Quarta-feira, 30 de Janeiro de 2013
por Carlos Faria

Já me habituei que existe um tratamento diferencial na cobertura jornalística nacional dos problemas insulares face aos que se passem no território do Continente, tal como já me habituei a que os problemas no estado social, quando gerido por socialistas, merecem menor atenção do que quando geridos por governos sociais-democratas.

Imagine, que nuns Açores com um Serviço Regional de Saúde, onde o Executivo socialista chuta para as empresas públicas as dívidas da sua governação para se vangloriar perante Lisboa de ter um superavit nas suas contas públicas já houve 50 cirurgias canceladas só em Ponta Delgada, nomeadamente por dificuldades orçamentais.

Este hospital cobre uma população de menos de 150 mil pessoas, transponha a relatividade do problema para a dimensão de 9,5 milhões de habitantes do Continente e veja quantos cancelamentos o Serviço Nacional de Saúde teria efetuado e a dimensão do escândalo que seria.

É assim na prática, na terra do domínio quase absoluto do PS, que está defendido o serviço público... mas o perfume inebriante da rosa cala a desgraça.

 


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Segunda-feira, 14 de Janeiro de 2013
por Alexandre Poço

Sobre o internamento de Mário Soares, Daniel Oliveira diz que "quem aproveita a hospitalização de um homem para o combate político, quem aproveita a fragilidade física de um adversário para o atacar, tem apenas um nome: é um cobarde". Não sei onde é que Daniel Oliveira criou este filme, provavelmente deve ter escrito o texto à hora dos Globos de Ouro e sentiu-se inspirado pela ficção que lhe chegava pela televisão. Ninguém se "aproveitou" da ida de Mário Soares a um hospital para fazer política, nem mesmo José Manuel Fernandes que também é citado no artigo de Daniel Oliveira. O que muita gente constatou é que Mário Soares, que tanto louva as virtudes dos serviços públicos e do Estado Social, na hora de escolher um sítio para recorrer a serviços de saúde, foi aos privados. Talvez o Estado Social seja melhor para os outros. É claro que o Pai do regime está no seu livre direito de ser tratado onde quer. E honestamente, desejo-lhe as melhoras e recuperação rápida. Não há "combate político", nem Mário Soares - já na reforma - é um "adversário". Não entendo, portanto, o moralismo com que Daniel Oliveira quer incensar o tema, acusando de "cobarde" quem se limitou a apontar um facto evidente: na hora de problemas com a saúde, todo o socialista passa a gostar da saúde privada. Apenas isto, não há espaço para drama, caro Daniel Oliveira. 


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Quinta-feira, 11 de Outubro de 2012
por Fernando Moreira de Sá

Em pleno final de Julho fui informado que tinha de ir à faca. Um tipo quase a chegar aos 40 e fica a saber que tem de tirar peças. Eu que nunca tinha levado sequer um pontito quanto mais. Ainda por cima, em final de Agosto.

 

A minha vesícula estava pela hora da morte. Uma verdadeira pedreira. Fosse ouro e o Ministro das Finanças sempre tinha uma hipótese de combater a dívida. Além disso, o meu rim também andava com ideias e de pedreira instalada.

 

Os homens, como bem sabem, são mais florzinhas nestas coisas de saúde. Uns “paridos” como se diz na terra da minha mulher. Eu não fujo à regra. Primeiro, disse que sim ao médico mas, depois de uns dias sem dores, já andava à campeão e a dizer que afinal não era caso para tanto. Uma ida a Santiago e uma valente dose de tapas resultaram numa noite e manhã de desgraça.

 

Fui à faca. Sem dó nem piedade, lá se foi uma peça. Agora que as dores desapareceram com a retirada da vesícula e o rim acalmou (espero que não seja leitor de blogues nem tenha facebook ou ainda se lembra...), faltam umas palavras de agradecimento a quem de direito. Ao Hospital da Boa Nova do Grupo Trofa Saúde que me tratou de forma exemplar. Ao Dr. Carlos Mexedo e toda a sua equipa, inexcedíveis. E à Dra. Luísa Vilela, foi uma verdadeira amiga algo que nunca esquecerei. 


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Quinta-feira, 4 de Outubro de 2012
por jfd


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Sábado, 1 de Setembro de 2012
por Alexandre Poço

A ladainha progressista, única detentora de consciência social afirma, com o seu ar indignado, que o governo - este maldito governo - está a destruir todos os sistemas sociais, com políticas que dizem draconianas e levadas a cabo com um único fim: entregá-los aos privados (ler "privados" com o asco de Alegre, Louçã e Santos Silva). Na Saúde, dizem, "vai tudo de mal a pior". E quando querem atingir o clímax lembram os atestados de pobreza, outrora necessários para ter acesso a cuidados de saúde. O ministro da Saúde é um emissário da saúde privada, protestam enquanto levantam bandeiras e cumprimentam os camaradas das comisões de utentes. No próximo cordão humano à volta de uma qualquer unidade hospitalar ameaçada pelo satã liberal, estou certo que qualquer cidadão comum - pertencente ou não às democráticas comissões de utentes - levantará uma tarja em que Paulo Macedo será caracterizado como "Macedo, o terrível". E enquanto gritam, insultam e enganam os incautos, não dizem uma palavra sobre o pagamento da dívida do SNS. Porque para tais alminhas pagar dívidas é como o emigarado disse: "ideia de criança". Porém, no mundo real - aquele que nada diz às comissões de luta - elas têm de ser pagas para garantir a continuidade dos serviços. Será pois de estranhar que não ouvi ninguém, nem bastonário, nem sindicatos, nem oposição comentar este facto: Ministério da Saúde ultrapassa os 1,3 mil milhões de dívidas pagas

 

PS - E quanto aos tão badalados cortes na saúde, fica o seguinte: "Em comunicado, a tutela afirma que este reforço orçamental extraordinário "elevou o orçamento do SNS em 2012 para os valores mais elevados de sempre, atingindo-se o patamar de 9,6 mil milhões de euros"."


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Sexta-feira, 31 de Agosto de 2012
por Carlos Faria

A notícia de que o atual Ministério da Saúde já pagou mais de mil e trezentos milhões de dívidas do Serviço Nacional de Saúde (SNS), mantendo em simultâneo a política de contenção de despesas, mostra bem como o Governo de Passos Coelho trabalha para a sustentabilidade e manutenção em Portugal do SNS.

É a pagaro que se deve (mesmo que tenham sido outros a fazer as dívidas) e a criar sistemas económicos sustentáveis que se garante o futuro do Estado Social, da Educação e do SNS.

Infelizmente, esta notícia não tem a mesma repercussão nos mídia que qualquer corte racional numa despesa pública, ao contrário dos protestos dos interesses instalados e daqueles para quem não importa olhar os custos a curto prazo para se tornarem simpáticos aos olhos do público, mas que comprometem a qualidade de vida das futuras gerações.


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Sábado, 28 de Julho de 2012
por Joana Nave

Distinguir a realidade da ficção pode ser uma odisseia bem complexa para o ser humano. Desde pequenos somos motivados a desenvolver a nossa criatividade e imaginação. Ao longo da vida a originalidade é premiada com louvor e glória. Se queremos ir mais longe, temos de ser mais ousados, mais afoitos, mais criativos. Criar é assim um acto de tornar em matéria um simples pensamento, que surge na nossa cabeça de forma mais ou menos espontânea. Parece pois absurdo que seja precisamente a imaginação desenfreada a causa de tantas doenças do foro psicológico. A panóplia de enfermidades é tão ou mais criativa que a própria imaginação: Esquizofrenia, Parkinson, Alzheimer, TOC (Transtorno Obsessivo-Compulsivo), Hipocondria, Narcolepsia, Bipolaridade, Anorexia Nervosa, Bulimia, apenas para nomear algumas.

A questão que me perturba é a forma como estas doenças são muitas vezes usadas com elevada inteligência pelos seus portadores, influenciando a realidade em que vivem e induzindo aqueles que os rodeiam. Confesso que tenho alguma dúvida em relação à cura destas doenças, pois uma mente perturbada muito dificilmente encontrará forças para se libertar ou será permeável a ajuda externa.

Há um filme que ilustra na perfeição este tipo de patologias neurológicas – “À la folie... pas du tout” de Laetitia Colombani, com Audrey Tautou e Samuel Le Bihan. O filme conta a história de uma jovem mulher (Angélique), artista plástica, com uma carreira promissora pela frente, que se apaixona por um homem casado (Loïc). Na mente de Angélique, Loïc corresponde ao amor que ela lhe tem, trocam presentes, planeiam uma viagem, mas ele não deixa a mulher e ela sofre com isso e espera… Enquanto espera, a sua obsessão leva-a a atropelar a mulher de Loïc, que espera um filho deste, e que Angélique julga o verdadeiro entrave à separação do casal. Quando vemos a realidade através da mente de Loïc tudo se torna claro e é bem visível a doença que perturba Angélique e a faz confundir a imaginação com a realidade, tornando-a perigosa, mas irresponsável pelos seus actos…


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Sexta-feira, 22 de Junho de 2012
por José Meireles Graça

Sou um dos poucos portugueses que não nasceram na Maternidade Alfredo da Costa, ao que me tenho apercebido pelos jornais.

 

Mas dos meus concidadãos que tiveram a dita de vir a este vale de lágrimas naquele excelso estabelecimento, uma parte apreciável gosta muito de causas, manifestações e indignações sortidas, e não vê assim com bons olhos que se lhes encerre o lugar onde tanto iluminado fortemente de esquerda viu a luz do dia; ou onde tanto bebé inocente foi tocado pela graça da generosidade pública com dinheiro do contribuinte.

 

Parto do princípio que aquele ministro com cara de quem acabou de cheirar lixo por recolher há semanas sabe que é possível, para atingir o mesmo resultado, fazer poupanças; ou desistir do mesmo resultado por não haver dinheiro para o pagar.

 

Entre o político e gente do teatro, que encena uma parte gaga com caixas e caixas de postais (14000) escolho o político.

 

No entretanto, vou dizendo a estas pessoas com um súbito ataque de devoção à correspondência epistolar: então e as árvores? 14000 postais devem consumir, creio, um roble de porte médio. Logo agora que tanta gente está em Copacabana  a salvar o planeta, e gente boa que não nasceu mas bem podia ter nascido na MAC. Está mal.

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Sexta-feira, 4 de Maio de 2012
por jfd

Como muitos portugueses é essa a minha orgulhosa naturalidade como freguês. A minha Maternidade Alfredo da Costa. Março de 76. Serviço excepcional, disse-me a minha mãe. Horas de emoção partilhadas com outros pais na sala de espera, contou-me o meu pai.

A própria nasceu em 1931. Teve remodelações. Mas já está velhinha. Mesmo com as obras e retoques recentes já não tem comparação à oferta que se lhe sobrepõe. O Ministério da Saúde, com o devido pragmatismo que lhe é devido, encara a distribuição do potencial actual pelas diversas estruturas que estão disponíveis pelo distrito. São cálculos que me fazem sentido nem que seja pelo necessário racionalizar de custos e potencialização de parques instalados e subaproveitados.

Claro que a paixão pela MAC poderia moldar a minha opinião. Mas antes de Alfacinha sou Português. E o encerramento de maternidades não pode acontecer e pelas mesmas razões, apenas fora de Lisboa. 

Toda uma reorganização da rede hospitalar do Serviço Nacional de Saúde está em curso. Temos de pensar o SNS ao nível dos distritos e ao nível do país e não ao nível das nossas conveniências, memórias ou emoções. Todos nós, como portugueses, estamos unidos na mudança para um horizonte com um futuro sustentável, socialmente justo e correcto.

Quando o Governo chumba projectos na AR, não o faz por ir contra o SNS, mas sim por saber que pode fazer muito mais por ele.

O PSD concorreu dizendo aos Portugueses que pretendia:

Reorganizar a rede hospitalar, desenvolvendo uma visão integrada e mais racional do sistema de prestação, que permita uma gestão mais eficiente dos recursos humanos

Reformar é difícil. Mas é necessário.

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Quarta-feira, 11 de Janeiro de 2012
por Mr. Brown

Por absurdo, podemos estar perante a pessoa mais rica do país que, para não passarmos por malucos, temos de lhe atribuir o direito de fazer hemodiálise de "borla" - e quem fala de hemodiálise falará de muitas outras coisas. Talvez se prestassem um bocadinho mais de atenção ao que Manuela Ferreira Leite diz percebessem o que está em causa: «O que não é possível é manter-se um Sistema Nacional de Saúde como o nosso, que é bom, gratuito para toda a gente. Para se manter isso, o Sistema Nacional de Saúde vai-se degradar em termos de qualidade de uma forma estrondosa».


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