Domingo, 10 de Junho de 2012
por jfd

Fico incomodado com a forma como se está subtilmente a querer fazer parecer que há uma revolta no lume, de um cozinhado que não passando das mãos de chefs de franjas agarradas ao passado não têm nem reflexo nas massas nem olhos naquilo que é presente nem futuro.

O pior é que esta gente, a bem ou mal, vai tendo espaço de antena para os seus pratos. Haja liberdade de expressão, dizem eles. Muito bem, concordo eu. Mas e que tal aquela liberdade da maioria de pessoas que se estão cagando para apelos velados de revolta e que querem apenas que o que agora sofremos valha de algo e passe depressa?

 

Nos jugulares é com os brandos costumes.

No cinco dias são surrealismos.

No arrastão, e aproveitando a legitimidade de outros que se dizem apartidários, apela-se à retirada do conforto ao Governo...


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Quinta-feira, 7 de Junho de 2012
por José Meireles Graça

 

Receita para uma tese fortemente apelativa: vai-se buscar estatísticas, factos históricos e tendências que a pareçam ilustrar; não se indicam as fontes e, se forem indicadas, não se vêem os números de muito perto, a fim de evitar explicações alternativas que se afastem da tese; confundem-se correlações com causalidades; junta-se alguma indignação  santimoniosa  (com perdão do barbarismo) - está pronto a servir.


Deixa-me experimentar:


Na década de 60, Portugal cresceu a taxas asiáticas, quase o dobro daquelas a que cresciam os futuros parceiros da CEE e da UE; não havia sindicatos independentes do Governo, nem salário mínimo, nem subsídio de férias, nem 13º mês, nem SNS, a escolaridade obrigatória era de apenas quatro anos, as taxas de escolarização no ensino secundário eram baixas, e baixíssimas no superior. Não havia liberdade de imprensa e os Sérgios Lavos da época estavam ou no estrangeiro, ou na prisão, ou calados.

Logo, como aquelas taxas de crescimento, que não tinham precedentes históricos, não foram, sequer de longe, aproximadas depois do 25 de Abril, nem serão no futuro até onde a imaginação alcança, permitam-me VV. Ex.ªs extrair triunfantemente a implícita conclusão:

O Salazarismo é melhor do que a Democracia.


Não, não extraio esta conclusão, que não faço cozinhados com ingredientes duvidosos. Mas com o que daquelas bandas se sugere para cozinhar os nossos problemas actuais, sei bem o prato que resultaria: o ajiaco cubano.


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Quarta-feira, 14 de Março de 2012
por Sérgio Azevedo

Santa Comba Dão lança marca "Salazar" para promover produtos locais. O excesso de provincianismo tem destas coisas e estas coisas são, normalmente, uma grande parvoice.


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Quinta-feira, 15 de Dezembro de 2011
por jfd

* ou Da demagogia de ocasião

 "Um país é feito de símbolos e datas como o 1º de Dezembro ou o 5 de Outubro fazem parte da nossa identidade.

Nem Salazar se atreveu a tocar no 5 de Outubro"

Lusa

sinto-me:

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