Sábado, 29 de Dezembro de 2012
por Fernando Moreira de Sá

Vocês sabiam que a RTP Porto significa a criação e manutenção, a Norte, de trabalho qualificado em áreas tão díspares como a electrónica e as telecomunicações, a informática, a cenografia, o teatro, o cinema, a produção de televisão, a comunicação audiovisual ou o design de comunicação? 


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Quinta-feira, 27 de Dezembro de 2012
por Fernando Moreira de Sá

Vocês sabiam que no ano de 2011, uma reduzida equipa de produção de entretenimento da RTP Porto, produziu 60% do tempo de emissões em directo de programas de entretenimento de televisão, difundidos no canal 1 e na RTP Internacional (com destaque para a “Praça da Alegria”), correspondentes a um total de 878 horas de programas em direto produzidos para as antenas da RTP (média mensal de 73 horas e 10 minutos), entre programas diários e de fim-de-semana?

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Segunda-feira, 24 de Dezembro de 2012
por Fernando Moreira de Sá

Sabiam que em 2011, a reduzida equipa de produção rádio da RDP no Porto, (composta por quatro profissionais), produziu 801 horas de programas (média mensal de 66 horas e 45 minutos), correspondentes a programas regulares (diários e semanais) para a Antena 1 e Antena 3. Acresce a esta, a produção regular e excepcional de conteúdos multimédia, para a Internet, e de programas especiais para as diversas antenas da RDP e de locuções de apoio para a RTP N/RTP Informação.

 

Bom Natal.

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Domingo, 23 de Dezembro de 2012
por Fernando Moreira de Sá

Sabiam que o Centro de Produção Norte da RTP (rádio e televisão) foi, de todas as estruturas do universo RTP, a que mais pessoal reduziu ao longo dos últimos anos? 

 

Só no último plano de saídas voluntárias, executado em finais de 2011, saíram 10% dos trabalhadores do Centro, deixando várias áreas de apoio técnico completamente desguarnecidas e a obrigarem os trabalhadores que ficaram a esforços suplementares consideráveis.


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Sábado, 22 de Dezembro de 2012
por Fernando Moreira de Sá

Vocês sabiam que a RTP Porto, em termos de televisão e rádio, serve 40% da população portuguesa e que o conjunto dos seus colaboradores apenas representam 15% dos colaboradores da RTP? Ou seja, fazem muito mais por muito menos?

 

 

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Sexta-feira, 21 de Dezembro de 2012
por Fernando Moreira de Sá

Vocês sabiam que cada "Portugal no Coração" custa mais 1100 euros, por programa, que o "Praça da Alegria"? Ainda por cima, enquanto o "Praça da Alegria" são três horas em directo, o "Portugal no Coração" são apenas duas?

Se é para poupar, então o caminho é outro: o regresso do "Portugal no Coração" ao Centro de Produção do Porto.


A desculpa de tirar o "Praça da Alegria" do Centro de Produção do Porto por motivos económicos é completamente falsa. Além de ficar mais barato à RTP produzir o programa no CPP, se o "Portugal no Coração" regressar ao CPP, a poupança seria enorme. Em suma, vão ter de melhorar o spin pois, até agora, tem sido "cada tiro, cada melro"...


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Quarta-feira, 19 de Dezembro de 2012
por Fernando Moreira de Sá

 

 

Amanhã, dia 20 de Dezembro, os trabalhadores da RTP Porto realizam uma vigília em frente às instalações da RTP no Monte da Virgem, pelas 19h. Infelizmente, a essa hora, estou em Vigo e não posso estar presente. Nem adiar. Caso contrário estaria presente, com a família e amigos.

 

O Alexandre, aqui no Forte Apache, escreveu sobre o tema com algum sarcasmo. O mesmo que encontrei nalguns outros poisos das redes sociais. Poucos, é certo. Como tenho enorme respeito pelo Alexandre e sempre defendi a liberdade de expressão, não vou criticar o seu escrito. Vou, isso sim, explicar o que está em causa. Mesmo depois de já ter escrito sobre o tema, também no Forte Apache.

 

A questão do "Praça da Alegria" não se coloca no âmbito da maior ou menor qualidade do programa. Nem a comparação com o "Câmara Clara" é aqui chamada. Não. A verdadeira questão é outra. O esvaziamento, constante, do Centro de Produção do Porto (e aqui Porto deveria ser substituído por Norte). Em termos de produção, retirar o "Praça da Alegria" é o mesmo que decapitar o CPP. Numa altura em que se discute tanto economia, esta decisão é estranha (e estou a ser simpático). Basta ler o estudo publicado a 6 de Setembro no Jornal de Negócios. Permite-me, Alexandre, que cite uma parte fundamental do mesmo:

 

O entretenimento é deficitário", um artigo do Jornal de Negócios de 6 de Setembro deste ano, fazendo contas à rentabilidade dos programas da RTP, apontava dois formatos-chave produzidos na RTP Porto (Jornal da Tarde e Praça da Alegria) como estando no "top três" dos mais rentáveis do serviço público de televisão.
Em 2011, o Jornal da Tarde gerou um lucro de 8.58 milhões de euros de lucro enquanto a Praça da Alegria gerou 3.88 milhões de euros (no total de ambos, a RTP Porto gerou um balanço positivo de mais de 13 milhões de euros).
Note-se que, no caso da Praça da Alegria, o programa surge mesmo em claro contraciclo relativamente aos formatos de entretenimento.



Além disso, vamos a outros factos. Ao longo dos últimos meses, a Administração da RTP tem vindo a encerrar várias delegações, sejam elas referentes a televisão ou a rádio (outro caso de lógica duvidosa foi o encerramento da delegação da RDP em Braga). Já para não falar no esvaziamento do CPP, ao longo dos últimos anos, contrariando a lógica financeira - aqui tanto na área da programação como na da informação. É todo este somatório de atitudes, de decisões, que leva a este "levantamento" na questão do "Praça da Alegria" e, aqui chegados, somos confrontados com algo que o Alexandre bem conhece, fruto da sua actividade profissional (onde é um dos melhores): o spin.


Quando a Administração da RTP decide retirar do CPP o citado programa, faz algo extraordinário: justifica-se afirmando que o vai substituir por um "grande projecto". Na nossa linguagem profissional a coisa pode traduzir-se assim: "vamos retirar o programa mas.....mas....não vamos decapitar a RTP Porto, não, que ninguém pense semelhante pois até temos um grande projecto para a RTP Porto". Sobre o mau spin nem preciso de me repetir, já disse tudo o que tinha para dizer no meu outro post. Tretas. Só não vê quem não quer.


O que não esperava a Administração da RTP, pensando que atirar para o ar a ideia desse "grande projecto" era bastante, foi a reacção da sociedade civil do Norte. Confesso, até eu, quando escrevi sobre o tema, estava irritado com o silêncio de muitos responsáveis da Região. Foi com agrado e alívio que logo no início desta semana assisti à posição do PSD Cidade do Porto, de Braga 2012, do Carlos Abreu Amorim, do Presidente do Grupo Parlamentar do PSD. Eles juntaram-se às vozes de Luís Filipe Menezes, do Vice-presidente da Câmara de Santa Maria da Feira, dos deputados do PS do Porto, entre outros. Até a Distrital do Porto do PSD se envolveu. Um após outro, fizeram ouvir a sua voz. Chamo a atenção para a reacção dentro do PSD por ser o principal partido do Governo, o que valoriza a "causa". 


Pensar, Alexandre, que tudo isto se resume ao "Praça da Alegria" é um erro de análise. Não, é apenas simbólico. O que aqui está em causa é o CPP, é existir serviço público de televisão a Norte (ainda por cima quando fica mais barato ao Estado); é ser sempre o Norte. Sempre. É, igualmente, o quererem fazer de nós parvos com tiradas como a do "grande projecto". De falsos "grandes projectos" já nós estamos vacinados. Olha, Alexandre, é tão simbólico como foi, naquele tempo, o Coliseu do Porto. O que estava em causa não era o Coliseu passar a ser local de culto de uma qualquer igreja. Era aquilo que representava a "instituição Coliseu do Porto" para todos nós. Como agora, o que está em causa não é o "Praça da Alegria", é o que representa o CPP para o Norte.


Termino, fazendo minhas as palavras do insuspeito Nuno Gouveia:


Ainda ninguém percebeu o que vai acontecer à RTP. Tantos foram os modelos apresentados que é difícil tentar adivinhar qual o rumo que o governo pretende implementar. Se há processo mal gerido (e haverá outros), o caso da RTP afigura-se um exemplo da má estratégia de comunicação e de falta de clareza de posições. Pior, as últimas notícias sobre o possível comprador dos 49% (e que me parece um péssimo modelo) não são nada simpáticas para isto tudo. Mesmo quem é a favor da privatização da RTP só pode torcer o nariz a esta confusão toda. Resta esperar que no fim o governo surpreenda. Confesso que não tenho grandes expectativas.


Se, pessoas como o Nuno Gouveia, o Ricardo Almeida, o Luís Montenegro, o Carlos Abreu Amorim ou eu, que sempre temos estado na primeira linha de apoio ao Governo na maioria das matérias, estamos agora a defender o CPP da RTP, não é por mero capricho ou por uma qualquer "paixão assolapada" pelo "Praça da Alegria". Não. É para evitar um erro. Um grave erro.


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Segunda-feira, 17 de Dezembro de 2012
por Fernando Moreira de Sá

Depois do que escrevi sobre o tema, nada como ler o que escreveu Nuno Azinheira, no DN:

 

Acontece, porém, que, como têm notado muitos ilustres cidadãos do Norte do País, o programa de Jorge Gabriel e Sónia Araújo é já o último reduto da RTP onde entram convidados de fora da grande Lisboa. Com a passagem do Portugal no Coração para a capital, a Praça da Alegria ficou sozinha nessa batalha contra o centralismo lisboeta, uma das missões do serviço público de televisão. Trazê-la de novo para Lisboa significa prescindir dessa gente, dessas tradições, de outras cores, de outros talentos, de outros sotaques.

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Sábado, 15 de Dezembro de 2012
por Fernando Moreira de Sá

 

 

Eu não tenho nada contra as Casas de Pasto, bem pelo contrário. Só não confundo alhos com bugalhos. Acredito que Alberto da Ponte perceba bastante de gestão e de fornecimento de águas e cervejas às “Casas de Pasto”. Já no que toca a administrar a RTP, as minhas dúvidas crescem de dia para dia.

 

Vamos por partes.

 

Sou insuspeito: apoiei o PSD nas últimas legislativas e sempre defendi que não se justifica ter dois canais públicos em sinal aberto. Ou seja, nem sou da oposição nem contra, em parte, a privatização ou encerramento de parte do universo RTP/RDP. Melhor, a minha ligação ao Porto Canal aconselha silêncio e até agrado. Só que não embarco em “tangas”.

 

Reparem neste pormenor delicioso: “Porto perde Praça da Alegria e ganha grande projecto”. Pelo amor da santa, caro Alberto da Ponte, esse tipo de spin é “gato escondido com o rabo de fora”. Pior, é “rabo escondido com o gato de fora”. Verdadeiramente confrangedor e amador.

 

Se querem fechar a RTP Porto tenham tomates, porra! Sejam corajosos e digam-no de uma vez por todas e deixem-se de floreados. O Norte já não se espanta. Quem não se lembra da “nacionalização” da NTV? Quem já esqueceu a partida dos Bancos? Da Bolsa? Sempre com promessas, ao mais puro estilo spin, de grandes projectos a caminho?

 

Outro grande momento de comunicação de vão de escada: “a medida surge no âmbito do ajustamento dos vários centros de produção da RTP” e, cereja no topo do bolo, “mantendo-se a importância da vertente informativa do centro do Monte da Virgem”. Tudo isto dito e escrito sem se rirem. É obra.

 

A verdade é outra. Depois de muito pensarem, sempre na óptica de gestão de vendas a “Casas de Pasto”, concluíram com elevada inteligência: “cortes a Norte que os gajos são mansos”. Em Lisboa a coisa pia mais fino, “até nos cruzamos com a maralha na Bica do Sapato e pode ser feio”.

 

Todos sabem que produzir no Monte da Virgem é mais barato. Todos sabem que os cortes realizados, no passado, na RTP Porto já a deixaram com parcos meios. Todos sabem que na RTP Porto se faz das tripas coração para conseguir realizar um, sublinho, excelente trabalho. Por isso, como prémio, levem lá mais um corte. Mais, como prenda de Natal, nada como decapitar a RTP Porto.

 

Esta afronta e desrespeito aos profissionais da RTP Porto é vergonhosa. Porém, não me revolto com Alberto da Ponte, mesmo que o seu spin seja amador – pelo menos serve para uma pessoa se rir.

 

A minha revolta vai para a passividade dos poderes da Região, para os mansos. Tirando Luís Filipe Menezes e Emídio Sousa (Santa Maria da Feira), reina o silêncio entre os autarcas e os principais representantes dos poderes (será que ainda existem poderes aqui?) do Norte. O Norte está manso e quando assim é, qualquer caniche nos ferra nas pernas. Olhem para cima, vejam o que se passa na Galiza, aprendam! Olhem para o FC Porto e, nos últimos anos, o SC Braga e percebam!

 

Depois do fim da RTP Porto, o que fica? O JN e o Porto Canal. Nada mais. E que apoios, dos principais actores da Região, são dados a estes dois órgãos de comunicação social do Norte com expressão nacional? Olhem, no caso do Porto Canal teve de vir o FC Porto em socorro, vejam bem. Eu pergunto, depois disto, que resta ao Porto e ao Norte para se fazer ouvir? O que resta? Será que queremos ser meros pedintes do centralismo que nos asfixia? Será que queremos continuar a ser tratados como coitadinhos? Será que não percebem que a informação, melhor dito, os meios de comunicação, são um dos mais importantes poderes?

 

Já o escrevi uma vez e repito, isto ainda vai acabar mal.

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