Sexta-feira, 8 de Março de 2013
por Francisca Prieto

Desde há meia dúzia de anos que o governo permite que cada contribuinte possa doar 0,5% do seu IRS a uma instituição de solidariedade social que conste desta lista.

Assim:

- 99,5% irão para o Estado (em vez dos habituais 100%)

- 0,5% irão para a instituição escolhida

 

Para o fazer, basta escrever o número de contribuinte da instituição no Quadro 9 do Anexo H do Modelo 3. Desta forma, estarão automaticamente a oferecer 0,5% do valor do vosso imposto à instituição por vós seleccionada.

 

Do meu lado, porque é uma causa que me é querida, já tenho o donativo destinado à Associação Portuguesa de Portadores de Trissomia 21 (NIF 502 465 298). Mas, seja para esta ou para qualquer outra instituição, importa não deixar de o fazer. Porque é fácil e pode fazer toda a diferença.

 


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Sexta-feira, 14 de Dezembro de 2012
por Francisca Prieto

Estando ciente de que este espaço blogosférico não deve usado para fazer publicidade, dado o cariz cultural e solidário da iniciativa, atrevo-me a pegar no megafone e berrar aos sete ventos que:

 

Amanhã e Domingo, o Déjà Lu estará na Feira Solidária da APPT21, no Centro Nacional de Cultura (Chiado) com muitos (mas mesmo muitos) livros NOVOS a 3, 4 e 5 euros, e também livros usados em bom estado a 1 e 2 euros. 100% das vendas revertem para a instituição. 
Sábado, das 11 às 19.30, Domingo, das 12 às 17h. Entrada pelo Largo do Picadeiro, porta mesmo ao lado do café do Chiado, em Lisboa.

 

Óptima oportunidade para fazer umas sensacionais compras de Natal ao preço da chuva.


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Terça-feira, 13 de Novembro de 2012
por Fernando Moreira de Sá

 (foto do Jornal de Notícias)

 

A Anocas precisa de nós? Não.

 

A Anocas é uma criança. Para os pais um filho nunca é um adulto. É e será sempre uma criança, o nosso bebé. A Anocas, por acaso, é mesmo uma criança. De seis anos. Que vive, como ela o diz, com um Monstro Horrível.

 

Quem ainda não conhece a Anocas, está convencido que ela precisa de nós. Até ao dia em que a conhece. Em que olha para os seus olhos e neles vislumbra algo tão especial, tão estranhamente doce e fora deste mundo que nos leva a uma conclusão profundamente diferente: Não, a Anocas não precisa de nós. Somos nós que precisámos da Anocas.

 

Do seu olhar, da sua alegria, da sua vida.

 

Quando a minha Mafalda me disse, no alto dos seus nove anos de idade, que decidiu oferecer à Anocas o seu porquinho mealheiro, religiosamente engordado desde tempos idos, sem fazer a mais pequena ideia do valor do seu recheio, fiquei sem palavras. Quando a minha mulher me disse que tinha acabado de fazer uma transferência para a conta da Anocas, fiquei a matutar. E eu, que posso eu fazer para ajudar a Anocas?

 

A primeira vez que vi a Anocas fiquei profundamente perturbado. Foi, se a memória me não falha, no café Turista, na Maia. Vinha com a mãe, a Alexandrina, uma velha amiga de lutas passadas (naqueles tempos em que eu, como a Alexandrina e todas as gerações como a nossa naquelas idades, acreditávamos que íamos mudar o mundo) e as marcas do Monstro Horrível acompanhavam a sua bebé, a Anocas. Quando se vê uma criança assim fica-se impotente perante tudo o que nos rodeia. A velha e saudável luta entre assessores de imprensa e jornalistas deixa de ter qualquer significado. A vontade de colocar o nosso cliente nas páginas dos jornais ou nos segundos de televisão deixam de fazer qualquer sentido. Até um dia.

 

Até hoje. Quando vi a minha filha a desligar-se do seu porquinho percebi. Fazer uma transferência é simples. Mas não chega. É pouco. Eu posso fazer bem mais. É por isso que decidi escrever sobre a Anocas.

 

Como alguns de vocês sabem, de vez em quando escrevo uns textos para alguns blogues em que participo. Boa parte deles chatos, banais, sobre política, bola, música, etc. Desculpem lá. A sério! Ninguém é perfeito.

 

Porém, desta vez é diferente. Quer dizer, o motivo é diferente. A importância do mesmo é diferente. A crise? A crise é coisa de meninos quando comparada com a Anocas. O que disse aquele autarca ou candidato a, o golo do James, a Merkel, o governo e a oposição? Não, isso não é nada quando comparado com a Anocas. Não, não. Especial é a Anocas.

 

A Anocas é diferente. Ela não precisa de nós, acreditem. Nós é que precisamos dela, de a ter por perto e de a ver a passar na rua pela mão da sua mãe, da Alexandrina. Ela sim, é verdadeiramente especial. É a Anocas e todas as Anocas deste mundo que verdadeiramente contam.

 

E é por precisarmos da Anocas que vos escrevo este post em forma de apelo. A Anocas está a combater o seu Monstro Horrível e nós precisámos de fazer o mesmo e a melhor forma que temos é esta: partilhar a informação convosco dizendo-vos, contando-vos o mínimo e acreditando que, afinal, tudo o que aprendemos ao longo destes anos serve, realmente, para alguma coisa:

 

A Anocas é uma criança com seis anos de idade. Tem um Monstro Horrível, como ela apelidou o seu tumor cerebral e cujo combate, sem tréguas, obriga a conseguir angariar 80 mil euros. A Anocas é da Maia. Tem, sinal dos tempos, uma página no facebook e uma conta na Caixa Geral de Depósitos. E mais não preciso de dizer, está tudo o que é essencial dito e escrito

 

Obrigado.

 

(texto adaptado para a blogosfera de press release enviado hoje)


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Quinta-feira, 27 de Setembro de 2012
por Carlos Faria

Muitos defendem que a ultrapassagem da crise das dívidas soberanas na zona euro passaria pelos eurobonds, onde na prática haveria uma compartilha das dívidas soberanas entre os Estados pobres e o ricos. Reconheço que isto seria de facto uma forma de solidariedade interestadual na eurozona. Todavia, goste-se ou não, seja justo ou não, esta ideia esbarra sempre com preconceitos em confronto:

- a desconfiança dos mais ricos de que os mais pobres perante a solidariedade não se sabem conter e assim continuam a gastar mais do que podem; e

- a ideia de que a crise não é da responsabilidade dos mais pobres, pelo que é justo que os ricos a paguem e sejam solidários, até porque precisam dos mais pobres.

Penso que nas ideias extremadas nunca está a verdade e no que toca à solidariedade entre povos em nada distingo o facto da Finlândia e a Alemanha não quererem eurobonds para não pagarem os “excessos” sulistas; do reacender da ideia independentista da Catalunha mais rica que não quer contribuir solidariamente para outras províncias mais pobres do reino de Espanha, apesar de não ter sido capaz de não se endividar com dinheiro que lhe coube nesta repartição solidária das riquezas pelo domínio de Madrid; e das regiões Autónomas Portuguesas serem muito rápidas a pedir solidariedade nacional ou protestarem sempre que Lisboa não lhes cobre as dívidas e lhes exige austeridade ou ainda, quando beneficiária dessa solidariedade, não se endivida a curto-prazo e se recusa a sacrificar-se em favor do todo Nacional.

Na política real europeia e independentemente da escala, todos apelam à solidariedade e fogem de cumprir os encargos assumidos quando em dificuldades, mas recusam-se a ser solidários quando a crise bate à porta do vizinho, isto porque se criou um modelo de democracia que promete apenas uma melhoria continua da qualidade de vida associada ao poder de compra de forma ilimitada num planeta limitado e num Continente que durante milénios sacrificou povos e continentes para que países e impérios seus enriquecessem.


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Segunda-feira, 10 de Setembro de 2012
por Carlos Faria

Já sintetizei a quente em que consistiam as novas medidas conhecidas de austeridade aqui, bem como o que se tem especulado depois sem se saber ainda aqui e, apesar de não ter emitido uma opinião global sobre o pacote, a verdade é que o comportamento dos Portugueses e da Comunicação Social é de tal forma preconceituoso que quem descreve genericamente as medidas e as lacunas a esclarecer sem dizer taxativamente mal, é logo conotado como estando a favor ou em defesa da decisão comunicada.

Infelizmente sistemas democráticos já ruíram e guerras se geraram por manipulação da informação que deturparam a realidade e alimentaram preconceitos, por momento a realidade é esta: O pacote conhecido até ao momento não altera de modo significativo a austeridade para 2013 de quem trabalha no setor público e teve já os dois subsídios cortados em 2012, pessoas com vencimento base perto de 1000€, e para os privados é de facto ocorre em 2013 a perda equivalente a um subsídio no rendimento disponível por via do aumento da taxa para a segurança social . O resto até ao momento é especulação, intencional ou não.

Até ao momento a minha principal preocupação prende-se precisamente com quem ganha o salário mínimo, que embora não perdendo nenhum subsídio diretamente, corre o risco de perder um vencimento por via do aumento da taxa e mesmo salvaguardando o anunciado crédito fiscal para baixos rendimentos, mas não explicado, importa ter em atenção que o mecanismo não deve de modo algum fazer diminuir no dia a dia o já escasso dinheiro disponível destes trabalhadores.

Espero que o Governo não diminua ao longo do ano de 2013 o rendimento disponível destas pessoas no dia a dia face a 2012 e depois faça um acerto por esse crédito só em 2014. Lembro-me bem que no PEC4 o que mais me revoltou foi serem afetadas precisamente pensões e rendimentos da classe mais baixa de todas e mantenho o mesmo princípio de não aceitar que agora essas mesmas pessoas possam ser afetadas.


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Segunda-feira, 19 de Setembro de 2011
por Rodrigo Saraiva

Não vou falar das medidas apresentadas pelo actual Governo, infelizmente necessárias para combater as dificuldades por que vão passando cada vez mais portugueses. Neste post destaco um projecto de voluntariado, dos muitos que são desenvolvidos pelo país, que visa entregar comida a quem se debate com contrariedades, como o caso de um casal com três crianças que antes bebiam água com açúcar ao jantar. O projecto Re-Food, que conta com 50 voluntários, foi recentemente reconhecido com o Prémio de Voluntariado do Montepio, sendo-lhe atribuído o valor de 25 000 euros, embora apenas fiquem com 21 000 pois no momento de receberem o prémio fizeram questão de anunciar que entregavam 1000 a cada um dos 4 projectos finalistas. O Público foi conhecer o projecto e deixo aqui o link para que mais pessoas o conheçam.

 


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