Segunda-feira, 23 de Janeiro de 2012
por Fernando Moreira de Sá

 

O que faz do Barcelona grande é a sua afición, a sua história e a forma como trata os seus.

 

O Real Madrid não se compara. De clube protegido de Franco a preferido dos grandes milionários do betão espanhol, o Real foi crescendo a ritmo semelhante ao dos Ferrari nas garagens de novos-ricos e outros patos bravos. O Barcelona é alma. O Real é endinheirado. E José Mourinho, o treinador de futebol que mais admiro e que mais me emocionou quando foi treinador do meu Porto, cometeu um erro trágico quando rumou a Madrid. O seu clube, em Espanha, só podia ser o Barça. Nunca o Real. Provavelmente, Mourinho só se apercebeu a sério do erro hoje, quando foi assobiado pelos adeptos do Real. 

 

Que diferença para a paixão dos adeptos do Porto, do Chelsea ou da Inter. Estes sempre o idolatraram. Sempre souberam que ele era mesmo especial. Um líder que transforma jogadores vulgares em craques, que os leva a encontrar génio onde ele não existe. Ora, o Real é o oposto disso. O Madrid compra génios, não os cria. É tudo uma questão de dinheiro. Uma mala de massa e aqui vai disto. Dirão os críticos que Mourinho é assobiado em Madrid merecidamente pois não ganha ao Barça. Ingenuidade pura. 

 

Não é por causa de Mourinho que o Real não ganha ao Barça. O Real não ganha por um motivo muito simples: não ser especial. Mesmo tendo como treinador o Special One. Ao assobiar o seu treinador apenas está a mostrar a soberba de quem julga que o dinheiro tudo compra. Não, não compra mística e essa existe em grande quantidade no seu rival.

 

Enquanto os adeptos do Real assobiam o treinador, muitos em Manchester esfregam as mãos de contentamento. Assobio atrás de assobio e o avião da BA prepara o voo de regresso do Special One…


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