Segunda-feira, 1 de Julho de 2013
por Alexandre Poço

Só para refrescar algumas memórias, o supostamente milagroso PEC 4 previa que atingíssemos no corrente ano de 2013 um défice orçamental de 2%, partindo daquilo que o Governo dizia ser uma base de 7,3% em 2010. Uma redução de cerca 5% do PIB em três anos, ou seja, um ritmo de austeridade igual ao que este governo acabou por fazer. Isto porque, o défice de partida em 2010 foi revisto para cerca de 10% porque os prejuízos das empresas públicas, os buracos no BPP e no BPN, as PPP e outras desorçamentações, obrigaram à revisão das contas nacionais de 2010 até 2007. Sobre estas pequenas "distrações" não ouvimos grande coisa do ex-ministro, nem do ex-primeiro-ministro, e isso é que teria sido instrutivo.


João Cotrim Figueiredo no Diário Económico


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Sexta-feira, 30 de Março de 2012
por José Meireles Graça

"O antigo ministro Teixeira dos Santos disse compreender as exigências pedidas pela Alemanha e afirmou que a questão não é o que Berlim deve dar, mas o que é que Portugal tem que dar em troca."

 

Está bem, Teixeira, "compreender as exigências pedidas" parece mesmo coisa tua, a menos que seja do jornalista - a gente percebe a ideia.

Mas isto é curtinho: se dizes agora o que nunca deste mostras de saber, é porque valores mais altos se alevantavam. Imaginamos quais foram esses valores, mas não conhecemos os detalhes, pá. Por isso, deixa lá essas conferências com os outros adiantados mentais europeístas (disso há aos montes, é conversa para boi dormir), e conta - queremos detalhes sumarentos.

Se o nosso Presidente já escreveu sobre o ror de vezes que preveniu, e avisou, e admoestou, e mais não tinha poderes executivos na matéria, tu, Teixeira, deves ter coisas para narrar de arrepelar os cabelos.

É isso que queremos. Se fores sincero, pode ser que a gente te perdoe um bocadinho.


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Sexta-feira, 23 de Março de 2012
por José Meireles Graça

Guterres lá anda ajeitando a melena e os problemas dos refugiados, Sampaio tem um tacho qualquer na Capital Europeia da Cultura e é Alto-comissário de Não Sei Quê e Sócrates, logo que acabe de pagar o curso de SciencesPo, ou lá o que é, ou vem para cá para dar o dito e feito por não dito e não feito ou vai para vendedor da Armani no Terceiro Mundo.

Excepto pelo último exemplo, que seria um criterioso aproveitamento de competências, parece que as sinecuras por onde se passeiam ex-políticos com uma negra folha de serviços são uma espécie de compensação pela miséria que ganhavam no activo e prémio de consolação pelo asneirol que deixaram em herança.

Parece-me justo, e é por isso que não entendo a indignação de Maria João Marques em relação ao saudoso Teixeira dos Santos. Já quanto a este senhor, que JM Ferreira de Almeida nos vem lembrar, ignoro o que foi feito dele. Se não fosse por o lugar ser trabalhoso e provavelmente mal pago, creio que caberia nos quadros do Gato Fedorento, secção de humor negro.


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