Quinta-feira, 26 de Janeiro de 2012
por João Gomes de Almeida



Sou de São João da Madeira, nascido e criado. Seria pois natural que perante o post do Alexandre no 31 da armada, rápidamente me subisse o espírito bairrista e viesse argumentar com todas as vantagens do "Turismo Industrial". Acontece que enquanto ser humano não o consigo. É absolutamente inacreditável que alguém ache que no século XXI consegue atrair o "turismo" com visitas a fábricas. Por definição é parolo e absolutamente provinciano.

 

Como o Alexandre sugere no seu post, se querem turistas invistam na cultura - mas na verdadeira cultura. Cultura que existe um bocadinho apenas em São João da Madeira (ainda que muito pouca e atabalhoadamente). Mas que não existe em absoluto na esmagadora maioria das cidades portuguesas, em que as autarquias esbanjam milhões a promover o folclore, o toucinho, trajes regionais, cantores pimba nas festas populares, "espécie" de teatro main stream, livros de autores locais financiados pelas autarquias que em nada acrescentam à cultura e actividades que servem para dar uns cobres e prestígio "na terra" aos "artistas da região", que na maioria das vezes não são conhecidos fora da região porque efectivamente não têm qualidade para tal.

 

E de quem é a culpa? Das populações pouco instruídas, sem dúvida. Mas principalmente dos titulares autárquicos das pastas da cultura, que na maioria das vezes pecam por falta de mundo, cultura, visão e coragem necessária para fazer iniciativas diferentes e com verdadeiro valor cultural. Fossem mais criativos e vanguardistas, menos bairristas e fechados, e todos seríamos um bocadinho menos parolos. 


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