Domingo, 29 de Janeiro de 2012
por Fernando Moreira de Sá

 

Na minha rua existia um tipo que conseguia fazer trinta por uma linha sem nunca arcar com as consequências. Um habilidoso. Foi dele que me lembrei quando vi a arbitragem de Bruno Paixão. Uma vez, num jogo contra o Campomaiorense fiquei de cabeça perdida. Se visse o Paixão a atravessar a rua era menino para me desgraçar. Desta vez deu para me rir.

 

Nos tempos que correm, mais vale rir. O Paixão não passa de um enganador. Como todo o incompetente, o Paixão não passa de uma espécie de "moleque" habilidoso. Aproveitando uma noite má da equipa do F.C. Porto, o Bruno não se conteve e aproveitou para agradar à sua Paixão. Como todo o homem apaixonado, este enganador entusiasmou-se e toca a roubar como se não houvesse amanhã. Não foi por isso que o meu Porto perdeu. Ajudou.

 

Mesmo assim, não estou furioso. Pelo contrário. De vez em quando temos de perder para que o adversário consiga ganhar qualquer coisa. Nos últimos trinta anos é tão raro o Benfica ganhar que, de quando em vez, até é bom. Serve para aumentar a competitividade e aliviar os seis milhões. Além disso, devemos ser tolerantes com enganadores como este Bruno. No final de contas, está só a demonstrar a sua paixão...


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