Uma medida de 2007 foi finalmente enviada aos sindicatos, sendo negociada no final da semana. Desejo eu que seja aprovada sem muita fanfarra.
Todos os professores contratados vão ter de passar a realizar uma prova de acesso à carreira, a partir de Janeiro de 2014. Além disso, só os professores com mais de 14 valores na prova são considerados como aptos e podem dar aulas.


Alguém deveria enfiar bem fundo o barrete.
Isto sim, é senso comum,
O advogado do Sindicato Espanhol de Pilotos de Linhas Aéreas, Sepla, Ignacio Gordillo, avançou que os trabalhadores da Iberia estão dispostos a cortar a sua remuneração em 51%, para “salvar a companhia”, noticiou o “Cinco Dias”.(...)
Vem aí o tsunami neo-comunista, para lutar contra o tsunami neo-liberal. Deve ser difícil, para qualquer okupa e indignado, não ficar entusiasmado. Mas vai-se ler e, ó miséria - então isto são revolucionários que se apresentem? “Creemos en la Unión Europea y en el euro”, explica Eliopoulos. “Creemos en una Europa unida basada en las sociedades y la unión de los pueblos y no en intereses individuales."
A "unión de los pueblos" não está mal, sempre faz lembrar a URSS; e espezinhar os "interesses individuales" também, o socialismo consiste nisso. Agora, o Euro não é a moeda do capitalismo por antonomásia? Mau, assim não vão lá. E depois, a coisa, para já, só diz respeito à Grécia, Itália, Espanha, Chipre e Portugal. Os franceses e alemães foram convidados mas "si vienen dispuestos a aceptar que esto no es una guerra de países sino de clases y no a imponer sus tesis..." - estamos conversados.
Como era mesmo? Uma terra sem aaamos/A Internacionaaal! Bons tempos.
P.S.: Descobri esta notícia através deste post da minha querida arqui-inimiga Joana Lopes.
Dirigentes sindicais custam 9 milhões
O número de professores destacados nos sindicatos é actualmente de 281,
dos quais 125 exercem actividade sindical a tempo inteiro e por isso não dão aulas
O Presidente dos EUA era Jimmy Carter, Leonid Brejnev reinava na USSR e o Presidente português chamava-se Ramalho Eanes. Este cavalheiro, "sindicalista" profissional desde 1979, liderou a "manifestação popular" contra o Ministro da Economia na Covilhã. Não faz outra coisa desde 1979...
Ficam as minhas dúvidas: os sindicatos demoram assim tanto a renovar os agitadores? Será que exerce alguma profissão desde os idos de 79? Os sindicatos estão tão mal que precisam de manter sempre os mesmos desde os anos 70? É que ser sindicalista não é uma profissão. É, isso sim, um serviço prestado temporariamente em prol dos trabalhadores, algo muito nobre e não uma espécie de "liderança dos ultras" de uma qualquer claque de futebol.
Um trabalhador da Carris decidiu não acarretar uma decisão da empresa e foi dispensado. Seja ou não esta a história, tenho eu utente, de arcar com as consequências de uma greve de um sindicato inconsequente?
E é assim que é suposto respeitar trabalhadores e as suas lutas?
No seguimento deste meu post, o que se seguiu nos dias seguintes foi interessante.
Fernando Pinto fez o seguinte comunicado: