Terça-feira, 2 de Abril de 2013
por jfd

Sócrates não arrastou consigo apenas uma tempestade política com este seu retorno a Portugal. Trouxe também as condições meteorológicas ideiais para provar o seu ponto de aposta nas renováveis. Eu acho muito bem. Até já exportamos energia!

Bendito seja!

 

(...)

O que não é normal, segundo as mesmas fontes, é estarmos já no sexto dia consecutivo (27 de março a 1 de abril) com o sistema eletroprodutor quase 100% assente em fontes de energia renováveis, com destaque para as eólicas e para as barragens.

Outra nota de destaque vai para o facto de em todos esses dias Portugal ter produzido mais do que necessitava para consumo interno, o que acabou por resultar num incremento das exportações de eletricidade.



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Segunda-feira, 1 de Outubro de 2012
por Carlos Faria

Confesso que já começo a estar cansado de no último mês e meio ter quase sempre um furacão ou tempestade tropical a ameaçar os Açores.

Imagem do NHC

 

Depois do Gordon, foi o Nadine e este, após uma trajetória circular, volta novamente a ameaçar este arquipélago após alguns estragos no Faial, Pico e Terceira, parece que não se deu por satisfeito e eis que a sua rota atual tende a afetar outra vez o Faial e estender os seus braços às Flores e Corvo... talvez ainda seja cedo para saber o traçado final, mas não me agrada nada vê-lo a dirigir-se precisamente para a minha ilha.

 

 Imagem de Hurricane Tracker

 

Independentemente da campanha eleitoral, perspetiva-se mais uma semana de ansiedade nos Açores...

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Quarta-feira, 19 de Setembro de 2012
por Carlos Faria

Para acompanhar e origem da foto consulte o NHC

 

Depois de ter esperado por Gordon, que felizmente se desviou mas atacou a ilha de Santa Maria; de ter esperado por Godot no Teatro Faialense, mas que não apareceu; e enquanto o Continente se delicia com temperaturas estivais e sol; resta-me ficar à espera que Nadine se mantenha fiel na sua rota e não venha visitar os Açores como já ameaçou.

Entretanto, o vento já sopra com alguma intensidade e vai quebrando os ramos mais frágeis, o céu varia entre o azul e o cinza muito escuro, aguarda-se chuva forte, raios e coriscos acompanhados por intensa percussão e como não tenho a quem atirar as culpas, só me resta resignar e que tudo corra pelo melhor.

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Sábado, 1 de Setembro de 2012
por Joana Nave

Há momentos nas nossas vidas que são verdadeiramente únicos. Nesses momentos gostávamos de poder parar o tempo para que as sensações que nos provocam durassem para sempre. Quando nos sentimos felizes estamos perante um desses momentos únicos e, naquele instante, a nossa mente é surpreendida por uma estranha clarividência em que tudo faz sentido e parece até que todos os caminhos percorridos e todos os acontecimentos do nosso passado serviram apenas para nos conduzir àquele momento. Temos de estar plenamente no presente para poder viver o momento e atribuir-lhe a devida importância.

Já vivi alguns momentos únicos de imensa felicidade que gostaria que tivessem durado para sempre, mas também vivi outros menos bons que não posso apagar com uma borracha porque também fazem parte da minha vida. Um dos momentos menos bons que vivi serviu também o propósito de me conferir um grande entendimento sobre a importância do tempo. Esforçamo-nos por viver da melhor forma, mas perdemos demasiado tempo com coisas e pessoas que não nos servem. Não é possível gostar de tudo e de todos, é preciso saber em primeiro lugar o que queremos e o que não queremos para podermos fazer escolhas conscientes de acordo com a nossa própria vontade.

Lembro-me de uma pessoa que uma vez me convidou para almoçar. Inicialmente pensei em recusar porque tinham-me dito que era muito aborrecido e interesseiro, mas resolvi dar o benefício da dúvida porque o que é mau para uns pode ser bom para outros, mesmo aborrecido e interesseiro não sendo características que possam favorecer alguém. O almoço decorreu com normalidade, embora se tenha tornado gradualmente mais aborrecido e interesseiro. A dada altura o meu interlocutor resolveu proferir uma frase muito importante para ele: “a vida é demasiado curta para perdermos tempo com quem não vale a pena”. Não imaginam como, naquele instante, a minha mente se iluminou de clarividência. Quem estava a perder tempo com quem não valia a pena era eu e apenas por educação fiquei sentada na mesa a contar os minutos que estava efectivamente a perder. No entanto, senti-me feliz por ter entendido a importância de viver o momento, mesmo que tenha sido para descobrir que os meus amigos estavam certos e que aquela pessoa era mesmo aborrecida e interesseira.


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Quinta-feira, 16 de Agosto de 2012
por Carlos Faria

Se no passado recente a letra G das tempestades tropicais e furacões no Atlântico Norte normalmente atingia-se pelo final de setembro, este ano a atividade meteorológica tem sido intensa neste oceano, provavelmente associado a um certo incremento de temperatura das águas marítimas que se verificou nalguns pontos desta área do planeta e o Gordon já vem a caminho dos Açores e meados de agosto.

Por agora ainda existe uma certa margem de incerteza, mas os últimos dados apontam para que a tempestade tropical Gordon atinja os Açores na noite de domingo para segunda, afetando a região de Ponta Delgada, esperemos apenas que a previsão se engane e esta intempérie se afaste de todas as ilhas.

 

 

Para acompanhar o evoluir da situação fica aqui o endereço do National Hurricane Center.

 

Aos residentes nos Açores convém agir com a calma consciente da eventualidade de terem de tomar atempadamente medidas de precaução adequadas, pelo que acompanhar a situação é sem dúvida uma estratégia de autoproteção que se recomenda.

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Sábado, 18 de Fevereiro de 2012
por José Meireles Graça

Há mais de vinte anos que, aos Sábados de manhã, vou à mesma esplanada (mesmo que chova - lá dentro não se pode fumar, a ver se morremos todos de velhos, esquecidos de nós mesmos e de todos esquecidos, depositados num miserável lar da terceira idade) ler o Público e engolir com perversa satisfação três cafés de enfiada - o café faz o cigarro saber melhor.


Estava um sol esplendoroso e não corria ponta de vento. Já é assim há muitas semanas e os dias vão esplêndidos. Há tímidos sinais, no amarelado das ervas do meu quintal, de que o bom tempo é talvez um presente envenenado e que vamos pagar esta bonança bem caro.


Historiazinha anódina de quem não tem nada que fazer, não é? É. Mas ocorreu-me que, com um pouco de imaginação, passa por alegoria ao fascismo higiénico, ao socialismo caseiro e à expiação.


Deixo isso para o leitor astuto, que eu não sou desses de explicar tudo bem explicadinho.

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