP, assenta numa estratégia integrada de alienação, que se considera especialmente adequada a potenciar a maximização do valor da TAP.

O modelo adotado para esta operação de reprivatização visa potenciar a participação e o investimento de um ou mais interessados que venham a tornar-se acionistas de referência no capital social da TAP - SGPS, S.A.

O processo de reprivatização do capital social da TAP - SGPS, S.A., integra duas fases:

- A reprivatização, constituída por uma ou mais operações de aumento de capital da TAP- SGPS, S.A., a subscrever por um ou mais investidores, bem como pela alienação de ações representativas do capital social da TAP - SGPS, S.A., a um ou mais investidores;

- A reprivatização constituída por uma oferta pública de venda de ações representativas do capital social da TAP - SGPS, S.A.
As operações previstas nas duas fases podem ser efetuadas total ou parcialmente, numa ou mais vezes, simultaneamente ou em momento anterior ou posterior entre si.

As operações realizadas no âmbito da fase de reprivatização referida em primeiro lugar seguem a modalidade de venda direta a um ou mais investidores que, em resultado da mesma, venham a tornar-se acionistas de referência da TAP- SGPS, S.A..

A fase de reprivatização referida em segundo lugar realiza-se mediante oferta pública de venda de ações representativas do capital social da TAP - SGPS, S.A., reservadas para aquisição por parte dos trabalhadores.

Da novela "o pavilhão dava lucro"

Alexandre Poço, 27.07.12

Andam por aí algumas almas a dizer que o governo não devia ter vendido o Pavilhão Atlântico, pois o mesmo dava lucro. Ora, como nestas coisas a matemática não engana - só para quem prefere enganar os outros - vejamos:

 

Preço de custo do pavilhão (investimento inicial) - 50 milhões de euros

Rentabilidade - 200 mil euros/ano

 

Como todos podem constatar, era lucro até dizer chega.