Quinta-feira, 12 de Julho de 2012
por Fernando Moreira de Sá

 

O edifício na imagem (palmada aqui) foi, em tempos, o Recolhimento de Nossa Senhora das Dores e S. José - segundo o historiador Germano Silva: 

a fundação do Recolhimento de Nossa Senhora das Dores e São José, também conhecido por Recolhimento do Postigo do Sol (…) anda ligada a uma das maiores tragédias que alguma vez atingiram o Porto – o desastre da Ponte das Barcas, em 29 de Março de 1809″ (...) O recolhimento foi fundado por D. Francisca de Paula da Conceição Grelho de Sousa “para nele recolher as muitas raparigas que, em consequência daquela tragédia, haviam perdido os pais e vagueavam pelas ruas da cidade, esfomeadas, descalças e com as vestes esfarrapadas.

 

Mais tarde, já no final do século XX, recebeu a defunta Universidade Moderna do Porto e, recentemente, nela se instalou a Universidade Lusófona (quando esta adquiriu a Universidade Moderna do Porto). Volta a ser notícia, tantos anos depois, devido à demissão do Reitor da Universidade Lusófona do Porto. É impressionante como a história se repete. Este edifício albergou milhares de estudantes universitários. Lembro-me, quando estudei na UMP, das suas instalações, de alguns pormenores curiosos, do seu pátio interior e cheguei a visitar, pelo menos uma vez, a sua capela. Ao longo dos anos, nele foram feitas várias obras de adaptação. 

 

Contudo, o que ninguém conseguiu afastar foi a verdadeira maldição do "Recolhimento". Está provado que este espaço não quer receber estudantes universitários. Eles, os estudantes, e na maioria dos casos os seus encarregados de educação, investiram muito do seu tempo e dinheiro na procura de cumprir um sonho, a obtenção de uma licenciatura. Por vezes, demasiadas vezes, nunca se percebe se esse é um sonho dos jovens se, na verdade, dos seus pais. Seja. O que não se admite é verem assim, e uma vez mais, defraudadas as suas expectativas. Primeiro foi a Universidade Moderna do Porto e agora a Universidade Lusófona do Porto. Duas instituições diferentes com um triste destino comum. 

 

Revoltante...


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Sexta-feira, 6 de Julho de 2012
por Alexandre Guerra

Há já algum tempo que este soldado andava para colocar na Internet a sua tese de mestrado, não por qualquer necessidade de autopromoção, mas simplesmente como contributo para todos aqueles que se interessem pelos temas abordados naquela dissertação, até porque teve a particularidade de ter sido a primeira do género em Portugal.

O autor destas linhas admite também que, perante tanto entusiasmo a borbulhar por essa blogosfera fora em relação à discussão das virtudes da Academia, não podia deixar de responder ao desafio e dar o seu contributo para tão elevado debate.

Assim, no âmbito do mestrado de Ciência Política, Cidadania e Governação (veja-se a coincidência) pela Universidade Lusófona de Humanidade e Tecnologias de Lisboa, o autor destas linhas concluiu no ano passado a sua dissertação dedicada ao tema: “O Impacto das Novas Biotecnologias no Pensamento Político – A problemática das células estaminais embrionárias”.

Teve o privilégio de ter tido como orientador o proeminente sociólogo, o Prof. Hermínio Martins, St. Anthony’s College, University of Oxford, e como co-orientadores, o Prof. João Bettencourt da Câmara, Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP), e o deputado António Filipe, Universidade Lusófona.

Por curiosidade, e talvez em jeito de provocação, este autor lembra que estas ilustres figuras académicas foram reunidas sob um curso de mestrado de uma universidade privada. Foi aliás devido àquelas circunstâncias únicas que foi possível a este mestrando ser orientado por um dos sociólogos mais reputados internacionalmente da actualidade e, como alguém escrevia recentemente, pelo "pensador português mais decisivo e desconcertante dos últimos trinta anos".

E, diga-se em abono da verdade, foi graças à compreensão e profissionalismo dos serviços da Lusófona que este mestrando conseguiu conciliar agendas, que permitiram ao Professor Hermínio Martins, há muitos anos radicado em Londres e que conta já com uma certa idade, vir àquela instituição em Lisboa para estar presente na discussão da tese deste aspirante a mestre. Acredite o leitor... foi mesmo um privilégio. 

A título de curiosidade, a elaboração desta tese iniciou-se ainda antes de Bolonha, por isso, imagine o leitor os longos anos durante os quais se alongou. Apenas uma nota final: o júri foi presidido pelo Prof. Fernando Pereira Marques da Universidade Lusófona. À dissertação, que pode ser lida aqui e os seus apêndices aqui, foi atribuída, por unanimidade, a nota de 15 valores (Bom). Depois desta declaração de interesses resta apenas desejar uma boa leitura. 


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Quarta-feira, 4 de Julho de 2012
por jfd

Para lá do que já aqui foi escrito pelos meus caros. Para lá do que se fala nas 24h dos canais opinativos (ups) de noticias.

Interessa-me saber para quê agora este não assunto?

Quem o levantou?

Não há falta de legitimidade na procura de eventuais podres de x ou y. Desde que seja igual de a a z.

Certamente aquele semanário de sempre trará com regozijo matéria para mangas. Sem interesse nenhum, mas com muito que se leia com umbigo de monóculo em riste.

Tentar colar este não caso com o caso do ex primeiro-ministro é o mesmo que tentar colar qualquer relógio topo de gama comprado numa loja fidedigna a qualquer um comprado a um Chico esperto de olhos em bico em Canal Street em Manhattan.

O circo já está montado. Agora vem a Associação do Ensino Superior Privado dizer que este não caso os pode afectar. Associação esta que de nada me valeu quando no último ano de vida da Universidade Moderna, e como representante dos alunos junto do conselho pedagógico, não me deram cavaco. Só no ano passado foram resolvidas situações dos últimos alunos licenciados. E para sempre seremos olhados de lado.

Vão-se todos ocupar com algo que interesse.

Narana Coissoró? Nunca viu Miguel Relvas? Que declaração infeliz.

A elite que se lixe.

Quem quer manchar o trabalho do Governo e do Ministro com casos, casinhos e tretas que se lixe também.


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